Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Leio-me
Leio-me como um livro.
Exponho-me como palavras desnudas ao vento
Em busca do tudo e do todo, me entrego.
Às vezes precisamos ser fortes. Fortes como uma rocha. Não porque precisamos provar para alguém, mas para não cair e se ferir. A alma precisa estar bem alimentada e embalada. O corpo não, ele morre com o tempo. A alma transcende.
Pendências
Às vezes tenho pendências exalando como se fossem me afogar em águas desconhecidas. São águas profundas de um oceano infinito e misterioso. Noutras, tenho urgências gritando de dentro pra fora. Em meio a essas loucuras, há um fio invisível que me corta ao meio. É a saudade desgovernada que me atropela e deixa marcas. Essa saudade não tem freio. Ela assola o que está na frente. Por isto preciso me recompor diante de uma falta que não consigo repor. Reinvento momentos que me deixam quase sã das minhas loucuras, mas que nada consegue preencher esse vazio. Componho-me de urgências que deveriam ser calmarias, mas que me empurram para um abismo que desconheço e sei que não vou cair. Há uma falta de conhecimento sobre abismos e tal, que preciso atingir. Mas, meu instinto fala mais alto dizendo que o medo é consequência da insegurança. Recomponho-me diante dos fatos e sinto que o amor que exala de dentro, eleva o que me deixou sem chão.
Vivemos correndo atrás do tempo como se ele fosse nos esperar. Acabamos percebendo que o tempo está relacionado com a nossa vontade de seguir com serenidade e calma.
Não temos como medir a arte e nem como defini-la. Mas, a arte transforma. Os artistas são os agentes dessa transformação.
Claro que nem sempre é como planejamos. A vida faz os planejamentos. Ela sempre nos surpreende. Como não estamos acostumados a lidar com o inalcançável e nem com o inimaginável, ficamos inertes. Só entenderemos o inevitável quando levarmos a vida como se fosse um passe de mágica.
A vida é como uma roda. Gira sem parar. Não temos tempo suficiente para esperar. Ou seguimos seu ritmo ou focaremos a mercê das nossas buscas incessantes.
A vida é como um barco em alto mar. Durante as tempestades o marinheiro procura equilibrar o barco. Nem sempre consegue, pois, as ondas tentam derrubá-lo. Para manter a embarcação em equilíbrio, ele dá o melhor de si mesmo cansado e esgotado de lutar, mas jamais desiste. Com a nossa vida é a mesma coisa. Temos o dever de dar o nosso melhor.
A poesia escorre entre os verdes prados como deuses de leves asas, gotejando o vermelho púrpura dentro taça.
Que dor é essa, que não se sente no corpo, mas sangra como ferida e dói na alma, que dor é essa?
Essa tristeza que vem do nada, e molha minha face com lágrimas,
e espreme meu coração, até querer expulsar do peito, esse desamparo, essa solidão voluntária, querer apenas o frio do mármore, a única vontade que ainda resta, pois as outras vontades já se foram, vontades alegrias tudo se foi, nem lembranças para me deixar um pouco mais feliz, nem isso restou,
maluco suicida não sou, mas a ânsia de partir, dormir e não ver o outro dia essa eu tenho de sobra, quando acordo, fico triste por ainda estar nesse mundo, quero ir embora quero a partida, não quero mais ficar aqui
Um lugar para chamar de lar...
Tinha um lugar...
Era apenas um espaço escondido...
Como nos filmes de terror...
Um lugar afastado, onde ninguém iria e principalmente, ninguém veria...
E, lá tinha a minha árvore...
Por ser escondida achei que não incomodaria ninguém...
Ela estava linda e esperava ansiosamente pelos seus primeiros frutos e isso pelas flores seria em breve...
Mas não...
Foi cortada do caminho onde ninguém passa...
Onde ninguém a veria... .
Mas que de alguma maneira... atrapalhava...
Não era a árvore...
Não era o lugar...
Não, não era...
Um lar é feito de amor e aceitação...
Qualquer lugar é um lar...
Se vc se sentir acolhido, mas se vc é só uma árvore no meio do nada, mas no caminho de alguém pode ser tirada e esquecida, porque vc não conquistou o terreno e não foi acolhida por ninguém...
O melhor lar é o coração e é fácil de sair... Mas tão difícil de entrar...
A Genuidade dos dias
"Fico aqui a lembrar ou a relembrar...
Há quanto tempo não como um bolo
quentinho, recém-saído do forno, com
uma caneca grande de café...!
Neste momento, percebemos como o
simples importa muito mais que o
complicado e elaborado."
Marcelo HB
A vida sem você é como se as estrelas não brilhassem mais, e as pessoas ao meu redor não me transmitissem paz.
Agorinha mesmo parei para pensar como se fosse um gênio, contemplei os céus como se fosse um astrólogo, meditei como se fosse um monge, sorri como se fosse uma criança, chorei como se fosse uma palhaço no fim do ato, vi passar em uma procissão Marias e Clarices, e nesse instante resolvi o problema do mundo como se fosse um salvador, e em poucos segundo voltei a realidade, e percebi que nesses momentos não vi você! ..(Patife)
Muitas vezes mesmo com a porta aberta, eu fui pra janela, e como um sentinela fiquei a espera dela...(Patife)
Assim como ontem, ela não mais voltou a me querer! E eu pra me vingar, também nunca mais quis ninguém...(Saul Belezza - Patife)
Falam tanto em futuro, como se ele realmente existisse, mas ele não passa de um amanha, com a mesma roupa de hoje...
(Saul Belezza - Patife)
É melhor ser castigado na infância e adolescência como filho. Do que ser punido na juventude como bandido...(Patife)
