Nos Conhecemos por Acaso
Muito se fala de amizade.
Já li definições que dizem que amigos só os conhecemos quando passamos por dificuldades - gosto dessa definição.
Li uma também, que diz que os amigos são os que compartilham nossa felicidade, afinal: um inimigo não suportaria nos ver feliz - muito interessante essa abordagem.
Mas acredito mesmo que amigo está conosco, não importa a ocasião.
É o que diz: "Estou contigo, para o que der e vier" e, na prática, está contigo no dia a dia, não importando a ocasião ou conveniência.
Não creio que devamos nos decepcionar com quem não é nosso amigo, afinal, ser amigo é muito difícil.
Para ser amigo de verdade, há de se empenhar muito pelo outro, dedicar-se, preocupar-se, enfim… participar.
Seria, então, uma pretensão incoerente acharmos que todos deveriam se comportar como nossos amigos, quando na verdade, difícil é sermos amigos de todos.
Diante dos fatos, acredito que devemos abrir as portas de nosso coração para novas amizades e, quando "fulano ou ciclano" opta por não adentrar, nada mais é que um favor por não ocupar o Hall of Friendship de meu coração - boa essa!
Friso que amizade distingue-se de coleguismo.
E colega?
Colegas são maravilhosos!
Só não são amigos.
No processo entre tentar agradar a todas as pessoas que conhecemos e atender às nossas próprias necessidades, nós nos perdemos de nós mesmas e da vontade de Deus. Investimos todas as energias que temos e, no final do dia, após falharmos (porque é humanamente impossível atender a essas expectativas irreais), nós nos sentimos culpadas, frustradas e infelizes.
Amiga, tem pouco tempo que a gente se conheceu, mas sinto que já nos conhecemos há anos. Nesse pouco tempo, já passamos por tantas coisas difíceis nas nossas vidas, mas acho que elas só serviram para fortalecer nossa amizade. Obrigada por ser minha rocha e meu colo quando precisei e por gargalhar comigo nos momentos felizes. É muito cedo pra dizer que eu te amo?
A interpretação que fazemos do outro é apenas um fragmento de tudo o que já conhecemos e projetamos sobre aquele indivíduo. Assim, para nós, o outro é mais uma extensão de nós mesmos do que de sua própria essência.
Tudo que eu posso ser para você, é a escuridão que já conhecemos... E com esse arrependimento tive que me acostumar.
Depois que conhecemos o amor próprio, somos mais seletivos com quem entra e quem sai das nossas vidas.
Sabe, você é muito especial para mim. Temos afinidades, conhecemos um ao outro, dizemos tanta coisa com um simples olhar. Seu sorriso sempre me acalma, alivia minha alma, sua presença me traz paz. Cada palavra, cada gesto, sua face e a Lua contida no seu olhar. Meu anjo protetor que está sempre a me cuidar.
A saudade passa a morar no coração quando conhecemos alguém que se torna tão especial que você gostaria de passar o dia todo ao lado dela.
Quando conhecemos o amor verdadeiro pela primeira vez podemos perder as estruturas, fazer loucuras, viver com mais intensidade e acabar até nos esquecendo de nós mesmos.
Escolhas
Quando mais nos esforçamos para tudo em nossa volta dar certo, coisas que não conhecemos vem para tentar derrubar as barreiras criadas para o seguimento da vida.
Contudo existe uma diretiva para se escolher e se viver.
As possibilidades alcançadas de um individuo que busca ou tenta ter pra si uma parte particular do outro, muitas vezes o mundo e a imaturidade atrapalha, pois essa mesma imaturidade não é aquela que se diz," ha sou uma pessoa madura", mas na base da logica as escolhas são de um ser não pensante, se a maturidade é um comportamento habitua de conhecimento adquirido e também transportado de um para com o outro, vivido e partilhado. Minhas escolhas falam o quanto maduro eu sou. Pois a maturidade requer uma estrutura de pensamento firmes e ideias inteligentes com o uso das mesmas.
É realmente formidável quando conhecemos pessoas que agregam novos conhecimentos em nossas vidas, obrigando-nos a sair da inércia.
Um dia vamos nos encontrar por aí, fingir que não nos conhecemos e então, no último instante, iremos nos cumprimentar com um abraço apertado, demorado… e em questão de segundos, lembrar de tudo que passamos. Vou perguntar o porquê da aliança em sua mão esquerda e você meio sem jeito vai me dizer que se casou, teve filhos e mora em uma casa com um quintal bem grande com um cachorro daqueles que sempre quis ter, com aquele cara que conheceu depois de mim. Então vai perguntar como está a minha vida, eu provavelmente vou inventar algumas viagens, novos amores e aventuras; logo após vamos trocar telefones — mas nunca ligar — e perder contato novamente. Mas aposto todas as minhas fichas que em algum momento passará pela cabeça dos dois um flash do que poderia ter acontecido se tivesse dado certo.
Na maioria das vezes reclamamos, sentimo-nos injustiçados. Só conhecemos que estamos sendo vibrados e, nenhuma vez, nos lembramos de fazer um exame de consciência para ver se não estamos fazendo alguma injustiça. Saiba que o maior desajuste é o julgamento. A preocupação de estar sendo vibrado, acaba por vibrar o outro, que nada tendo contra, se isenta voltando contra ti mesmo.
O ser humano é fruto de uma coincidência: Por coincidência nos conhecemos; Por coincidência nos amamos; Por coincidência brigamos; Por coincidência nos separamos. E por coincidência...
- Você se lembra da música que estava tocando na noite que nos conhecemos?
- Não, mas eu lembro de todas as músicas que escutei desde que você foi embora.
Algumas pessoas quando não as conhecemos pessoalmente, apenas através de fotografias, desperta em nós um misto de curiosidade e satisfação. Aguardamos, ansiosos à chegada do grande dia do encontro...e, de repente, ao conhecê-las um pouco melhor, a curiosidade termina, o prazer se desvanece e fica apenas uma enorme decepção.
Expectativa em excesso resulta quase sempre em profunda decepção.
