Ninho

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⁠Sempre que me lembro..
Corro ao ninho do abraço,
lá encontro o aconchego
do amor verdadeiro.

Sempre que me lembro..
Torço para acontecer,
Um abraço que corresponda,
Ao nosso jeito de ser.

Sempre que me lembro…
Corro em busca do melhor
Carinho que corresponda
As expectativas de ser.

Sempre que me lembro...
Busco em cada ser
A ternura que abrace
Nosso jeito de ser.

⁠Um ninho apareceu em minha árvore... e esta tão bem tecelado com diversas matérias primas que o torna camuflado...
Tenho ficado a contempla-lo, tentando entender as maravilhas da criação...
Quer me parecer que seja uma ninho de uma toutinegra, pois sua plumagem é de coloração azul-arroxeada, com variações de marrom dourado, Sua barriguinha é rosada e este pássaro tem uma pequena “sobrancelha” que parece ser cinza e por vezes a fugir para o branco....
Hoje deparei me com uma situacao, Ja vejo duas cabecinhas irrequietas com vida a mecherem-se, na expectativa que a mãe trague alimentos, acredito que dai a uns dias ja poderão estar batendo as asas ensaiando o primeiro voo...
Nao tenho como, ensaio um sorriso e esboco-o na face e oferece-o a natureza por presenciar isto...
-Contemplar as pequenas vissitudes é fantástico ...
-Por outro lado uma aguinha aparece a balançar nos meus olhos, saber que ha passaros presos em gaiolas, feito gente em prisões, sem sequer que tenham cometido crime algum...
-ja reparastes que os passaros aos nossos olhos parecem-nos tão livres, nao é ?
-Eles Remetem-nos ao pensamento, de que quando algo lhes intristece, ou vem se defraudados, eles voam para longe...onde podem expantar seus males e cantar a dor que lhes aflige sem que mais ninguém oiça...
Diz me, porque não aprendemos com os pássaros a sermos livres ?
- Pois embora nós vivendo em gaiolas abertas, temos receio de voar...
Condenados estamos sempre a viver entre o livre e o preso... livres, para os que souberam ser ausados batendo as asas voando e seguindo a voz do seu coração ...
- Presos, para os que se contiveram-se e no fim defraudadados compreendem que tudo ficou por ser feito, e por ganhar forma...

⁠⁠Passarinho que sempre voa a noite por ninho
Passarinho que voa livre sem medo sem caminho.

⁠Passarinho engaiolado triste e desolado.
O que será de mim neste mudo desalmado?

Ah! Não ser um passarinho sem asa e sem caminho.

Gosto de gente que é ninho, que nos passarinha com suas delicadas asas de carinho.

Em ti, Sapekinha, meu amor se aninha,
Por tua alegria, que em mim faz ninho.
Um coração bondoso, que irradia luz,
És a melodia que a minha alma conduz.


Teu sorriso acende o sol em meu dia,
Tua bondade me guia, me enche de magia.
Em cada gesto teu, vejo a pureza,
Um amor que encanta, que afasta a tristeza.


Admiro a leveza do teu ser,
A forma sublime do teu viver.
És a alegria que a vida me deu,
O coração que escolheu o meu.


Por tua bondade, por teu riso solto,
Meu amor por ti é um canto devoto.
Em cada batida, em cada respirar,
É a ti, meu amor, que eu quero amar.

Nosso lar agora tem teu perfume,
Um ninho feito de carinho e lume.
Não são paredes, cimento ou tijolo,
É o amor que mora em nosso protocolo.


Acordar e ver teu rosto tão sereno,
Transforma o dia em algo pleno.
Dividir o pão, a conta, o sofá,
É a felicidade que não tem mais "já".


Cada objeto conta a nossa história,
Cada canto guarda a nossa glória.
Morar contigo é a paz que eu buscava,
A certeza de que a vida me amparava.


Este nosso canto, feito com fervor,
É o palco do nosso eterno amor.

A rolinha e o voo da liberdade


A rolinha é uma ave que não se preocupa muito com o ninho; geralmente, eles são bem rasos. Aqui em casa, ela botou o ovo diretamente sobre a ripa do telhado. Passava o dia todo chocando esse ovo — cheguei até a pensar que estivesse doente e acabei tocando nela.


Dias depois, o filhote fez seu primeiro voo e acabou caindo na minha varanda. Coloquei-o sobre a parede até que conseguisse realizar seu voo de liberdade.


Mesmo com simplicidade e poucos recursos, a natureza encontra seu caminho e cumpre seu ciclo.

A chuva...


A chuva a cair
E eu a dormir
Qual passarinho
No seu ninho
Com o coração a sorrir...

⁠Eu gostaria de ser um ninho, se tu fosses um passarinho
Eu gostaria de ser um lenço, se tu fosses um pescoço e estivesses com frio
Se tu fosses música, eu seria uma orelha
Se tu fosses água, eu seria um copo
Se tu fosses a luz, eu seria um olho
Se tu fosses um pé, eu seria uma meia
Se tu fosses o mar, eu seria uma praia
E se tu ainda fosses o mar,
eu seria um peixe e nadaria em ti
E se tu fosses o mar, eu seria sal
E se eu fosse sal,
tu serias alface,
um abacate ou, pelo menos, um ovo frito
E se tu fosses um ovo frito,
eu seria um pedaço de pão
E se eu fosse um pedaço de pão,
tu serias manteiga ou geleia
Se tu fosses geleia,
eu seria o pêssego na geleia
Se eu fosse um pêssego,
tu serias uma árvore
E se tu fosses uma árvore,
eu seria tua seiva
e correria em teus braços
como sangue
E se eu fosse sangue,
viveria em teu coração.

Foi no galho de uma arvore que resolvi fazer meu ninho, assim como os passinhos, pousar, depois de tanto voar.

⁠Feito um passarinho a vida fez um ninho no meu coração!

Estar em Brasília é como repousar em um ninho que aquece: ruas limpas e ipês amarelos são seus galhos protetores, a segurança e a natureza formam o aconchego que envolve, a hospitalidade, arquitetura e plantas do cerrado como pequenas sementes de vida. É caminhar ao lado de Oscar Niemeyer, seus projetos sussurram histórias, enquanto o céu se abre em um azul elegante e nobre.

⁠Felicidade é plantar uma árvore e compreender que ninho de pássaro e sombra também são frutos.

⁠Ei passarinho
Já não te ouço
Faz um tempinho
Se em outra árvore
Fez seu ninho
Sei que não cantas
Mais sozinho

Sou passarinho longe do ninho..

_________FranXimenes
17/10/2013

Ao conviver com as águias posso aprender a construir meu ninho nas rochas, nos penhascos mais elevados e nas árvores mais altas. Posso aprender a ser uma guerreira, a enfrentar tempestades, a mudar minha perspectiva, a ser mais veloz e, quando necessário, a me renovar. Com esforço e dedicação, posso até aprender a voar.

Do valor que se dá
E lá estava ela, no alto, no topo da frondosa e imponente árvore. Seu ninho parecia o mais belo visto daquela distância na ponta do penhasco que se erguia acima da floresta.
Naquele ninho teria encontrado o que procurava. Não era um ninho qualquer, mas sim um amontoado de gravetos torcidos e entrelaçados com pitadas de paixão, amor, prazer, esforço e dedicação.
No começo aquele lindo ninho supria as necessidades plenamente. Mesmo que estas fossem aumentando, e se tornando descabidas, até que em um momento, um segundo, um instante, tornou-se pouco relevante.
Desde então o ninho foi deixando de suprir as necessidades, em um primeiro momento puramente por se sentir pouco valorizado e solitário. Ela mal percebeu o que acontecia, pois passava o tempo a voar. Parecia ter se cansado ou se desinteressado daquilo que conquistou arduamente.
Lá fora tudo parecia mais lindo, mais intenso, mais gostoso, melhor. E a cada voo, mais parecia perceber que a felicidade estava lá, lá do outro lado, em outro lugar naquela floresta, linda, quente, úmida e cheia de possibilidades de novas descobertas.
O ninho ali permaneceu e se entregou. Já não tinha mais o valor que outrora tivera. Desistiu de qualquer esforço uma vez que logo percebeu do que se tratava. Uma ilusão comum, gerada por aves comuns que se faziam parecer diferentes, especiais, mas apenas estavam travestidas de penas compradas que lhes encobriam as verdadeiras. Compradas nas pedras, nos galhos altos, nos galhos baixos, nos cantos e recantos da floresta.
Ela voando avistou outros ninhos, cada um mais belo e interessante que o outro. Uma libélula amiga do ninho, pousada em prosa com ele, passou um tempo a observar o que ele observava e se manifestou. “Olha meu amigo, o que vejo é o simples vazio. Um mimo ao ser ganhado e conquistado deixa de ter valor para dar lugar a outro mimo mesmo que este seja o mesmo mimo.” O ninho suspirou e sorriu. Estava pronto para receber nova visita, novas penas que não se soltassem com facilidade.
Ela pousou em um destes ninhos e foi feliz, logo depois noutro e feliz foi novamente e noutro e noutro e noutro. O problema é que entre um e outro momento de felicidade dava-se o seu contrário. A infelicidade. Ora, dizia ela, sempre culpa destes ninhos.
Num destes momentos de insatisfação avistou o ninho no alto, no topo da imponente árvore e sentiu-se como sempre. Que ninho belo e interessante. Pensou logo que poderia dar umas rodopiadas por lá para ver como estava. Mas ele estava diferente. Mas era o mesmo, igual. Ficou intrigada.
Ela, num dia alisando as penas nas pedras para embeleza-las encontrou outra. Outra que contava garbosa como era seu ninho. Ela então se deu conta de que aquela conversa trazia saudades. Saudades do mesmo ninho, mas que agora aninhava outra.
Restou-lhe voar e encontrar outros ninhos, um aqui outro acola. Ou talvez o contrário pudesse se dar e esta história seria outra.

⁠Em um ninho de cobras, você tem que ser cobra também, só que com um veneno mais letal.

Deixar o ninho faz parte do processo de crescimento, e nem todos estão prontos para vê-lo abrir suas asas. Muito menos aqueles que um dia o tiveram debaixo das deles. Mas se, quando levantar voo, sentir as asas pesarem, saiba que está fazendo o que é certo.

QUERIA!

Queria ser um passarinho
Para pode voar
Sair as vezes do meu ninho
E ir para outro lugar
Respirar um ar puro
Me sentir tão seguro
Sem poder me segurar
Queria ser um passarinho
Para viver em dimensão
Ir no além do Horizonte
Conhecer o mundão
Sentir o puro ar
Como plumas flutuar
Em uma certa direção...