Ninguem se Encontra por Acaso
Há amores que não se anunciam, mas se reconhecem no olhar que se encontra. O meu não pediu licença, apenas se fez presente, como a certeza que não precisa de provas. Em você, descobri que o infinito não é uma distância, mas um instante compartilhado. E é nessa simplicidade, no ato cotidiano de escolher você de novo a cada manhã, que mora a mais profunda das declarações. Não prometo eternidades, prometo presença. E que a nossa história seja escrita na calmaria de um sentimento que não precisa de testemunhas para ser verdadeiro.
“A pessoa vingativa encontra conforto no sofrimento alheio; não se arrepende, não busca evoluir, e incapaz de sair do próprio fundo do poço, prefere puxar os outros para a escuridão onde escolheu permanecer.”
“O animal de rua é o lugar onde o Direito encontra sua pergunta mais incômoda: quanto vale uma vida quando ela não possui voz, patrimônio ou poder?”
Acredito que a verdadeira medida de uma vida não se encontra no que as mãos acumulam, mas no que o coração distribui. Minha jornada é guiada por uma promessa silenciosa: ser a voz dos que não podem falar e a proteção dos que ainda não podem se defender.
Para mim, proteger uma criança é garantir que o futuro tenha esperança. Cuidar de um animal é honrar a forma mais pura de amor e inocência que habita a Terra. Em cada olhar resgatado e em cada sorriso protegido, encontro o meu propósito.
Entendo que a morte não é o fim quando deixamos algo vivo nos outros. Por isso, vivo sob uma única verdade:
Herança é o que se deixa para os outros; legado é o que se deixa dentro deles.
Que, ao final do meu caminho, o meu rastro não seja feito de posses ou títulos, mas sim pelo silêncio de um animal que não sofre mais e pela alegria de uma criança que cresceu segura. Esse é o meu compromisso. Esse é o meu legado.
"Quem se ama encontra força para amar e respeitar o mundo — e ainda inspira quem nem acredita mais em si."
Perder é, muitas vezes, a forma mais discreta que a vida encontra para nos devolver a nós mesmos.
Por isso, quando algo deixa de nos pertencer, o peso que cai não é ausência — é alívio.
O futuro não existe, o passado já foi vivido; só existe o dia que estás a viver. Nesse dia encontra a felicidade e partilha-a.
Onde o Agora Nos Encontra
Somos a prova de que dois corpos podem ocupar o mesmo espaço,
mesmo antes de se tocarem.
Porque existem encontros
que acontecem primeiro na alma,
antes de qualquer abraço,
antes de qualquer palavra.
Deixa eu te contar uma história.
Mas não a que todos conhecem.
Quero contar aquela que escondi entre sorrisos,
a que aprendeu a sobreviver em silêncio,
a que colecionou partidas
e, ainda assim, nunca deixou de acreditar nos reencontros.
Passei tanto tempo tentando traduzir o que sinto
que me perdi entre rascunhos.
Escrevi versos na esperança
de que eles encontrassem você
antes da minha coragem.
Queria que cada palavra dissesse
o que meus olhos sempre esconderam.
Mas a vida tem esse estranho costume
de vestir as verdades com a roupa da dúvida.
Às vezes,
o que é,
não parece ser.
E o que parece tão distante
é exatamente o que mora mais perto do peito.
Quero entender você.
Não apenas o que você diz,
mas aquilo que o silêncio insiste em guardar.
Quero conhecer os seus medos,
as tempestades que ninguém viu,
os sonhos que você enterrou
por medo de acreditar neles outra vez.
Diz...
o que você esconde nessas entrelinhas?
Quantas palavras morreram
antes de alcançar seus lábios?
Quantos sentimentos aprenderam
a respirar em segredo?
E nós...
por que temos tanto medo de viver o agora?
Quem foi que nos convenceu
de que sentir era perigoso?
Quem nos ensinou
a esperar o momento perfeito,
se a vida nunca prometeu perfeição,
apenas oportunidades?
Talvez o tempo
não queira que sejamos eternos.
Talvez ele só queira
que sejamos verdadeiros.
Então deixa-me entender você.
Sem armaduras.
Sem desculpas.
Sem a necessidade de parecer forte o tempo todo.
Porque até as estrelas
precisam da escuridão para mostrar que existem.
E me diga...
O que você faria
se me visse na sua frente agora?
Talvez não dissesse nada.
Talvez o silêncio fosse a resposta mais bonita.
Talvez nossos olhos escrevessem
o poema que minhas mãos nunca conseguiram terminar.
Ou talvez descobríssemos,
na simplicidade de um único instante,
que o destino nunca quis que fôssemos perfeitos.
Quis apenas que tivéssemos coragem
de viver aquilo que sempre escrevemos
nas entrelinhas do coração.
SABOR MARESIA
Verso 1
Decorei teu cheiro sem saber por quê,
como quem encontra o mar sem perceber.
Entre tantos perfumes, tantos por aí,
foi no teu que alguma coisa falou de mim.
Tem sal na tua pele, tem doce no olhar,
tem qualquer mistério que me faz voltar.
E quando a noite encobre o que eu não sei dizer,
meu coração inventa um jeito de te reconhecer.
Pré-refrão
E se alguém perguntar
que perfume é esse no ar,
eu vou sorrir, vou disfarçar...
certas coisas não se podem explicar.
Refrão
É Sabor Maresia,
doce e salgado, feito poesia,
um segredo que o vento levou,
mas deixou teu nome onde meu peito guardou.
É Sabor Maresia,
uma lembrança que ninguém decifraria.
Pode procurar em qualquer lugar,
mas esse perfume só você sabe carregar.
Verso 2
Já procurei teu cheiro em noites de verão,
nas ondas, na chuva, no vento do sertão.
Mas o mar não soube me dizer onde encontrar
essa fragrância que só teu corpo sabe guardar.
Talvez não exista frasco, talvez não haja flor,
talvez seja somente uma invenção do amor.
Ou quem sabe seja o mar, em segredo, a confessar
que aprendeu teu nome antes de eu te encontrar.
Pré-refrão
E se alguém perguntar
por que eu volto a procurar,
eu vou sorrir, vou disfarçar...
há perfumes que nasceram pra ficar.
Refrão
É Sabor Maresia,
doce e salgado, feito poesia,
um segredo que o vento levou,
mas deixou teu nome onde meu peito guardou.
É Sabor Maresia,
uma lembrança que ninguém decifraria.
Pode procurar em qualquer lugar,
mas esse perfume só você sabe carregar.
Ponte — quase sussurrada
E naquela noite estrelada,
quando a lua beijou o mar,
eu não procurei mais nada...
só queria ali ficar.
Porque teu cheiro tinha qualquer coisa
que o mundo não conseguiu explicar.
Era mar, era noite, era mistério...
era você sem precisar falar.
Último refrão
É Sabor Maresia,
meu segredo em forma de melodia.
Se o vento perguntar por você,
eu digo que foi o mar que me ensinou a te reconhecer.
É Sabor Maresia,
doce lembrança que o tempo não levaria.
E se um dia eu esquecer teu olhar,
basta o vento soprar...
que eu vou saber onde te encontrar.
Final
Sabor Maresia...
tão único, tão você.
Talvez o mar tenha inventado o perfume
só pra eu nunca esquecer.
Onde a Alma Encontra Morada
Sabe aquela sensação de finalmente pertencer,
de encontrar em alguém um lugar para viver?
Acho que encontrei, sem sequer procurar,
no calor dos teus braços, meu jeito de repousar.
Nas palavras proferidas com verdade e coração,
nas conversas malucas, profundas, sem direção,
no riso que se perde, na loucura compartilhada,
e na paz que encontro quando estou ao teu lado.
É sentir-me ouvida sem precisar explicar,
ser vista nos silêncios, sem precisar implorar.
É ter nos teus olhos um abrigo para ser,
sem máscaras, sem medos, sem medo de me esconder.
É não precisar cobrir aquilo que sou,
nem esconder as partes que a vida machucou.
É deixar que me vejas inteira, sem disfarce,
e ainda assim sentir que teu olhar não se desfaz.
É poder ser profunda, confusa e imperfeita,
sem temer que alguma parte de mim seja rejeitada.
É ser admirada sem precisar merecer,
como se bastasse simplesmente existir e ser.
Talvez pertencimento seja essa estranha sensação:
duas almas que se encontram sem pedir explicação.
Não é prender, nem possuir, nem querer controlar,
é sentir que, ao lado de alguém, podemos descansar.
E talvez seja isso que eu encontro em teu olhar:
um lugar onde minha alma não precisa se explicar.
Porque quando estou contigo, em silêncio ou em poesia,
parece que finalmente encontrei minha moradia.
“Nos olhos dele, ela se reconhece; nos olhos dela, ele encontra seu próprio reflexo. Um olhar herdado, um amor multiplicado.” ❤️
Dolce Peccato!
Sabe aquela pessoa
que a gente só encontra nos livros,
que aparece nos filmes
e que, por alguns segundos,
faz a gente acreditar
que certas pessoas simplesmente não existem?
Pois bem...
você existe.
E talvez seja justamente isso
que mais me desconcerta.
Porque não é sobre perfeição.
Eu não acredito em perfeição.
Também não acho que você tenha vindo
de outro planeta,
embora, às vezes,
seja difícil acreditar
que alguém como você
possa caminhar pelo mesmo mundo que eu.
É sobre ser incomum.
Sobre ter alguma coisa
que eu ainda não sei explicar,
mas que meus olhos reconhecem
antes mesmo que meu coração consiga entender.
Você é sem igual.
E, sabe...
eu acredito que você é o meu número,
meu tipo,
aquela combinação improvável
que a vida parece esconder
até o dia em que, de repente,
coloca diante dos nossos olhos.
E então a gente olha
e pensa:
“Era você?”
Ah, Dolce Peccato...
Você é aquele tipo de mulher
que muitos desejam.
Mas talvez desejem errado.
Porque alguns vão olhar para o teu corpo
e parar exatamente ali.
Eu não.
Eu quero saber da tua alma.
Quero conhecer teus silêncios,
entender teus medos,
descobrir aquilo que você esconde
quando sorri para o mundo
e finge que está tudo bem.
Quero saber o que te faz rir
até esquecer da hora,
o que te faz perder o sono,
quais sonhos você guarda
e nunca contou para ninguém.
Porque o teu corpo pode chamar atenção,
mas é a tua essência
que me prende.
E talvez seja isso
que me assuste.
Porque desejar alguém
é fácil.
Difícil é sentir vontade
de conhecer cada parte invisível
que existe dentro dela.
E eu sinto.
Sinto vontade de ficar
quando o mundo inteiro
talvez queira apenas passar.
Sinto vontade de te proteger
não porque você seja frágil,
mas porque até as pessoas fortes
merecem, às vezes,
ter alguém ao lado
quando o mundo pesa demais.
Se eu pudesse te proteger do mundo inteiro,
eu me colocaria em sua frente.
Seria o teu escudo humano.
Não para impedir o mundo de chegar até você,
mas para lembrar que,
se algum dia ele tentar te derrubar,
você não precisará enfrentar tudo sozinha.
Porque eu estaria ali.
E talvez você nem saiba
o quanto isso significa para mim.
Talvez você nunca perceba
que, em meio a tantas pessoas
que poderiam simplesmente passar pela minha vida,
você fez morada
sem sequer pedir licença.
E é estranho...
Porque eu não sei exatamente
quando aconteceu.
Só sei que, em algum momento,
você deixou de ser
apenas alguém que eu admirava
e se tornou
aquela pessoa que eu procuro
mesmo quando não estou procurando ninguém.
Dolce Peccato...
talvez você seja mesmo um pecado.
Mas não daqueles que a gente se arrepende.
Você é o tipo de pecado
que a gente guarda em segredo,
protege entre os pensamentos,
sorri quando lembra
e, no fundo,
agradece por ter cometido.
Porque existem pessoas
que a gente conhece.
Existem pessoas
que a gente deseja.
E existem aquelas raríssimas
que a gente sente.
Você...
eu sinto.
A base da arte brasileira se encontra na cultura dos nossos povos originais, que habitavam estas terras, chamada de Pindorama antes da ocupação cristã portuguesa que erroneamente e inferiormente os denominaram de indígenas.
Nunca encontra a objetiva verdade, toda alma inquieta daquele que não sabe ao certo o que busca, incessantemente, todas as horas pelos diversos e oblíquos caminhos.
Quando o azul celeste vespertino
encontra o Pico do Montanhão
e concede a sublime visão
também enche a alma e o coração.
Assim o divinal acontecimento
amaina o meu pensamento
levando-me ao mergulho austral
neste céu do nosso Hemisfério.
Enquanto uns aos outros se colocam
pelo mundo afora em situações difíceis, busco e escuto com ouvidos
espirituais as notas musicais
da minha Cidade de Rodeio
que fazem crer que tudo tem jeito.
Buscando no canteiro do peito
ajeitar as flores do meu alívio
para que preparada esteja
quando encontrares o meu destino.
