Nosso Amor como o Canto dos Passaros
O melhor sempre virá...não há dor que dure para sempre assim como também não há alegrias e tristezas que durem para sempre, pois tudo se transforma e se transborda... Quando entendemos que nada permanece onde está e entendemos o fluxo da vida paramos de sofrer e aceitamos o fluxo da vida...
Como disse o Mestre Jesus: Ninguém pode servir a dois senhores... Dai a César (ego, matéria) o que é de César, e ao Senhor (o Amor Coração Uno) o que é do Senhor...
O nosso livre arbítrio serve para fazermos apenas essa escolha, a escolha entre o Amor Verdade ou o ego ilusão...
Seja Coração... pois Isso é o que você É...
Qualquer pessoa é você mesmo...e nada como a convivência para nos espelhar e mostrar pontos obscuros de nós mesmos...
Sabemos que a dificuldade está em conviver com quem não tem as mesmas afinidades...as diferenças nos incomodam...mas é preciso entender que em um plano Superior somos todos os outros...então, estar desperto para o Amor, é abraçar e aceitar todas as diferenças e limitações, as suas e as dos outros...
Se fomos colocados ao lado de alguém, se alguém apareceu no nosso caminho, há algo a ser pesquisado, aprendido...e para compreender e vivenciar isso é preciso silenciar...se você se liberta não importa mais quem está ao seu lado...nada vai te incomodar mais...e você pode escolher conviver ou não com alguém sem a interferência do ego...você vai entender e sentir profundamente que É verdadeiramente o outro...
isso é Compaixão...
isso é Amor...
O abraço é como a paz que acalma
É como a casa que abriga
Semelhante ao Espírito que consola
Igualmente ao fogo que aquece
Parecido com a água que preenche
Lembra muito a internet que conecta
Similar a eletricidade que energiza
Para algumas pessoas, determinadas confidências funcionam, posteriormente, como verdadeiras armas de arremesso.
A Desejada
Você é tão desejada por mim…
…. como o nascer do sol.
Seu calor suave brilhando nas árvores, assanhando os frutos verdes a amadurecerem e espalharem seus cheiros.
Você é tão desejada por mim…
como a água da chuva que escorre pela terra, levando a semente a germinar.
Você é tão desejada por mim…
como as fases da lua, esperadas pelas marés, ansiosas por vagar ou simplesmente pararem para refletir o céu em suas águas.
Você é tão desejada por mim…
como as nuvens brancas que chamam os ventos, que refrigeram os campos.
Você é tão desejada por mim…
como as diferentes estações do ano, porque trazem mudanças … diferentes nascer do sol, quadros únicos…. Que levam pássaros, trazem pássaros … em uma migração que são apresentações de cores e cantos diferentes. De vida!
Você é tão desejada por mim…
porque tudo que falei se refere a teus olhos, teu rosto, teu corpo.
São as sutilezas de sua temperatura corporal… essa consistência de tua pele de cheiro único… são as curvas sinuosas .. a gruta de meu prazer.
Você é tão desejada por mim…
que me faz parecer homem ambicioso por tanto te desejar … mas minha única ganância, é a simples necessidade de ver a vida fluir em você… então cessará minha busca.
Como muitos com quem converso, tenho estado de luto pr este sonho louco de liberdade, e busquei consolo. Temos que "ficar humanos". Mas o poder das palavras, escritas ou verbalizadas não reside em si, mas na ação transformadora que elas invocam.
"Fique Humano"
Em tempos em que o amor e a compaixão universal são atos de rebelião, a nossa própria essência é colocada nua para o exame, insistindo na pergunta: o que significa ser humano?
Sendo humanos, nos foi confiada algo sagrado – a preservação de toda a vida.
Não olhe para onde esta nossa oferta, pois ela está contigo, por ti e com você.
É o humano em ti que te chama de "casa".
Responda!
Na intricada dança do conhecimento humano, a ética ergue-se como um farol transcendente, iluminando o caminho e delineando a fronteira que nos separa dos instintos primitivos — as sombras animalescas que rondam os limites da consciência.
Foi quando me deparei: a realidade cobriu-me naquele instante, como um véu que cobre objetos e os reduz a nada, senão simples formas. Os vultos me cercavam, e um silêncio ensurdecedor ecoou nos meus ouvidos. A existência, antes anestesiada pela minha tentativa inútil de esquecer-me ou até fugir dela, penetrou-me aos olhos: já não enxergava mais nada. O breu tomou conta de minha visão, e ali já havia entendido — e, certamente, foi o estopim da fatalidade que me poderia ocorrer. Não poderia fugir; como conseguiria, se já não me havia forças para correr, muito menos direção para guiar-me? E, se os tivesse, alcançando o topo da colina mais alta e mais distante de todas, como poderia fugir de mim mesmo? Como poderia fugir da angústia que tomou completamente meu corpo naquele instante? A única coisa que poderia fazer era olhar fixamente para o nada, assim como olho para mim no espelho pelas manhãs. Sem escapatória, era apenas uma alma passando frio, ao lado de tantas outras vestidas, combinadas e esquentadas pelo calor de suas vestimentas: seus corações, que palpitavam ferozmente ao contato dentre tantas outras parecidas, enquanto o meu já não tinha forças para viver. Meu coração estava num imensurável inverno congelante, sem previsão de essência: espera-se, somente, a morte por hipotermia.
Quando me liberei das correntes que carregavam toneladas, percebi que, liberto, pulei e planei como se fosse vento. Olhei ao redor e percebi que minha vista havia mudado: agora, enxergava horizontes livres para caminhar. Caminhei lentamente e contemplei a paisagem—aquele pôr do sol, tão levemente quente ao meu rosto. Caminhei apressadamente, sentindo a necessidade de encontrar um caminho. Comecei a balançar meu corpo: estava em trote. E, quando vi, estava correndo disparadamente, até que me tornei um só com a vida. Não sentia o calor do sol, pois eu o era—tão fervorosamente majestoso e livre. Explodia luz que, ao tocar o mundo, tornava-se cor—cores vivas que pintariam a esplêndida arte da vida.
As pessoas esquecem que a amizade não é dever, mas exceção; e aquilo que não é cuidado como raro, cedo se desfaz.
Quando regresso no tempo questiono
O que não consigo compreender
Como foi que num mundo risonho
Entreguei meu amor pra você.
Lembro as horas perdidas ao vento
E as mágoas que você deixou
A saudade meu eterno tormento
Solidão que esse amor me legou.
No silêncio das noites tão frias
Ouço as batidas do meu coração
Minha alma tão triste e vazia
Quer do amor entender a razão.
Tanta gente se entrega ao lamento
Por um pouco de ternura e paz
E você foi embora no tempo
Só porque eu te amo demais.
O amor é um sentimento abstrato
Que não tem nenhuma explicação
Por Deus é divino e abençoado
Porém desprezado despedaça o coração.
