Noite

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Permito que minhas lágrimas sempre sequem ao sol, só assim meu sorriso pode iluminar a noite que teima em não chegar⁠

Inserida por RandersonFigueiredo

⁠É no brilho da manhã que os sonhos normalmente ganham o mundo, porque é no silêncio da noite que estão brilhantemente sendo arquitetados

Inserida por RandersonFigueiredo

⁠Você pode até fechar as janelas para, por um momento impedir o sol de brilhar, mas ao sair à noite será intensamente atingido pelo cintilar das estrelas

Inserida por RandersonFigueiredo

Quando uma estrela brilhar à noite muito perto de ti jamais cometa a deselegância de fechar os olhos, para que o dia se apresse em chegar ⁠para admirar o sol despontar todas as manhãs

Inserida por RandersonFigueiredo

A tristeza não se manifesta pela manhã, mas à noite, quando se encontra solitário em sua própria companhia aquele que atravessou o deserto, com a caravana dos beduínos

Inserida por RandersonFigueiredo

Há quem diga que o telhado, mesmo quebrado, necessite de reparos em noite de céu estrelado

Inserida por RandersonFigueiredo

⁠Diante de todos os animais da floresta à noite, o mais importante é o vaga-lume, pois quando ele vai embora termina a festa

Inserida por RandersonFigueiredo

É ilógico dizer-se que o dinheiro não transporta contentamento. Passa só uma noite sem alimentação, compreenderá que o dinheiro é superior da felicidade.

Inserida por GracielaD

CAPÍTULO XX
A NOITE NUPCIAL DA CONSCIÊNCIA.
Do Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
A noite não chegou como ameaça
veio como véu.
Camille não a esperou
apenas ficou
e o escuro reconheceu nela aquilo que sempre foi seu.
Não houve testemunhas
pois toda união verdadeira acontece fora do mundo
a consciência não pediu permissão à razão
nem explicou-se à memória
ela apenas desceu até onde não havia mais nome.
O porão tornou-se câmara nupcial
não de carne mas de sentido
ali a sombra não foi negada
foi acolhida
como quem recebe enfim o rosto que sustentou a vida inteira.
Camille não lutou contra si
pois já sabia
toda guerra interior é atraso
a maturidade começa quando o eu depõe as armas
e consente em ser inteiro”
“Nessa noite não houve promessa
porque prometer é ainda temer
houve entrega
e na entrega a consciência deixou de se fragmentar
o que era dor tornou-se forma
o que era medo tornou-se escuta.
A sombra não lhe pediu absolvição
pediu presença.
Camille respondeu ficando
e ao ficar selou a união
não com palavras
mas com silêncio suficiente para sustentar o real.
Desde então ela não busca luz
pois a luz que se busca cansa
ela carrega dentro de si o escuro reconciliado
e caminha
não para fora
mas a partir do centro.
E assim a noite nupcial não termina
pois tudo o que é verdadeiro continua
e aquele que ousa unir-se a si mesmo
ergue no íntimo um reino que não desmorona jamais.

Inserida por marcelo_monteiro_4

Estranha noite esta...

Não a sinto...
Não a vejo...

Onde tu estás, oh amada lua?
Onde te escondes?

Permita-me lhe contemplar
Não creio que abandonaste teu filho aqui,
em meio a tolos que pregam a luz
como se fosse algo bom...

Onde tu estás, oh amada lua?
Onde te escondes?
O vento frio já bate em minha pele,
e não é o vento da noite, mas sim o da morte

Se conseguisse lhe ver ao menos mais uma vez...

Inserida por MarcosH

⁠Livro:
NÃO HÁ ARCO-IRIS NO MEU PORÃO.
Capítulo X
RÉQUIEM AO SOL, PROMESSA À NOITE.

Vultos dançam nas bordas das sombras, evocando os espectros de reminiscências sepultadas sob o lodo da ausência.
São murmúrios de passos nunca dados —
rastros de uma presença que, mesmo morta, ainda transborda ruína no porão da consciência.

Eis que o sol, alquebrado em seu estertor, entoa um réquiem à lua —
Não com voz, mas com luz exangue,
como se os próprios astros sepultassem o dia em silêncio.
Talvez seja nos delírios oníricos que a existência se insinua,
ou, quem sabe, nos pesadelos que anunciam dilúvios e ruínas.

O vazio que habita estas paredes não é silêncio,
é gestação de mundos que jamais nascerão.
E mesmo assim, o oco permanece grávido.
As sementes são escassas,
mas algumas ainda dormitam sob o limo do esquecimento.

Foi então que a aparição retornou —
Camille Monfort.

Não atravessou o espaço como os vivos o fazem.
Não caminhava.
Movia-se com a gravidade de uma lembrança que nunca soube morrer.
Deslizava como as brumas que sangram das frestas de um túmulo mal selado.
A atmosfera, diante dela, contraía-se em silêncio espectral.
Era presença e lamento.
Era epitáfio em forma de mulher.

Ela se postou diante do espelho esquecido — aquele onde os reflexos recusam habitar.
Ali, não havia imagem, apenas a insinuação de uma ausência.
O espelho a temia.
E a noite, também.

— Chamaste-me do subterrâneo da memória?
A interrogação ecoou como um sussurro no interior de uma cripta.
Não foi voz — foi sintoma.

Tentou-se responder, mas as palavras, apodrecidas no palato, desmancharam-se antes de nascer.
Falar diante dela era transgredir o sagrado do silêncio.

Camille aproximou-se da madeira corrompida que geme sob os pés dos esquecidos.

— O receio ainda te habita?, murmurou ela,
como quem não pergunta, mas sentencia.

Negar foi instintivo.
Mas naquele instante, não se sabia o que era instinto ou delírio.

— Talvez a noite seja apenas o útero de realidades não encarnadas, continuou.
— E o pranto, uma liturgia mal compreendida pelos vivos.
Mas há aqueles que compreendem… os que redigem livros com a pena embebida em saudade e treva.

Ela então se inclinou sobre a alma que não ousava respirar e, com voz de sopro ancestral, murmurou:

"Os vivos sonham. Mas as sombras se lembram."

Um toque — e a razão sucumbiu.

Desconhece-se o que sucedeu.
Se foi sono ou êxtase.
Morte breve ou vida suspensa.
Apenas silêncio… e a certeza de que algo se foi,
ou veio para ficar.

Sobre o assoalho enegrecido, repousava uma rosa — não vermelha, não branca — mas negra como a ausência de retorno.
Ao lado, uma página molhada pela umidade de um mundo interior que nunca secou.

Em tinta densa, o nome que jamais deveria ser esquecido:

Camille Monfort.

Inserida por marcelo_monteiro_4

Capítulo XVII — Dá-me uma única lágrima, Camille.
Do Livro: Lírios Do Abismo De Monfort.

A noite parecia suspensa entre dois silêncios. Nenhum vento movia as cortinas, e ainda assim, o ar tremia. Camille estava ali — imóvel, quase transparente — como se sua presença fosse apenas a lembrança de uma presença. A chama da lamparina vacilava, e por um instante, pareceu reconhecer nela o contorno de uma alma que não pertencia mais ao tempo.

Ele, sentado diante do piano, não ousava tocar. As teclas, brancas como neve antiga, guardavam o eco de músicas que só o coração poderia ouvir.
— Dá-me uma única lágrima, Camille… murmurou ele, num tom que não era pedido, mas prece.

Camille ergueu o olhar.
Nos olhos dela havia o oceano e o abismo, a ternura e a dor do mundo.
Uma única lágrima formou-se, hesitante, e deslizou por sua face como se o próprio destino a tivesse esculpido.

Ao cair, não se ouviu som. Apenas um perfume leve se espalhou pelo ar — o perfume da saudade que cura. E, no instante em que a gota tocou o solo, uma brisa varreu o quarto, soprando pelas janelas abertas.

Tudo o que era sombra pareceu recolher-se.
E ele, que antes chorava em silêncio, sentiu a dor dissolver-se em luz.

Camille aproximou-se. Sua voz era quase um sussurro que o coração entendia antes do ouvido:
— As lágrimas, meu amado, são sementes de eternidade. Elas não caem: renascem. Cada dor que se oferece em amor torna-se bálsamo para o mundo.

Então, desapareceu lentamente, como se se recolhesse ao próprio firmamento.
Mas o perfume ficou.
E, sobre o piano, onde antes havia apenas o vazio, repousava agora uma única gota cristalina, cintilando à luz da madrugada a lágrima de Camille guardando em si o mistério de quem chorou pelo amor e curou pela alma.

“Há dores que não se apagam; transmutam-se em luz, e nessa claridade silenciosa, os espíritos se reconhecem.”

Inserida por marcelo_monteiro_4

Esta noite senti um frio, me senti numa escuridão sem fim, uma escuridão q nem o luz pode ultrapassar. Mas às vezes a escuridão me conforta e consola!
Por isso fica difícil acreditar em amor, amor de quem?
a pessoa fala que te ama, mas pode ter certeza que mais cedo ou mais tarde ela te machucará!

Inserida por arkankus

⁠hoje, passei a noite pensando,” por quê nunca estamos satisfeitos com nada?”
Porque sempre desistimos no primeiro desafio e partimos para algo diferente?
Pessoas me falam, Pablo não é tão simples assim. E eu pergunto mas porque não é simples!?
E sempre veem com desculpas, botam dificuldades “ a vida tá difícil; não tá fácil continuar ali; tenho que ir embora.
Então eu digo “ ué então é simples sim, pois na primeira dificuldade você desiste e parte para a próxima”. E se amanhã não tiver tudo bem? Como vai lidar com isso?
Vai desistir de novo?
Vai chegar uma hora que você vai chegar a acreditar que o mundo conspira contra você e vai culpar a Deus por isso, mas na verdade você nunca nem se esforçou um único dia!
Então bata essa poeira e passe uma pomada nesses calos e continue buscar com unhas e dentes sua vitória, pois é só nisso que você pensa e nunca persiste por ela!

Inserida por arkankus

Naquela noite sem luz o brilho dos seus olhos que me conduz, naqueles sorriso eu me perco, e nos teus braços eu me encontro

Inserida por gleisonandrade

MORADA DA MENINA...

Sou tua menina de cabelos cacheados da cor da noite, meus
olhos são expressivos como duas estrelinhas brilhantes e meu semblante ficou desenhado no firmamento e infante estarei sempre a te olhar, saiba que morte é apenas a transição para outra dimensão onde a alma toma a forma de coração, minha morada agora é a lua minguante que sorri pra ti nesse instante...

Inserida por Lulena

Acordei anestesiada da vida, não sei mais quando é noite e quando é dia.

Inserida por Lulena

Peregrino de dia para ressuscitar a noite num novo calvário e despertar num caminho sem espinhos e que eu consiga pegar as pétalas de rosa que caem do Manto Sacro!

Inserida por Lulena

Janela pra vida que se abre, os passarinhos cantam agora. O dia amanhece. Noite agitada em mente confusa e dispersa num autismo que agora relaxa e adormece....Dou uma olhada pela janela pra ver se consigo encontrar o meu mundo e de meu filho lá fora...

Inserida por Lulena

Todos os meus sonhos estão incrustados nas estrelas e toda vez que observo a escuridão da noite uma delas cai do céu e se transforma em lágrimas quando choro.

Inserida por Lulena