Nosso Amor como o Canto dos Passaros
A vida é como uma colcha de retalhos, cada pedacinho de tecido que vamos moldando são os nossos erros e acertos que vamos cerzindo em ziguezague.
Assim, vou vivendo entre sonho e realidade,
essa ilusão é como a bruma que borda o amanhecer,
e vivo assim em passos lentos caminhando sem saber...
tropeçando em letras para juntar o que não consigo dizer
e aí me pergunto: - Palavras pra quê?
Dormir e ter um sonho lindo é como beber champanhe e se deixar flutuar como se estivéssemos dançando a valsa do lago dos cisnes mas ao despertar para a vida a gente vê que está é de ressaca...
Quando o momento marca é impossível esquecer e fica pra sempre no coração como uma tatuagem que vai perdendo o vigor da cor com o tempo, mas é só lembrar que é dado o retoque.
Viver é fazer um brinde com a vida dando muita risada e lembrando como aprendizado todas as tuas lágrimas derramadas.
E aí chega uma determinada fase que falar cansa, como se estivéssemos anestesiados do tempo, então começamos a prestar mais atenção aos murmurinhos inaudíveis de nossos pensamentos e a gente percebe que apenas num simples cantar do pássaro em nossa janela ao despertar do dia é uma sinfonia vinda dos anjos para falar com nossos ouvidos surdos da vida...
Depois da tempestade a bonança, mas incrível como o arco íris chora quando tenta enxugar as lágrimas de chuva do mundo.
E PASSA...
Olho para trás e não vejo ninguém…
como companhia minha própria sombra
que fica nesse impasse entre o vai e o vem…
enquanto isso o tempo vai passando
e eu também…
Os teus atos serão como sementes germinadas na terra
e vida terão…
enquanto que tuas palavras?
- ah! tuas palavras…
são como folhas de outono dispersas pelo chão…
ZÉFIRO
Paixão de vento é como dormir e ter um sonho tão real e
palpável que você acredita ser a deusa Clóris que espalha a beleza das flores pelo mundo a qual deu cores perfumes, mas basta despertar e constatar que foi apenas um delírio o qual por alguns instantes sentiu o sopro de Zéfiro o deus do seu pensamento que não lhe dizia absolutamente nada, pois vento não sente e tampouco fala...
Eu acredito naquilo que vejo…
mas às vezes eu não quero acreditar…
que como é fugaz crer em meus pensamentos…
aí eu percebo que são apenas criações daquilo que penso...
Todos são aparentemente iguais, mas ainda existe o preconceito que enxerga o autista como um estranho no ninho.
A solidão às vezes é a companhia que precisamos, porque não precisamos dizer nada, ela entende como ninguém nossos ruídos internos e externos também.
A vida da gente é como uma gangorra, e tem momentos que a gente não consegue manter o equilíbrio, por mais que tentamos estabilizar o balanço o baque no chão desestrutura todo nosso eu interno e externo.
