Nietzsche Corpo Mente
O coração humano é livre para amar, mesmo em cadeias
Somos livres no pensar, mesmo quando o corpo está preso.
O homem que cuida do corpo e se preocupa com a saúde me diz mais do que aquele que apenas se preocupa em adquirir bens materiais.
Quem é mais sentimental?
Havia um corpo encolhido bem tarde da noite. Os joelhos eram refúgio, e o vidro da janela, um altar onde a sombra repousava entre luzes cansadas.
Lá fora, nada se via. No quarto, uma música animada tocava baixinho, mas dentro dela o tempo desafinava um coral de Belchior ao mesmo tempo onde o passado apaixonado acendia uma ponta de ilusão.
Ela não sabia o nome do caminho, mas reconhecia as esquinas do retorno. Sabia apenas que não cabia mais
em roupas da antigas.
Então, ergueu-se. Lembrou do velho e novo evangelho. Com um gesto simples amarrou o cabelo, a pena entre os dedos, recomeçou a costurar o verbo e escreveu uma nova palavra.
Do papel, brotou uma mulher
que não pedia mais para ser salva. O amor, enfim, voltou a habitar-lhe o pulso. A esperança, tirou a sobrecarga e agora ela respira aliviada.
Agora, ela também espera. Não como quem aguarda, mas como quem floresce. Porque sabe: alguém virá,
e o encontro não será desordem.
Virá com mãos que decifram e com olhos que não temem o espelho. E quando vier, reconhecerá não o que ela foi, mas o que sobreviveu.
Coloque seu dinheiro em movimento além do seu corpo físico também, ele irá trabalhar no seu lugar em vez de você matar vários leões por dia para ter o sustento e terá mais tempo livre para fazer o que quiser.
O Que Fica do Que Fomos
William Contraponto
Se um dia eu cruzar a noite inteira
e o corpo cansar do próprio som,
não esperarei por luz ou fronteira;
apenas o rastro do que ainda sou.
Porque além da morte não há segredo,
não há espírito buscando um lar.
Há só memória vencendo o medo
e o que deixamos no fundo do olhar.
O que fica do que fomos é o gesto,
é o nome lançado ao vento incerto.
Não é alma pairando em algum lugar,
é a lembrança que insiste em continuar.
E se eu não voltar, que seja assim:
no que construí, no que vive em ti.
Quando a última porta se fechar,
não haverá juízo nem muralha.
A vida é um barco que aprende a passar,
e cada travessia ensina – e falha.
O que chamam alma, eu chamo história:
a voz simples do que se amou.
É a cicatriz guardando a memória
de cada luta que alguém lutou.
O que fica do que fomos é o gesto,
é o nome lançado ao vento incerto.
Não é alma pairando em algum lugar,
é a lembrança que insiste em continuar.
E se eu não voltar, que seja assim:
no que construí, no que vive em ti.
Se deixo um verso solto pela rua,
que seja luz pra quem quiser seguir.
Não há mistério entre sombra e lua:
há só a marca do que se quis sentir.
E quem nos guarda não é o além,
é quem repousa o nosso bem.
No silêncio que sucede o último passo,
ninguém nos chama para salvação.
O tempo recolhe o nosso espaço
e entrega aos outros a continuação.
Se algo vive depois do adeus,
não são anjos nem eternidade:
é o que plantamos no chão dos seus,
a parte nossa que vira verdade.
O que fica do que fomos é o gesto,
é o nome lançado ao vento incerto.
Não é alma pairando em algum lugar,
é a lembrança que insiste em continuar.
E se eu não voltar, que seja assim:
no que construí,
no que vive em ti,
no que chamam fim
e que eu chamo de existir.
"Na moral... você só nasceu na década errada. Está tudo certinho para mim: corpo, cabelo, sorriso, o olhar, inteligência e os passos que você dá... Tem uma mistura às vezes meiga, mas forte também. Eu admiro sua essência toda, que é incrível. Só o detalhe da década errada... se não fosse isso, eu acho que teríamos uma conexão ainda mais especial."
O ser humano precisa...
Comer, para o corpo se manter.
Vestir, para o nu cobrir.
Se abrigar, para o refúgio conquistar.
Estudar, para o cérebro estimular.
Trabalhar, para a habilidade aprimorar.
Se entreter, para a mente não adoecer.
Socializar, para alegrias compartilhar.
Em família conviver e a cada dia um pouco da vida aprender.
25/09/25
MANUAL DE SOBREVIVÊNCIA
Acordar.
Vestir o corpo como se fosse armadura.
Engolir o tempo com gosto de ferrugem.
Fingir que há sentido na estrutura.
Trabalhar.
Ser útil, mesmo sem querer.
Ser peça, mesmo sem encaixe.
Ser silêncio, mesmo ao sofrer.
Não pensar.
Pensar dói mais que o turno.
Pensar é lembrar que não há futuro.
Pensar é ver que tudo é muro.
Sobreviver.
Não por escolha, mas por falta de opção.
Não por sonho, mas por obrigação.
Não por vida, mas por função.
Jerónimo Cesarina
FUNÇÃO FINAL
No fim, não há prêmio, nem festa.
Só o cansaço que não se despe.
Só o corpo que ainda se presta
A fazer o que ninguém mais quer.
Sou o que cumpre, não o que sonha.
Sou o que segue, não o que escolhe.
Sou o que vive, mas sem vergonha
De saber que a vida me engole.
E quando tudo enfim cessar,
Não haverá quem vá lembrar.
Só o vazio que vai ocupar
O lugar que fui — sem durar.
Jerónimo Cesarina
A penumbra acende o contorno da pele,
um sopro de música desliza lento,
teu corpo é marulhar de desejo noturno,
minha boca naufraga na tua maré.
O silêncio pulsa entre notas e beijos,
um ritmo secreto se escreve no ar.
No balanço suave da noite sem pressa,
somos dança, vertigem, incêndio e luar.
Nossa, esse dia sim representa demais todos os seres humanos.
Todos são crianças em um corpo de uma pessoa adulta.
Uma criança muito especial, dedicada, estudiosa, focada...e muito brincalhona.
Nos divertimos e fazemos os outros se divertirem.
Feliz dia das crianças para vocês também!
🤗🥰
“A música não toca só nos ouvidos, ela acende fogo na alma e faz o corpo lembrar que ainda sabe sentir.”
Você confiou num cara doente e escroto, se entregou de corpo e alma, deixou que fizesse o que queria, como queria, e fantasiava melhorar e entregar ainda mais, até mudou o caráter pela pessoa.
Mas comigo é: Eu sou assim! Nada de diferente, de especial, de amor puro e verdadeiro. Se decida se você quer mudar, porque arrependimento sem mudança é manipulação.
Ser mulherão não é sobre corpo, é sobre alma.
Sobre vencer sem pisar, amar mesmo ferida,
e continuar com fé, mesmo quando o mundo desaba.
–Purificação
Quando lentamente a vida for se esvaindo do seu corpo, não se atreva a lamentar, se não viveu;
Apenas aceite as consequências do fato de haver escolhido ser triste ou retome os passos sobre seus próprios pés e vá em busca daquela alegria infantil que te permitia rir por nada.
Deite-se na relva, role na grama e redescubra a criança que você deixou no meio do caminho, traga ela para fora e se permita voltar a sonhar, os sonhos incríveis que sua meninice dividiu com você.
