Nosso Amor como o Canto dos Passaros
A vida é muito curta para ser investida em discussões,
entenda como quiser...
o não foi isso que eu disse.
Oh! Oceano Atlântico!
Eu sempre sonhei em ser como Vós Mercê
naquelas tardes em que a vida
sopeava na ternura do meu tempo
que brotava na beira-mar
do seu horizonte.
Sem nada saber
cheguei ao mundo em versos e alma
descascando palavras do meu ser
como se a vida fosse
fatias e gomos de poesia
mas sei que vou partir
desfolhando-me sementes de saudade
sem saber por certo
se eu me escrevo ...
me leio ...
ou se sou analfabeta.
Lute!
Lute sempre!
Lute como uma Mulher
que não deixou o seu lado Menina
endurecer nas lutas dessa vida
que por um lado ou por outro
é dura.
É sempre assim
eu me desligo do mundo
me dou tão por mim
que nem sei como e por que
só sinto a serenidade na alma
quando estou de frente para o Mar.
Ode ao Inverno
O Inverno não grita,
sussurra...
Desce, quieto, pela espinha
como quem conhece
os lugares secretos
do silêncio...
É quando o mundo se recolhe
e se hiberna do fulgor estival
e a alma se ouve melhor...
É quando os areais desertos
me convidam á contemplação poética
na solitude de um momento intimista...
É quando o udito se aquece
nos estalos da madeira queimando
nas fogueiras incandescentes
das festividades juninas e julinas...
É quando o olfato se inebria
com o vapor com aromatizante
do café que sobe como reza
abençoando o ar...
É quando as ruas ficam nuas,
mas o olhar se veste
com casacos de lembranças...
Tem algo de pausa
em cada manhã cinza...
Tem algo de recomeço
no fim de cada tarde curta....
Inverno é tempo de desacelerar,
de entender que o frio
também é forma de cuidado...
Porque também há beleza
na cinéria bruma hiemal ...
Porque também há poesia
nos galhos secos
que insistem em sobreviver...
E porque também há calor
mesmo quando ele
não se vê
e não se faz ver
em tudo o que resiste...
✍©️ @MiriamDaCosta
O céu cinério de Niterói
na manhã invernal
descansa sobre a baía
como um manto de silêncio...
As nuvens espessas
e pacatas
carregam consigo
o verso das saudades
guardadas...
Lá à frente
o contorno do MAC
esconde a sua exuberância
na névoa que sobe
como o suspiro antigo
de linhas e curvas
do seu Arquiteto...
Em Niterói
cada sopro de vento
traz o aroma do mar
e uma melancolia doce
como se o tempo
estivesse suspenso
em vôo lento
na Ponta das gaivotas...
É um inverno
que não gela a pele
mas aquece a alma
num instante poético
de contemplação...
✍©️ @MiriamDaCosta
Meu diálogo com o Tempo
Falo com o Tempo
como quem costura cicatrizes
com fios de silêncio
Ele me escuta
com os ouvidos de antes
e os olhos do que ainda virá...
Às vezes
Ele me responde
em rugas poéticas
ou
em brisas madrugais..
Noutras
apenas me olha passar
como se eu
fosse uma estação
ainda à se definir
entre o ontem, o hoje
e o que ainda virá...
Já tentei silenciar o Tempo
mas Ele tem a língua das marés
a voz dos calendários vencidos
e dos sonhos por vencer...
Penso como minha Nona: "Não existe palácio no mundo que me faça sentir tão bem como na minha própria casa".
A INVEJA é como o Cupim, ele vai sorrateiramente destruindo as raízes da arvore frondosa, que da sombra, flores e frutos, causando covardemente sua MORTE!!!
Uma Nação é formada pelo seu povo, cada cidadão é como se fosse uma engrenagem, que movimenta essa máquina chamada Nação.
Tem engrenagens bem pequenas, um pouco maiores, outras bem maiores e outras bem grandes.
O Presidente desta Nação tem que lubrificar muito bem todas as engrenagens dessa máquina chamada Nação.
Caso lubrificar apenas algumas destas engrenagens, a máquina vai travar e conseqüentemente QUEBRAR!
Um Governante tem que Governar para todos e não só para um grupo em particular de pessoas!!!!!
Os limites da bondade humana
Hoje me peguei pensando em como o ser humano, movido pela própria arrogância, exige as coisas de acordo com sua vontade e no seu momento.
Pede um favor e quer que seja feito imediatamente. Mas, se você não pode atender, passa a ser uma pessoa ruim. Se você atende, tudo parece mudar com um simples "obrigado", como se essa palavra fosse suficiente para apagar a impulsividade, a cobrança e o desrespeito demonstrados anteriormente.
E assim o carrossel continua girando:
Pede, insulta, pede novamente, esquece.
Vive na ingratidão e na certeza de que os outros devem estar sempre disponíveis.
Mas existe algo ainda mais revelador: quando você finalmente recusa, essa pessoa não consegue aceitar um "não". De repente, todos os favores que você já fez deixam de existir em sua memória. O que antes era obrigação sua agora se torna motivo para mais insultos e cobranças.
É nesse momento que você percebe aquilo que talvez já estivesse escancarado há muito tempo: aquela pessoa não enxergava você como alguém a ser respeitado, mas como um burro de carga. Alguém útil enquanto estivesse disposto a carregar os pesos que ela não queria carregar.
Hoje li uma frase que serviu como chave para abrir esse pensamento:
"Cavalo manso, esperto monta em cima."
Uma única interpretação pode revelar inúmeros pensamentos e ocasiões.
Não viva permanentemente à disposição de pessoas que confundem sua bondade com obrigação. Você não precisa se justificar a todo instante. Um "não" já deveria ser suficiente.
Nem tudo precisa acontecer de acordo com a vontade de alguém. Existem limites, circunstâncias e barreiras morais que precisam ser respeitados, mesmo quando não agradam.
Aprenda a dizer não sem culpa.
E, acima de tudo, não se torne tão disponível a ponto de esquecer que você também possui limites. Porque, quando alguém se acostuma com um cavalo manso, dificilmente pergunta se ele ainda está disposto a carregar alguém.
Às vezes, a maior demonstração de respeito por si mesmo é simplesmente parar de oferecer aquilo que nunca foi verdadeiramente valorizado.
