Nos somos do Tecido que Sao Feitos nossos Sonhos
Kamorra — Entre a Guerra e o Espelho de Deus
Há nomes que são apenas sons. E há nomes que se tornam espada. Kamorra é um desses.
Do espanhol, herdamos camorra: briga, disputa, confronto. Um nome nascido no campo da guerra, forjado no atrito entre homens que não aceitam a covardia como regra. É o eco de quem levanta a voz, de quem enfrenta, de quem, se for preciso, cai de pé — mas nunca se ajoelha.
Mas o nome não para por aí.
Do hebraico, surge kamocha, uma pergunta sagrada: "Quem é como Tu, ó Deus?"
É o espelho da identidade divina refletida no homem. É o chamado para viver com honra, com verdade, com propósito.
É a lembrança de que a maior batalha não é contra o outro — é contra o que dentro de nós tenta nos tornar medíocres.
Juntas, essas raízes formam algo maior: Kamorra.
Não é só um nome. É uma filosofia.
É o homem que luta como um guerreiro, mas carrega nos olhos a consciência de que foi feito à imagem do Altíssimo.
É o confronto com o mundo, mas também com a própria alma.
Ser Kamorra é viver entre dois mundos:
Um pé no campo de batalha, outro no altar.
Uma mão fecha o punho, a outra aponta para o céu.
Porque o verdadeiro kamorrista sabe:
Antes de vencer o inimigo, é preciso vencer a si mesmo.
E quem zomba do nome...
Não entendeu o corte da espada que ele carrega.
As desventuras podem ou são proporcionais àquilo que você não soube avaliar antes de começar a caminhada.
Não são os desencontros que assinalam o gotejar dos olhos.
É a alma que sofrega a percepção daquilo que não gostaria de enxergar!
Os eflúvios da alma são pertinentes para quem pensa.
Pensar é causar!
Acendo uma lâmpada nas manhãs de cada manhã e,
muitas vezes,
sinto a escuridão na minha alma em face aos tantos enredos que surgem revelando outras adversidades, tantas injustiças sociais e pelos repetidos julgamentos sobre os sentimentos que pinto na tela do sempre!
A penumbra surge pela insaciável sede de me encontrar pleno e sem algemas para o voo.
Reflito!... repiso este pensar e refletindo melhor, sinto que a despeito das asas prontas para singrar no infinito... permaneço preso nesta grande gaiola da indiferença, da insatisfação, da busca desconhecida da definição do que fazer,
de como me transformar em um indivíduo mais leve!...
Surpreendentemente, encontro-me e sinto os tantos ais que ciscam meus olhos e sangram minha alma.
As variáveis são as mesmas que definem onde você quer chegar.
Talvez, não sejam as alternativas mais sensatas.
As frases que incitam são as mesmas que possibilitam a reflexão. Os amigos servem, muitas vezes, somente para os aplausos. Então, reflita.
Tento fazer muito para o meu próximo e as pequenas porções que suprem as minhas necessidades são os lenitivos que minha alma recebe em forma de reconhecimento por estar vendo, respirando, caminhando e com mais um dia de vida!
Não há mistério no jeito de entender os fatos.
Eles são.
A verdade prepondera no gesto e, principalmente, na falta dele.
Vou varrendo lembranças perdidas que ocupavam espaços dentro de mim.
Não são tantas, mas os vazios deixados incomodam o coração.
As demandas desatendidas são aquelas que pela insensibilidade da alma não pudemos perceber.
Por isso, pela insensatez do momento, muitas coisas acontecem e não são registradas.
Se o amor não for capaz de suplantar estes registros que tantas tristezas originam... é melhor repensarmos, pois ele - o amor -, talvez, não seja em nós.
Não são os elefantes que nos metem medo, pois eles são visíveis e quem não consegue percebê-los são cegos de olhos abertos.
Observemos as formiguinhas, pois são os detalhes que nos aniquilam.
Ao seguir por este mundo em que as ofertas são baseadas em coisas efêmeras em detrimento àquelas substanciais do SER...precisamos obter a resistência consolidada no amor para não nos tornarmos tão superficiais e iguais.
São traços,
riscos,
mundos e mundo
sob e sobre asas
de um pássaro ferido e a ferir...
carregando o que não se pode carregar
sem as penas da vida.
Não me indago sobre alguns fatos.
Eles quando surgem... são a minha realidade.
Posso até ter contribuído com eles ou não.
Foco a solução para o demasiado sofrimento ou até para saber conviver com a alegria que, também, passa.
Vivo e não me permito ser, apenas, um sobrevivente.
São ilusórias as falas que não produzem significados.
A repetição delas pode até impactar os tímpanos, mas se a alma não estiver disposta a assentá-las... tudo terá sido em vão.
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