Nos somos do Tecido que Sao Feitos nossos Sonhos
A vida é o que fazemos e o que somos
Enquanto o corpo respira e a alma habita
Muitos morrem e continuam vivos
Outros vivem como se nunca tivessem morrido.
O mundo, é o reflexo da nossa alma. Ele é tóxico porque nós somos ruins. Temos mais falhas do que virtudes. E virtude, não dá dinheiro, nem status.
Se pensarmos bem, somos responsáveis por aquilo que somos
e pelo que deixamos de ser, ponhamos a culpa nas ordens que nos regem e nada seremos além de palavras passadas por telefones sem fio, aquela velha história que não chega a lugar nenhum, pois sempre tem boi na linha.
Se nossos dejetos fossem cuidados em um espaço vago do edificio já existente poderia fazer muita diferença, sacolinhas de plástico biodegradável e usinas bem dimensionadas de biogás. Talvez uma sala de logistica para o lixo e uma sauna acoplada para dar emprego para um novo tipo de profissional do futuro, que toma conta dessas prosperidades do prédio. Milagre da fermentação.
Com as sobras, tem-se ainda uma margem bem grande do que fazer, pensar nas fachadas dos prédios para utilização de métodos de aquaponia.
Arromba as privatizações, mas também pudera, não foram feitas para dar certo mesmo.
Enquanto não tomarmos plena consciência de que somos parte integrante da sociedade, ela continuará sendo o que é: boa para alguns e péssima para a maioria.
Se estamos encobrindo o que não somos por uma qualidade que podemos não ser (destruidores da natureza), estamos vivendo uma ilusão maior do que daqueles que não encobrem.
Pense bem, podemos, inclusive, virarmos fósseis e fazermos parte de uma caverna, por exemplo, mas não do aço, não da brita que destrói os fósseis, talvez da madeira bem cultivada, mas não do asfalto que edifica estradas.
Somos homens primatas, parentes de macacos
Sem rabos, símios, gibões, gorilas e orangotangos
Chimpanzés e bonobos, anões curiosos
Evoluímos, mas o caminho é doloroso
Somos o todo
Maravilhoso esse tempo infinito da nossa existência...
Uau!... Uma frequência de luz, ilimitada, que nos conduz pela escuridão da vida, somente para clarear a nossa mente; para sentir o aroma do horizonte que sempre esteve perfumando o nosso ser...
Amo sentir o seu cheiro!...
A essência da sua Essência!...
Somos livres em nossas escolhas, mas cada uma traz suas consequências. Quando escolhemos com sabedoria, encontramos a vitória; porém, ao agir impulsionados pela emoção, podemos ser conduzidos à ruína.
Acreditar que somos meros espectadores da vida e transferir a responsabilidade para forças externas impede nosso crescimento pessoal.
A auto-responsabilidade é a chave para moldarmos nossos destinos.
O sucesso não tem o tamanho que contam pra gente. Quem sabe o tamanho somos nós.
TODAS AS FORMAS DA ESCRAVIDÃO
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Desde que somos país, já estava aqui este povo,
contraparte de sua carne, de sua alma e seus valores.
O último deles aqui chegou – proibido, em contrabando.
As correntes – do mar e ferro – trouxeram-no quase ao fim
da forma antiga da escravidão.
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Talvez fosse mulher, talvez homem...
Vou supor seu retrato: porém, jamais revelado;
vou pensar o seu corpo: ferido-acorrentado.
Para nome, darei Maria,
para não dizer que é João.
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Vocês queriam canções: doce-brancas como açúcar...
Mas, do oceano que lambe as praias, eu só quero falar destas gentes:
dos males que lhes fizeram, do pouco que lhes demos, do tanto
que lhes devemos
(vou me ater, no entanto, a Maria – aos seus filhos e pentanetos
Vou lhes seguir cada passo, geração a geração).
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Deste povo, “Todas e Todos”,
todos nós temos um pouco.
Levante a primeira gota quem souber ou achar que não,
e depois disso se cale, ou se vá para a Grande Casa,
se não se sentir como irmão.
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Primeiro nasceu Pedro, já depois da Abolição.
Filho enfim liberto de Maria, quase ficou famoso
por ser primo do já célebre Operário em Construção.
Mas não encontrou trabalho,
e, por isso, roubou um pão.
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Foi linchado em via pública
por gente de bom coração,
e isso na mesma época, em que num país mais ao norte
– entoando canções patriotas – matava-se à contramão.
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Pedro, coitado, nascera
na Era dos Linchamentos.
Já longe, entregue ao rio dos tempos,
ia-se a Era Primeira – a da velha Escravidão.
Ao norte, matava-se à farta – aqui, por um pouco de pão.
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Mas então nasceu Jorge – de uma nova geração.
Chamaram-lhe para uma guerra, para defender o país
dos tais fascistas que nos queriam impor outra escravidão.
Como neto tão direto de Maria, não lhe deram qualquer patente,
mas lhe atribuíram missão: deveria buscar minas (quando fosse a folga
de ser bucha de canhão).
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Em um passo em falso, pisou na morte!
Não teve sequer a sorte – o bravo soldado forte –
de merecer uma Missa Breve, ou de ganhar um monumento
(“É um pracinha desconhecido, de fato, mas não é da cor que queremos;
o mármore que temos é branco, passemos a honra ao próximo:
eis aqui a solução”).
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Iam-se os tempos da Escravidão,
fora-se a Era dos Linchamentos,
acabara (de acabar) a Idade da Desrazão.
Abria-se novo momento: A Era-Segregação!
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Datam de então as Favelas
tão próprias para todos; mas especialmente talhadas
para os bisnetos de Maria.
E ali, no calor de um dia,
nascia o nosso João:
finalmente um João!
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Pouco sabemos dele
por falta de documentos.
Dizem que morreu das meninges
no mais duro chumbo dos anos tristes,
na época em que a doença – proibida nos jornais –
aceitava a segregação.
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Só sabemos que foi pai
do Trineto herdeiro de Maria.
Este, por falta de qualquer emprego,
e por vergonha de pedir esmola,
tornou-se um bom ladrão.
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Roubava dos ricos para dar a pobres,
ainda que nem precisasse tanto:
seu destino já fora traçado,
indiferente à profissão,
nesta Era da Prisão.
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Também ele deixou filho
– o brilhante e sábio Tetraneto de Maria –.
A vida deste bateu na trave: quase recebeu a cota!
Mas então soube que já chegava
a Era da Assombração.
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[BARROS, José D'Assunção. publicado na revista Ensaios, 2024].
O Peso Invisível
Não, não somos obrigados a estar bem o tempo todo.
Há uma expectativa de sermos o que os outros querem,
mesmo quando eles não se entregam a nós.
Buscar paz e sossego na igreja, hoje, parece uma ilusão.
A verdade se perdeu;
Agora é como se estivéssemos em uma competição de vaidades.
E quando penso em desistir de caminhar juntos,
vem o julgamento cruel,
como se o meu amor por Deus fosse medido por mãos humanas.
Cansada de provar minha fé,
quando só Deus conhece meu coração.
Ainda assim, a culpa me pesa, silenciosa,
como uma explicação não pedida,
corroendo a alma,
matando um pouco mais a cada dia.
Clamamos por socorro, todos os dias,
e, mesmo assim, a solidão nos abraça.
Mesmo na presença do Altíssimo,
o vazio não nos deixa.
Mônica Borges
No Natal, Deus estabelece um símbolo de recomeço. Não somos determinados por nossa história de vida, pelas ofensas do passado, pelos padrões de autoagressão que adotamos, nem pela quebra de nossos sonhos de vida. Podemos sonhar de novo o sonho de uma vida plena. Podemos começar mais uma vez. O passado não pode mais impedir que Deus transforme e renove tudo em nós.
No silêncio da noite, onde tudo parece desligado, me vem a certeza de que somos máquinas, em stanbay pra recarregar para mais um dia!
PAIXÃO ou AMOR ?
Somos seres humanos frágeis, principalmente quando se trata do coração, sentimentos, são tão complicados de se entender …
O coração prega muitas peças em nós, sentimentos são muitas vezes confusos para conseguirmos entender.
O que é PAIXÃO o que é AMOR?
Será que sabemos verdadeiramente distinguir cada um deles?
Realmente não é tão fácil assim, sempre a dúvidas e medo…
Podemos pensar e analisar um pouco sobre nossos sentimentos, claro que um ser é diferente do outro, podemos analisar cada um da sua forma do seu jeito de ser .
PAIXÃO é avassaladora, vem como um furacão ou um vulcão em erupção…
Sentimentos incontrolável pela pessoa, a paixão faz com a pessoa veja a outra com perfeição, não vemos nenhum defeito, como se ela fosse a única perfeição da face da terra.
Todos os momentos e instantes são vividos intensamente, como se não existisse mais nada ao redor.
Infelizmente com o passar do tempo, começa a voltar a realidade, para os dois, que não vivemos em um conto de fadas, sim a realidade do mundo.
Cada um tem sua vida, seus problemas, suas imperfeições, seus traumas..
Quando se acaba essa paixão e vem a realidade, que infelizmente vem a verdade. Porque vivemos no mundo real.
Se apenas é uma mera paixão tudo se acaba ali mesmo….
A diferença do AMOR, ele chega de mansinho, nada avassalador, é calmo tranquilo, com cautela.
Vai se instalando aos poucos, dando confiança, respeito, admiração.
Quando você percebe, está sendo você, sem medo de mostrar quem realmente é, sem nenhuma máscara.
Porque primeiramente antes da pessoa se tornar um companheiro, ela se torna um amigo, isso faz toda diferença…
Apenas você mostra quem realmente você é, sem medo algum.
Porque quem está do seu lado, também sem medo, está se mostrando quem é, e não te julga, pelo que você é, te aceita sabendo que o ser humano não é perfeito e ela também não é..
Isso faz com que tenham uma conexão diferente de tudo que já teve.
Sem medo, você é apenas você ao lado dela, sem medo porque ela também faz a mesma coisa…
Entre os dois não a julgamento, um aceita o outro da maneira que cada um é, com seus sentimentos, sua maneira de ser, seus traumas, mesmo assim não deixa de aceitar opiniões um do outro porque sabe que, um quer o bem e crescimento do outro.
Enfim a PAIXÃO é avassaladora, o AMOR é calmo e leve.
😍🥰❤️
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