Nosso Amor como o Canto dos Passaros
A política pautada nas negociações partidárias, não se caracteriza como um processo que usa a retidão como uma linguagem em prol do bem social, mas um caminho reacionário para a manutenção da supremacia de uma minoria.
Quando o homem assume a aceitação como norte de suas ações e desejos, ela deixa de exitir como um ser pessoal para agir como um sujeito social, com o seu individual irrelevante.
Quando preocupo-me como o outro irá se comportar, eu esqueço que ele pode não querer ou estar interessado em me agradar, portanto, age conforme seus desejos e quanto a mim, nada poderei fazer para mudar.
Enquanto a avaliação for concebida como um instrumento de aferição de capacidade, a escola nunca conseguirá exercer o seu papel social com excelência.
Em um mundo capitalista é hipocrisia dizer que o estar feliz é uma questão de opção, pois como imaginar a felicidade em um ambiente onde suas necessidades básicas não são atendidas? Como encontrar prazer em um mundo de privações? O discurso dos insensíveis a essa realidade é que a felicidade está atrelada ao aceitar a sua situação, como se o fato de se acomodar com as suas limitações fosse a solução para a sua vida desprovida de prazeres.
Imaginar a felicidade como algo a ser conquistado é assumir uma visão positivista de encarar a vida.
A melhor forma de afastar a tristeza é enxergar que a vida é feita de momentos e como tais, não são eternos.
O presente na velhice, é para muitos,
o passado que ficou como oportunidade
de continuar vivendo, pois o viver
se traduz na lembrança pelo que se passou.
Não tem como imaginarmos um modelo educacional significativo, dentro de uma mentalidade absolutizadora do fazer pedagógico.
Como podemos dizer que somos felizes se nem a liberdade nos apropriamos de verdade, pois o ser da contemporaneidade é desprovido de um agir autêntico do seu próprio ser, porque ele está sempre influenciado por interferências que ele mesmo desconhece.
O homem contemporâneo corre,
como se o tempo fosse seu inimigo,
e nessa correria ele esquece de observar
que os caminhos por onde ele passa
é onde está o que lhe proporciona a
significação do seu viver,
pois tudo, além disso, é pura ilusão
de um desejo insaciável de crescer.
A vida é uma ilusão, que dela ficamos apenas com as consequências do modo como a entendemos. Sendo assim, cada um vive um modelo de vida que acredita ser correta, mas dentro de uma realidade divesificada de interpretações do ato de viver, há uma diversidade de vidas que se correlacionam criando os inúmeros sentimentos aos quais somos acometidos, logo, é preciso saber viver, para que tenhamos uma vida menos ilusória possível, mas esse é o maior desafio da mente racional diante da falsa ideia de que somos os únicos responsáveis por nossas decisões.
A educação está tão promíscua em servir aos ideais do mercado, se assumindo como empresa, focada em resultados, em produzir uma excelência fabricada, que esquece o ser humano mais importante de uma sociedade, pois é pela mediação dele, que provém todos os outros profissionais de uma sociedade. Os sistemas de ensino, desvalorizando o professor no exercício de sua profissão, faz com que a sociedade não enxergue o seu valor social. Lamentável! Transferindo a responsabilidade do baixo nível dos alunos, nas escolas, para os educadores, atribuindo-lhes metas focadas, em apenas, no desempenho dos alunos nas avaliações externas, pouco se preocupando com a verdadeira formação dos mesmos. Omissão em reconhecer que a situação deplorável dos alunos não estarem no nível de conhecimento esperado para a série que estão cursando, seja fruto de um modelo educacional que não forma, deforma; não inclui, promove a exclusão institucionalizada; não media a cooperação, valoriza a meritocracia.
O certo é o caminho que enxergamos como o que deve ser seguido para chegarmos aos nossos objetivos, embora haja outros que nos levem para o mesmo destino.
Quando o currículo é pensado
como o objetivo final a ser alcançado,
a praxis em sala de aula,
não passa de uma ação padronizada
no modo de transmissão de conhecimentos que ignora a especificidade dos aprendizes, por isso não educa, apenas instrui.
Não acredito que a vida
para ser entendida
precisa ser sofrida,
porque se assim fosse
como seria possível viver
na negação do sofrer e ao mesmo tempo,
compreender o sentido do viver
para os que são fadados
ao fardo de apenas sobreviver?
o Homem ao ver as belezas que a natureza consegue escupir, deveria enxergá-la como um organismo vivo, para então, quando fosse agir sobre ela com o único propósito de satisfazer seus desejos, percebesse o quão ele nega a sua propria racionalidade, destruindo-a e se destruindo recíprocamente.
