Ninguem se Encontra por Acaso
“Eu creio na unidade de Deus, no Pai como entidade impessoal, inefável e não revelada, que ninguém viu, porém, cuja força ou potência criadora foi plasmada no ritmo perene da Criação”
Superar você é morrer um pouco em vida a cada dia, devagar, como quem se afoga e ninguém estende a mão.
É gritar no vazio, rasgar a garganta, mas só ouvir o próprio eco sufocado.
É acordar todos os dias com o peso de uma ausência que esmaga o meu peito, queima a minha alma e arranca qualquer vontade de continuar.
E é cruel saber que, por mais que doa, ninguém pode dividir essa dor comigo — ela é só minha, íntima, insuportável.
Todo dia um pouquinho
Um dia de cada vez
Não se pode responsabilizar ninguém
É preciso assumir
Assumir a culpa
Assumir o erro
Assumir a tristeza
O coração estará pra sempre em pedaços,
Pra sempre esperando uma reparação,
Até o fim porque
Pra sempre, desde sempre.
Se você escolhe a pessoa pelo que tem, nunca amou ninguém, talvez só esteja encontrando uma pessoa que não te quer.
vira-lata
mesmo sem carne,
roo o osso —
rosno
para mim.
mostro os dentes —
ninguém encosta.
curvo, cavo,
te enterro.
quebra os dentes,
não enche estômago.
tutano egóico,
só por ser meu.
provocação I
(o que você sente quando ninguém está olhando?)
quem te ensinou
a fazer charme com o trauma?
usar tristeza
como perfume,
esperar aplauso
pelo olhar vazio?
te acho linda com raiva,
e sinto pena
do texto ensaiado
de "não sei o que sinto".
(cresce um tédio
onde deveria haver mistério)
me provoca, vai.
fala do teu passado ruim,
como quem canta
uma música pop.
(não resistem
a uma mulher
em ruínas,
não é isso
que dizem?)
teu silêncio
chega sempre
depois da tragédia,
mas nunca antes.
e eu finjo que não vejo
a performance da lágrima
no timing perfeito.
(esse seu cinismo
manteve a gente em pé.)
vem, me escreve um poema
como ferida de estimação.
me chama de babaca
com sotaque de dor.
mas lembra:
quem se despe demais
vira vitrine de si mesmo.
teu corpo
(e o meu)
é palco,
tua dor — roteiro.
eu, só plateia.
o palhaço
que aplaude em pé:
gostosa.
porta
passam velhos,
passam jovens,
passam felizes,
miseráveis.
passa a vida,
e ninguém nota.
abre, fecha.
fechadura seca,
chave de carne,
pulsa, sangra,
expulsa.
soleira, solitária.
passam mulheres,
ciganas, anjos,
feias, magras,
gordas, felizes,
miseráveis.
rangem
meus pecados nas
dobradiças inquestionáveis
da velha porta.
passo, tropeço,
nunca reparo
como algo
tão simples
e ordinário
meu batente
abre as portas
do meu peito
trancado.
butiquim enfer-
rujado
agora fecho.
maçaneta dura,
travada.
viro a chave,
cerro o quarto.
não vem,
não vai,
não leva,
não traz,
não volta,
não abre mais.
O mundo é muito perigoso, e ninguém está imune a uma tragédia que arruína sua vida. Sabe por quê? Porque somos as criaturas mais perigosas do mundo.
As pessoas ruins, nunca pedem perdão, porque acham que nunca magoaram ninguém, acham sempre que a culpa é do outro. Por mais que elas sofram as consequências universal, são incrédulas. Por achar que Deus é um mito.
Qual é o poder que o poder tem?
Quando o político assume o poder,
não quer entregá-lo a ninguém.
Benê Morais
Ninguém tem o direito de tirar a esperança de alguém, pois isso pode ser a única coisa que ela ainda tenha!
Jovens, façam amizades agora, porque depois dos 30, é tanta correria que ninguém tem mais tempo de fazer amizade, e nem é sobre o tempo
