Ninguem Perde Ninguem

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Ninguém finge para mendigo.

Existem pessoas como eu, mas ninguém igual a mim.

Ninguém muda ninguém.
Ninguém ensina ninguém.

As pessoas mudam quando querem, ou até mesmo quando não querem.
Elas aprendem quando estão dispostas, ou quando a vida as força a isso.
E vivem da forma como escolhem, ou às vezes como não escolhem.

A única pessoa que eu sou capaz de mudar, sou eu mesmo.
A única pessoa que eu devo ensinar, é a mim mesmo.
A única pessoa de quem eu realmente aprendo, sou eu mesmo.

Porque eu penso com a minha própria cabeça;
Sinto com o meu próprio peito;
Vejo com os meus próprios olhos;
Ouço com os meus próprios ouvidos;
Respiro com o meu próprio fôlego;
E vivo dentro de mim mesmo.

Acreditar que eu mudo ou ensino alguém é uma ilusão, um equívoco, uma pretensão alimentada pelo ego.

A única verdade é que a única pessoa que eu posso mudar no mundo sou eu.
O que eu faço por mim pode, sim, inspirar ou servir de algo para outra pessoa, mas isso não significa que fui eu quem a mudou. A mudança dela foi uma escolha dela, uma decisão própria de enxergar em mim algo que foi útil para ela.

Nós apenas colhemos o que encontramos no outro. Mas isso não quer dizer que o outro nos esteja ensinando ou nos mudando. O que colhemos é aquilo que nós mesmos escolhemos absorver. Ou seja, a mudança vem de dentro de nós, quando decidimos, de fato, mudar.

Não guarde, jogue pra fora, mesmo que seja tóxico.

Se não quer afetar ninguém com sua sujeira, escreva em uma folha de caderno todo seu ódio, tristeza, angústia, mágoa, negatividade. Depois, amassa o papel e joga fora. O importante é limpar, lavar, pôr pra fora do pensamento, pôr pra fora do sentimento. A única forma de tirar o que tá dentro de você, pra fora de você, é jogando em alguma matéria: seja uma folha de caderno, desenhando, falando ou gritando sozinho, cantando, ou até em alguém. O importante é pôr pra fora, pra limpar, lavar a alma.

E o que for bom, compartilha com os outros.

Nosso sentido aqui nesse mundo da matéria é colocar em prática, na matéria, tudo aquilo que a gente pensa e sente.

A morte nos ensina a verdadeira igualdade; ninguém é rico diante dela.

Ela nos lembra que, no fim, ninguém leva nada.

A morte nos mostra que ninguém é melhor que ninguém.

Ela nos ensina que ninguém é perfeito.

E, acima de tudo, a morte nos revela a igualdade fundamental: ela vem para todos, sem exceção.

Ninguém odeia quem apenas obedece, quem não se destaca, não questiona, não muda, não faz diferente, não vive. Mas, no fundo, a própria pessoa odeia ser assim. Porque, se ela resolvesse desobedecer, aparecer, questionar, mudar, fazer diferente e viver de verdade, então os outros, talvez, passariam a odiá-la.

Eles a odiariam porque, ao vê-la fazendo tudo o que não têm coragem de fazer, se sentiriam incomodados com a própria acomodação. O ódio deles não seria sobre ela, mas sobre a própria vida que escolheram levar.

Se você não aparece, ninguém te encontra.

Se eu gosto mesmo de fazer uma coisa, ninguém vai me desanimar.

Mas se eu não gosto, e estou fazendo só porque os outros querem, qualquer pessoa pode me desanimar.

É assim que a vida funciona:

O que a gente sente no coração é forte e ninguém estraga.

O que a gente faz por obrigação é fraco e qualquer problema já acaba com a nossa vontade.

No fim, só o que a gente realmente quer é que dá força pra gente continuar.

Intenções que não me servem pra nada:

Não tenho a intenção de fazer ninguém sofrer por mim, esse ego é muito vazio, cru, não faz sentido, não preciso disso.

Não tenho a intenção de fazer ninguém se arrepender por causa de mim, essa vaidade é superficial, mimada demais, é perder tempo atoa.

Não tenho a intenção de fazer ninguém correr atrás de mim, esse orgulho é muito arrogante, desumilde, fraco.

Não tenho a intenção de fazer ninguém se sentir culpado, tento o máximo não deixar ninguém assim sem querer, esse comportamento é infantil, injusto, egocêntrico.

Não tenho a intenção de deixar ninguém pra baixo, senso de "superioridade" me da vergonha e só demonstra o quão inseguro eu sou.

Não tenho a intenção de prejudicar ninguém, essa intenção só mostra o quão frustrado minha vida é.

Não tenho a intenção de querer ser melhor que ninguém, isso só me torna uma pessoa pior.

Não tenho a intenção de fingir ser o que não sou para agradar alguém, é artificial, pessoas gostar apenas do fingimento e não do que de fato sou.

Não tenho a intenção de me orgulhar com o que eu tenho, não faz sentido eu me orgulhar do que consegui, do que tenho, sendo que alguns não tem, me da vergonha.

Não tenho a intenção de desmerecer o que o outro faz, eu não mereço isso.

Essas intenções não me servem pra absolutamente nada, é só atraso de vida mesmo, atrás de migalhas de ego ferido, é como se eu não estivesse evoluindo direito.

Você pode não ser exemplo para ninguém, mas suas ideias podem servir para alguém.

Eu não preciso da aprovação de ninguém, apenas da minha própria consciência.

Se uma pessoa comum diz algo e ninguém ouve, mas uma pessoa popular diz a mesma coisa e todos prestam atenção, então, na verdade, ninguém escutou de verdade, ninguém refletiu, ninguém compreendeu. Apenas deram ouvidos a quem tem "mais voz", não ao que foi dito.

Isso revela uma realidade sobre a forma como muitos absorvem informações: não pela essência da mensagem, mas pela influência de quem a transmite. O valor das palavras, para a maioria, não está no conteúdo, mas no status de quem as pronuncia.

Ninguém consegue te manipular se você só faz o que a consciência sente vontade.

Ninguém nasce com manual escrito "Eu sou assim"; as pessoas demonstram o que são nas intenções e atitudes do dia a dia.

Mesmo que uma criança ou adolescente cometa um crime bárbaro. Ninguém pode defini-los como psicopatas, pois ainda não possuem a personalidade formada por completo. O termo correto é transtorno de conduta, que pode se estender ou não na vida adulta.

Num mundo sem empatia,
o amor tenta florescer,
mas é difícil amar
quando ninguém quer compreender.

Tem dias em que tudo parece em ordem… menos aquilo que ninguém vê.

Às vezes, o silêncio mais tranquilo esconde os maiores desencontros, e ninguém percebe quando a gente ainda está tentando se encontrar por dentro

Ninguém possui um mapa universalmente verificável do outro lado.
Há pessoas que têm fé.
Há pessoas que têm experiências.
Há pessoas que têm doutrinas.
Há pessoas que têm sonhos.
Há pessoas que têm medo.
Há pessoas que simplesmente dizem:
“Não sei.”
E talvez o “não sei” seja uma das posições mais honestas que podemos ocupar diante da morte.
Você pode continuar acreditando profundamente em Deus e, simultaneamente, reconhecer:
“Eu não sei exatamente como é a eternidade.”
Isso não diminui necessariamente sua fé.
Talvez até a torne mais consciente.
Porque fé não é possuir uma câmera instalada no além. É acreditar em algo que você considera verdadeiro sem possuir todas as respostas.

Ninguém escreve para si mesmo, se pode até pensar assim: porém escrever é encontrar com o outro na arte do viver — para escrever algo o outro precisa estar presente; sem o outro as palavras não respiram no texto...