Nos teus Bracos Depositarei
Fé é acreditar que, mesmo quando tudo parece impossível aos teus olhos, nada é impossível aos olhos de Deus.
Tem dias ...
Que é só vazio e saudade .
Meus olhos tristes
anseiam os teus
Meu sorriso sem graça
precisam dos teus
Meu corpo espera
ansiosa pelo teu
Minha paz não chega
se não vens
Tem dias que acordo vestida de solidão
e adormeço sonhando em teus braços felicidade .
Pode parecer bobagem
Loucura minha !
Mas tem horas que a tua ausência
me causa febre e me
dá até agonia .
Eu só preciso restaurar meus cacos
e sem ti aprender a clarear .
Ainda quero ler o amor
em minha poesia.
Jamais pense em desistir
A vida não para por aqui.
Mesmo que teus dias
não tenham sido calmaria
Sossega a alma !
Tudo se ajeita .
Faz das tuas dores ...
Aprendizado
E dos teus espinhos ...
Flores
Eleva teu pensamento aos céus
e espera mais um pouco
Deus nos renova a cada dia
Basta termos fé e
um pouco de paciência .
Já já tudo volta ao seu
lugar.
Teus olhos são raios de luzes, morango no mel, estrela cadente, caramelo no fel;
Seus olhos soletram canções de lá ra lá lá lá lá, e em segredo se fecham espreitando o nosso beijo, sem hora pra terminar;
Seus olhos piscaram dentre olhares, luzes que cintilavam, sem mais os meus, sem mais poder te cantar,
fosco, parado e frio, esperando por toda vida o seu olhar...
Apesar de que teu corpo incendeia meu ser,
mas arde o sabor dos teus lábios estranhos,
mesmo viver longe de você,
não posso dizer te amo
Há tanta beleza em teu sorriso, há tanta paz em teus abraços, que fiz do teu coração o espaço que preciso, para me abrigar, me libertar, ser feliz.
Bendita seja a tua alma, a tua casa, a tua calma, o teu viver.
Benditos sejam os teus passos, que os teus planos, sejam atados por laços, juntos aos planos do Senhor, e bendito seja todo o teu ser.
E que o teu ser, seja todo amor!
Do Reconhecimento Vazio
Não me tragas teus louros nem tuas coroas tecidas de olhares alheios.
Não me ofereças o espelho onde me devolvem a face que esculpi para ser amada.
Pois o que busco habita nas entranhas do ser, onde nenhum aplauso ecoa,
e o reconhecimento é uma moeda que compra apenas o eco da própria imagem.
Dizem que sou digno quando minha sombra se alonga no crepúsculo dos elogios.
Mas eu, que me alimento do silêncio primordial que habita meu peito,
sinto-me estrangeiro no banquete dos aprovados.
Minha fome é mais antiga que a palavra “glória”;
ela vem do tempo em que eu era apenas um pulsar anônimo no ventre do cosmos.
Ah, não me entendas mal:
não desprezo a mão que me estende um ramo.
Mas como posso aceitar um nome que me dão,
se ainda não desvendei o nome que sou quando ninguém me chama?
O reconhecimento é um abrigo construído com janelas para fora.
Ele me mostra o mundo que me observa,
mas me cega para o mundo que sou.
E eu desejo é a escuridão fecunda onde germina a semente que não sabe de si,
onde posso ser inteiro, e sem testemunhas,
assim como a rocha é rocha, mesmo quando a noite a envolve.
Há um grito em mim que não busca ouvidos.
Há uma verdade em mim que não carece de testemunhas.
Ela arde em seu próprio isolamento,
como uma estrela que brilha por sua natureza ígnea,
não pelo navegante que se guia por ela.
Trouxeram-me espelhos e me disseram: “Vê! És grande!”
E eu olhei, e vi um fantasma gestual, uma marionete de expectativas.
Quebrei o espelho e no caco cortante avistei, enfim,
o reflexo de um deus ferido ou de um animal intacto—
já não sei—mas era real, era meu...
Não me satisfazes, ó reconhecimento,
porque me vendes a embriaguez de ser alguém
e me roubas a vertigem de ser todo.
André Vicente Carvalho de Toledo.
São teus pecados, teus contatos físicos e não físicos, incontáveis e divertidos.
E eu? Já não descarno, nem sangro.
A foice me negou, mas ainda a desejo.
Pois no silêncio do limbo, um som ecoa,
belo, terrível e eterno, que apenas eu posso ouvir.
Teus olhos são a origem do tempo
Juvenil Gonçalves
Teus olhos são luas gêmeas em órbitas de vigília,
cicatrizes de um cosmos que não dorme.
Ao decifrá-las, desaprendo a física:
são elas que inventam o mar, a carne, o relógio.
Não há mundo além de seu eclipse.
O oceano que neles navega não é líquido,
mas fronteira entre o ser e o véu —
ondas quebrando em espelhos onde o real
se desfaz e recompõe, eterno ensaio.
A lua que ali dança não é astro,
é a primeira metáfora, o desejo
que antecede até o verbo desejar.
Constelações cravadas em tua pupila
são alfabetos de um caos primordial:
cada estrela, uma sílaba do nome
que jamais pronunciaremos.
Elas cartografam o vazio entre dois corpos,
a distância entre o "eu" e o "outro"
— abismo que chamamos amor,
mas que, no fundo, é só o eco
de um sol que se apagou há eras.
Há em teu olhar a vertigem do infinito:
cada piscar é um universo nascendo
de um suspiro, ou um buraco negro
engolindo todas as perguntas.
Não é angústia, é a lei secreta —
tudo que existe carrega em si
o germe da própria extinção.
Até o amor. Especialmente o amor.
Amar-te é habitar um paradoxo:
é morder a sombra de um fruto proibido
cuja polpa é feita de ausência.
É saber que a luz que me guia
já foi apagada há milênios,
e ainda assim jurar que é nova,
que é minha, que é eterna.
Porque teus olhos, veja bem,
são relógios sem ponteiros:
neles, o instante é tudo.
E tudo é só um reflexo
de algo que perdemos
antes mesmo de nascer.
Conduze-me pelos Teus caminhos, pois são perfeitos.
Leva-me às Tuas moradas, pois são perfeitas.
Usa-me, Senhor, como instrumento em Tuas mãos.
Dá-me o sentido que busco para a minha vida.
Que haja nobreza em meus planos,
que eu prospere para então servir.
Aba, Pai! Eis-me aqui.
Boa Esperança, nome antigo,
hoje Iara, luz do saber.
Em teus gestos encontrei abrigo,
aprendi a ler, rezar e escrever.
Benê Morais.
Insisto: Onde teus olhos pousaram?
No voo das lágrimas que na cordilheira deságua?
Entre as bordas tecidas no braseiro do tempo,
Ou agora, quando esvoaçam as borboletas no cio do teu ventre.
Atrevo-me, em dar-te a resposta,
irreal para os que descreem:
- Vi teus olhos plantando sementes em meu peito.
De mim...
Pra mim
Eu te vi cair, juntar teus cacos sem ferir ninguém.
Se levantar com dignidade e recomeçar.
E diante do espelho,te aplaudo.
Assim como a flor atrai beija-flor, os teus lábios atraem beijos de amor, a beleza do teu sorriso, faz teu rosto virar um paraíso,meu coração tem desejo, da doçura do teu beijo,o dia não é para mim o mesmo dia, o dia que eu não te vejo, mas se não podes estar aqui, pelos menos, me mande beijos.
Se teus olhos conseguissem ver minha alma
Se teus olhos conseguissem ver minha alma,
Ao me ver sorrir, chorarias comigo,
Porque por trás do riso, a dor se exala,
E o silêncio guarda o grito perdido.
Meu sorriso é máscara, uma fuga amarga,
Disfarce de dor que me consome em segredo,
Escondo o vazio, mas a alma se alarga,
Em um abismo sem fim, onde me perco em medo.
Tento mostrar luz, mas é só escuridão,
Cada riso é um peso, cada lágrima, um fardo.
E se você visse o que habita meu coração,
Veria que a paz, aqui, é um sonho guardado.
Mas, ah... Se teus olhos penetrassem a dor,
Veriam que o sorriso é apenas um espelho
Refletindo o que sou, em um falso ardor,
E ao me ver, chorarias sem consolo, sem aconselho.
Porque o que sorrio é só um grito calado,
E o que escondo é um mar de solidão,
Se teus olhos vissem, o amor seria o afogado,
E a alma se perderia na escuridão.
