Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Arte como via pessoal
para a transcendência
pede inspiração autêntica,
Arte registro de uma
época do passado
e do presente para quem
sabe deixar uma memória,
E sobretudo fazer história,
Porque o quê penso hoje
é apenas cópia do ontem,
Conheço muito bem
a mim e sempre procurei
tentar alcançar a herança remota.
(Não vivemos mais uma novidade).
Ainda desejo saber como é o seu
Rosto e qual é o seu nome
Reina na minha mente absoluto
Único nas palavras e no silêncio
Latinamente você assim me mantém
Loucamente curiosa o tempo todo
O quê me resta é esperar...
Deixar ser descoberta
no bosque dos desejos
como a feiticeira que
há de capturar os segredos
nos recônditos travessos,
Não sei explicar o porquê
você sabe me dominar.
Nada em mim é efêmero,
quando me calo é porque
ainda penso e sinto,
Não serve como perfume
a hipocrisia,
No coração há um arrebol
etéreo e uma limirência
solitária e poética
que cruza o oceano
de silêncio que espero
que não seja eterno,
mas que também não tarde
para que no tempo
se converta em amor verdadeiro.
A poesia tem
endereço fácil,
É a Pátria
da Ibirapitanga
e do Sabiá-laranjeira
e tem como berço
a imensa Soberana
América do Sul
sob o manto estelar
do Hemisfério Celestial Sul.
Cuidar como você ainda
fosse um menino,
Fazer um carinho felino
nas suas costas com
as pontas das unhas
por muitas luas,
Não é preciso entrar
objetivamente em detalhes,
Liberar as suas vontades
para que caia nas manhas
e nas oferecidas danças
por conta da imaginação.
No fundo da sua alma
sideral sei que me tens
como a sua musa austral.
Não me tens perto,
me tens dentro e sabe que
quero tudo o quê você quiser.
E se for para voar que
seja para qualquer lugar
onde o destino
nos leve a nos encontrar.
Fico como o Patuju
em flor cortejado
pelo Colibri quando
sinto que você está
ao redor mesmo
em pensamento com
o seu etéreo amor,
Sei que no fundo
me guarda com tudo
o quê há de mais sedutor
raro, inevitável e absoluto.
(Pertencemos ao mesmo mundo).
Madrugada altaneira
e eu pensando
na sutil maneira
de seguir te alcançando,
Você é meu como
o Pequiá-amarelo
está para a flor e os meus
Versos Intimistas
estão para o seu amor..
No Sul do meu Sul é normal
matear as ideias de igual
jeito como o Ceibo foi eleito
para pertencer as duas terras.
Lá no rio dos pássaros pintados
o Ceibo tudo ele reconhece
e Anahí ainda segue viva na memória
porque decidi contar esta História.
Para resistir o ar que não vem sendo
mais o mesmo e para respirar vou a galope
sem parar suportando todo o golpe forte.
Para com espírito de baile te traga para
bem perto e o faça o gaúcho mais realizado do Pampa ancestral que é o nosso Universo.
Eflorescido o Tajy Hû colorindo
de rosa a terra dos guaranis
onde se ouve como harpa o rio
e me deixo nas mãos do destino.
A imensa dor do Chaco também
me pertence e a coragem igualmente
de colocar cada qual no seu lugar,
não vou esquecer e custe o quê custar.
Pertenço a um alguém que também
me pertence com tudo aquilo
o quê sinto mesmo que ele venha demorar.
Pode não ser nesta Primavera Austral,
mas na próxima nada vai mais nos atrasar
porque já será chegado o tempo de amar.
Um olhar irrenunciável
como o mar voltado
para o Oceano Pacífico
nesta América Austral
ainda me cobre de infinito
E é o único capaz de fazer
o meu coração rendido.
Demore o tempo que for
terei absoluta paciência
para esperar pelo seu amor.
Preservar-nos como
quem perpetua a Flor de Maio
da Cordilheira da Costa
é o motivo pelo qual nada falo.
Onde as estrelas sempre
serão mais visíveis nesta Pátria
imensa é ali onde o coração
nasce com a Cattleya Mossiae.
É com frescor dessas pétalas
roxas que guardo tudo aquilo,
reservado e bem protegido.
Você virá com o teu Cuatro
cantando sem pedir ao destino
porque assim sei que está escrito.
Os teus olhos
condoreiros
sempre atentos
bem sucedidos
me sossegam.
Vivo sonhando
como são
os seus beijos.
Os teus olhos fazem
a minha bagagem
e não são miragem.
Você em matéria
de povoar desejos
domina absoluto
e tem me feito
habitante do seu mundo.
Não desisti de querer
saber como são
os seus olhos diante
dos meus anseios,
E sobretudo o seu aroma
entre os meus abraços,
Não é de hoje que você
ocupa todos os espaços
sem nunca ter me tocado,
Sem exagero os meus
Versos Intimistas tenho
entregue com o quê há
de mais raro e tem tudo
a ver conosco tal qual
o florescer do Cedro-Rosado.
Pastel
Pastel salgado ou Pastel doce,
não me importo com o recheio,
Eu como sempre com tudo
o quê vier dentro,
Eu como de qualquer
até se for Pastel de vento,
O Pastel é herança
da imigração chinesa
que eu louvo e agradeço
com este poema
por fazer parte e História
da nossa mesa brasileira.
Queijo de Minas
A tua origem ancestral
eu reconheço,
Queijo de Minas como
Patrimônio Nacional
eu te celebro,
O teu precioso sabor
é digno sempre
de poesias de amor.
Poesia Cinética do Vale Europeu
Como Poetisa sou observadora
da minha Rodeio encantadora
e do vai e vem da nossa gente
do amado Vale Europeu
que nasceu para ser chamado
de amor divino e meu,
A vida em movimento na nossa
terra é Poesia Cinética,
e a cada nova inspiração
prossigo sinestésica.
