Normalidade

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⁠O maior pecado do ser humano é tratar a anormalidade como se fosse algo da normalidade.

Grandes feitos vêm de quem ousou; a normalidade só observa e usufrui.

A normalidade que alguns afirmam ter talvez seja o maior sinal de sua loucura.

O mundo está distorcido, virado do avesso, e o povo vive como se fosse normalidade. Infelizmente, a banalidade dominou grande parte das pessoas, que perderam o domínio do bom caráter, da sensibilidade e da postura digna de um verdadeiro ser humano.

“A normalidade é estatística.”⁠

⁠Precisamos ficar atentos
o absurdo está querendo o lugar da normalidade

O mundo é um caos disfarçado de normalidade.
Todo dia fica mais difícil acreditar em algo bom ou minimamente verdadeiro. É política, guerra, inflação, violência, gente adoecendo principalmente por dentro. Emoções em colapso, empatia em extinção.
E isso deixa claro: estamos vivendo um padrão onde a compaixão virou exceção e sentir virou fraqueza. As pessoas estão mais frias, mais inconstantes, mais vazias.
Mas é exatamente aí que entra a escolha.
Não se entregar. Não se validar. Não se moldar.
Ser diferente hoje é um ato de resistência.
Ser inteiro, presente e consciente já é fazer barulho.
Que sejamos a parte que não endurece, que não se perde, que não vira mais um.
Talvez a mudança seja só 0,01%.
Mas é assim que o mundo começa a mudar.

“A inclusão verdadeira começa quando a sociedade deixa de exigir normalidade e passa a oferecer pertencimento.”
Do livro Autismo e Síndrome de Rett — Compreensão Clínica, Histórica e Humana da Neurodiversidade, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

A violência mais eficaz é aquela que se chama normalidade.

Normalidade prende; loucura liberta.

Não curto muito ser "normal"; normalidade me lembra normas, e quem segue normas geralmente segue regras, e regras me sufocam, me prendem, me limitam.

Sorri.
Conversei.
Fingi normalidade.


Enquanto por dentro,
as paredes desabavam devagar.


Tem gente que acha
que a morte sempre faz barulho.
Mas às vezes ela chega mansa,
senta no peito
e apaga a pessoa aos poucos,
como luz de casa atrasada.


E o pior?
Você continua vivo depois dela.


Carregando os restos.
Aprendendo a respirar
com os pulmões cheios de ausência.


Mas existe uma coisa irritantemente nossa, humana..
sobre sobreviver:
mesmo quebrada,
a alma insiste.


Insiste em escrever.
Em sentir.
Em levantar da cama
mesmo sem acreditar muito no amanhã.


Talvez porque,
lá no fundo,
até as ruínas sonham
em virar lar outra vez.

“Quando a exceção se torna permanente, a própria normalidade passa a ser suspeita.”

A normalidade é o cemitério da inteligência. Se a sua vida não tem um toque de estranheza, você está apenas repetindo um roteiro escrito por mentes medíocres.

A normalidade é uma média estatística que só serve para apagar o brilho do que é genuíno. Se você não é considerado um pouco estranho pela massa, provavelmente está apenas servindo de moldura para o mundo dos outros.

A normalidade é o necrotério das almas vibrantes. Prefiro o meu caos particular, torto e incompreendido, do que essa simetria higienizada que vocês chamam de saúde mental, mas que cheira a formol e conformismo.

Pensar demais não enlouquece, só estraga a ilusão de normalidade.

A normalidade


As pessoas normais estão presas à normalidade e a normalidade à loucura. As pessoas normais matam. Matam por ódio, ciúme, amor cobiça e nas guerras. E nas guerras matam por amor, cobiça, ciúme, ódio e por vontade de matar. As pessoas normais não estão satisfeitas com o mundo e querem reformá-lo e, assim, destruí-lo. O mundo reformado é repleto de plástico, gases, ácidos, radiação e tanto lixo que mesmo as pessoas normais percebem a enrascada em que se meteram. Quando estão deixando de serem normais, essas pessoas logo procuram um médico que as normalize. Isso não tem efeito e elas procuram uma saída normal, como beber álcool, cheirar cocaína, injetar heroína, respirar a fumaça de cigarros ou começar a frequentar um culto religioso. Isso não dá certo e elas procuram o mais normal: trabalhar desesperadamente e viver dos sonhos que o cansaço produz. Cansados do cansaço, os normais adoecem e morrem, sendo enquadrados num túmulo onde não podem mais reclamar dos elogios e outros delírios que os outros dizem sobre eles.

A loucura da normalidade
é uma quântica
surpreendentemente sensata.

Quando crianças, um viveu na normalidade e o outro na sobrevivência.


Agora adultos certamente discutem e dificilmente chegam a um censo comum realmente com satisfação.


A consciência universal já está cada vez mais perto, independentemente de qualquer coisa.


Vai dar tudo certo.