Ninguem Mude por você

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Pobre, ninguém te olha. Rico, o barco enche, os abraços vêm.

Pobre, ninguém senta contigo no barco, rico, querem te dar um abraço.

Construa o seu castelo em silêncio; pois pedras colhidas em silêncio ninguém derruba.

Ninguém esconde um choro que já virou tempestade, um temporal.

A solidão é como uma rua escura, ninguém te vê, ninguém te abraça.

Ninguém constrói um castelo sozinho, ajude ao menos a juntar as pedras.

A mim ninguém engana; conheço a falsidade de um olhar.

Mesmo que ninguém enxergue nada em você, não tente mudar; seja aquilo que você sempre foi.

Achei a felicidade e ninguém me toma
Me disse que tava sem dono

Não fique tentando agradar ninguém, pois tem gente que odeia se sentir gente.

Não conheço ninguém que durma menos que um poeta, pois, às três da manhã, estamos ainda acordados, admirando a lua.

Enquanto te virem catando latinhas na rua, ninguém vai querer ser teu amigo; a vida se tornou suja.

Chegada ao Mundo

Na chegada ao mundo, um sopro de luz,
um caminho aberto que ninguém traduz.
Aprendendo a cada dia, sigo a caminhar,
o que nos livros jamais eu poderia encontrar.

Sem paredes para me agarrar,
descubro no vento o segredo de voar.
No botão de uma rosa, tão frágil, tão forte,
aprendi que o amor é quem guia a sorte.

Ali encontrei a vida em sua canção,
a fé que floresce no coração,
a força que ergue quando tudo desaba,
o poder que brota quando a alma se cala.

Sou aprendiz da terra, do céu, do mar,
na escola do tempo, venho me formar.
E cada dia é milagre, é eterno saber,
que a vida é um livro que só se escreve ao viver.

Seja cientista de si.

Ser cientista de si é abrir gavetas onde ninguém jamais olhou, é encontrar restos de ecos antigos e etiquetá-los com rigor e reverência. Cada memória se torna um organismo estranho, cada emoção, um vírus que infecta sem aviso. Não se trata de curar, mas de observar: estudar as mutações do próprio desejo, as derivações do medo, as metamorfoses do amor que insiste em nascer nos lugares errados.

O corpo é um microscópio que às vezes faz truques com a mente — é um campo de ensaio onde hipóteses explosivas dançam e se desintegram em segundos. Ser cientista de si é aceitar que não há controle, apenas registro. Registrar a instabilidade, o colapso, a beleza que surge do caos interno. É perceber que algumas experiências não se replicam, algumas falhas são únicas, algumas feridas ensinam mais que qualquer vitória.

E no centro desse laboratório, no silêncio que não cabe em palavras, surge a maior descoberta: que o sujeito estudado é também quem observa, e que cada experiência de si é um prisma que reflete infinitos mundos. Ser cientista de si é um gesto de coragem quase selvagem — olhar para dentro e perceber que o experimento nunca termina, e que cada segundo é irrepetível, insubstituível, imprescindível.

Ninguém escuta só com os ouvidos, escuta com a própria história.

Existe um luto que quase ninguém nomeia: o de deixar de ser quem aprendemos a ser para abrir espaço para quem já estamos nos tornando.

Opinião impopular:

Não gostar de trabalhar só é mal visto se você for pobre. Ninguém implica com rico vagabundo

Se ninguém percebe o seu diferencial, para o mercado você ainda não tem um.

Quem tenta agradar todo mundo constrói uma marca que ninguém consegue lembrar.

Alma Incendiada


É carregar dentro do peito um fogo que ninguém vê,
mas que transforma tudo aquilo que a alma toca.
É arder no silêncio, sem saber o porquê,
enquanto a noite, lenta e fria, à minha porta bate e evoca.


Alma incendiada é aquela que, mesmo em meio às cinzas, conserva dentro de si uma chama que se recusa a morrer.


É guardar sob as cinzas aquilo que não se diz,
um pranto adormecido, uma saudade infeliz;
é ter no peito um incêndio e, nos olhos, solidão,
é esconder entre sorrisos os abismos do coração.


É caminhar entre ruínas, sem saber onde chegar,
com os sonhos em silêncio, mas ainda a respirar;
é trazer na própria alma as marcas do que passou,
e amar aquilo que a vida, um dia, quase apagou.


Há almas que são feitas de tempestade e de brasa,
que carregam o inverno mesmo estando em casa;
e quanto mais a vida lhes ensina a sofrer,
mais fundo se incendeiam na vontade de viver.


Pois há fogos que não queimam — apenas fazem recordar
tudo aquilo que perdemos, tudo aquilo que quisemos amar.
E há chamas tão antigas, tão difíceis de extinguir,
que fazem da própria dor uma razão para existir.


Alma incendiada é silêncio que não cessa, é ferida que se fecha, mas jamais se confessa; é morrer um pouco em cada despedida,
e ainda assim guardar uma chama pela vida.


Porque talvez viver seja exatamente isto:
ser cinza e ser fogo, ser lágrima e ser riso;
carregar dentro do peito o que ninguém pode ver
e, mesmo quando tudo acaba, ainda escolher renascer.