Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Um dia a pequena criança viu a nuvem e nela quis voar. Como doida pulava e obvio- jamais alcançaria . Resolveu formar com elas mil imagens que surgiam de sua fértil imaginação. Lá na amplidão azul mesclada de branco apareciam então mil carneirinhos, flores, dragões, barcos e monstros sem braços ...Depois esquecia de tudo e voltava a atenção aos pássaros que em revoadas passavam sobre sua cabeça no imenso jardim ou trilhas por onde andava. Com eles queria voar também e lógico não era possível, resolveu então vestir asas imaginárias e aos solavancos, descia rampas de gramados, achando-se uma sabiá. Até que rolou por uma ribanceira e feriu-se muito. Não desanimou, seus pés não se contentavam em andar apenas sobre o chão e vestiu asas de borboleta. Pelos prados sem fim, voava e ruflava, indo de flor em flor. Sabia todos os perfumes e texturas delas, mas um dia uma vespa predadora a quis pegar, ela perdeu uma das asas e caiu. Nunca mais voou e aos poucos morreu no jardim que amava. Não se deu por vencida, largou a fantasia de borboleta e virou vespa. Como essa, voava sem receio, apavorando borboletas, até que veio um pássaro e a comeu. A garotinha resolveu ser um pássaro e foi voando pertinho das nuvens e ali conseguiu por um instante tocá-las. Imaginou junto à nuvenzinha uma varinha de condão e como fada do faz de conta virou poeta para sempre.
Mais um aniversário?
puxa, como o ano passou,
mas é isso é um presente
que a vida me doou !
Vou sair e festejar
a nova data da idade
e da outra vai restar
só um pingo de saudade
Quero cantar e sorrir
com fé e muita esperança
viver meu tempo e seguir
com o coração de criança
O tempo passa, como voa!
vamos juntos, passo a passo,
na canção da vida que destoa
num ou outro compasso
Saiba que a poesia cura
consegue afastar o tédio
e sendo de essência pura
funciona como santo remédio !
Boa Noite
Que a chuvinha pareça de outono
em sereno como chuva invisível
e desejo que todos tenham bom sono
numa noite que se faça aprazível
Que toda chuva seja calma
não produza mais nenhum dano
que deixe sossegada a noss`alma
e não cause a ninguém, desengano!
Percebi que aceitar as coisas como elas são não diminui mais a dor delas como antes.
Percebi que mesmo curado, ainda sou suscetível a doença.
A dor é cíclica.
Assim como as ondas, sucedendo-se e borbulhando até junto às areias do mar...
eu louvarei a Deus nessa alegria,
por tudo que dele recebi,
pela visão que tenho da vida,
mesmo aquela que a minh'alma não compreenda
Assim como eu, a chuva vai em suas cantorias pelas estações do ano, interrogando a vida e a que viemos...
Desembrulhei a nova manhã,
ela é somente minha,
assim como essa metáfora
que inventei - registrei - bem levinha
Chamam-me poeta das imagens,
sem modéstia, tenho muitas,
quem as cola e usa que bom !
divulga meu trabalho de forma explícita
Vivendo como se deve viver,
sem dedo apontando em riste,
fazendo tudo que consegue fazer,
recolhendo da vida o que de bom existe
Sem neura, sem raivas, sem veneno,
apenas seguindo o pensamento,
nele ninguém pode mandar, pelo menos,
é livre em seu pleno conhecimento !
Se querer já é poder,
quero muito te amar, como não ?
e de ti nunca esquecer,
te prendendo bem no coração !
É simples ser bom, é como respirar, que não depende de ensaio. Passar pela vida da melhor forma que conseguirmos, fazendo o bem onde for preciso.
Da vida nada levamos e nada podemos esconder, temos que ser verdadeiros nos sentimentos, não adianta fingir algo, porque ela mostrará a verdade mais dia, menos dia.
Boa semana !
Quando em solidão, tente como vento entoar canções à deriva, apenas espreitando os caminhos num olhar sereno, livre, notando algo beloao seu redor. Certamente encontrará a paz e um metafísico pensamento que muito bem lhe fará.
Passando como nuvem
sem destino,
em devaneios vagando
pelo ar
Apenas em leveza,
a vida levando,
também deixando a vida
me levar
No coração,
sentimentos, palavras, melodia,
ecos que soam
gritos alegres ou nostalgia,
mas com certeza,
compondo o que percebe
em poesia
Simplesmente voava,
como pássaro,
abraçada em seu mistério,
aterrissando em algum galho,
sentindo o perfume do verde
e o roçar das folhas,
flores dançavam ao vento
e ali bem escondida,
sem lamentos,
assistia o espetáculo de uma quimera
nada poderia interromper aquilo,
o coração e os olhos presos
à espreita , dócil fera,
que em seu interior
alguns pedidos em preces fazia,
que a estação nunca acabasse,
que tudo fosse sempre assim,
um voo, um carinho, um pensamento,
que a primavera finalmente
trouxesse quem amava
até ela...
A vida é um caminhar por estações,
cada qual com sua singularidade
e como asfolhas também passamos,
do verão lindo e especial,
para a nova época
que se faz outonal,
vamos deixando ao léu, pedaços de nós,
lamentos, alegrias, risos, saudades...
Lágrimas são como chuvinha mansa de outono, lavando a alma para que ela fique mais limpa e, então, receba com mais alegria o próximo verão...
