Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Cultivar a própria companhia é como construir um refúgio para os dias em que a ausência se faz sentir.
Preocupar-se com o que você não pode controlar é como tentar segurar vento: esforço inútil, desgaste certo.
Trair quem te recebeu como família, abriu a porta e dividiu o pão contigo, não é só ingratidão, é o ato covarde de quem merece o desprezo até do próprio espelho.
A intuição é como um sussurro de Deus: quando fala, não grita — mas antecipa o que a razão ainda vai demorar pra enxergar.
A vida é um processo contínuo e irreversível, como a leitura de um livro sem a possibilidade de retroceder.
Respeitam o que eu fui, como se eu tivesse congelado no passado. Mal sabem que hoje sou mais afiado e mais firme.
Enquanto muitos associam o termo “Camorra” ao crime (como na Itália), Kamorra, com K, foi ressignificado como um código de conduta filosófico e moral, um estilo de vida combativo e conservador, centrado em princípios que muitos abandonaram.
Kamorra é, portanto, uma trincheira ideológica.
Quem a segue, é chamado de Kamorrista: alguém que vive e luta pelos seus valores — mesmo que o mundo inteiro esteja contra.
Trate como rainha... e ela te culpa pelo peso da coroa.
Porque quem não nasceu pra trono, vai transformar o castelo em ruínas. Tem mulher que não quer um reino, quer um palco.
Camorra é conflito, é briga de rua, é sangue nos dentes.
Kamocha é reflexo divino, é "como Tu", imagem do Eterno.
Kamorra é o encontro entre os dois: a força do homem que luta, guiado pela luz que não se dobra.
Hoje é o dia da poesia.
E rendo-me a este dia como me rendi a vida inteira às letras que nasceram da minha alma e, por um gesto incontido, ajuntei na narrativa da minha caminhada.
Colorindo as tristezas e as amarguras com o pincel da POESIA pude rever a luz do sol e o brilho das estrelas, pois a roda da natureza é a oficina que molda e me oferece a substância que me permite ser o que alimento nos meus gestos e nos sinais das minhas pegadas.
Amo e durante toda esta vida fui capaz de amar.
Amo porque me sinto incapaz de odiar.
Amo e isto me basta.
Não ouso dizer que a falta do amor não gera cisco nos olhos, mas como lenitivo desta deusa que tanto me inspira - A POESIA - prefiro continuar tecendo os meus ledos enganos com as letras oriundas e pingadas no estribilho do sonho que assevera que o amor será sempre o caminho para a felicidade.
Perguntam-me como alegrar-se?
Difícil encontrar a luva exata para a sua indagação.
Bem, se fosse como alegrar-me... talvez, fosse mais trivial, pois, enfim, já estou sorrindo e feliz por ter merecido novo dia.
