Nem tudo que parece é
Às vezes, queria mais
Só um pouco mais
Me bastaria enxergar
Mas parece que tudo o que tenho
É o que não posso ver
E sigo me agarrando
Ao que não posso tocar
Porque a verdade é que isto
Nunca foi suficiente pra mim
O que jamais quis
Jamais pôde me bastar.
- Marcela Lobato
À noite, eu olho o mundo ao redor
E tudo parece tão calmo
Ao mesmo tempo em que com tanta pressa
Tudo se move, os carros correm
As pessoas não olham para o que há no interior
Olhares fugazes, brilhos forjados
Todos estão fingindo viver
Enquanto são engolidos pela própria vida
No tempo que nunca mais retornará.
O céu escuro se perde noite adentro
Como as pessoas perdem a si mesmas diariamente
Não há estrelas iluminando a escuridão dessa noite
Mas o vento leva os pensamentos distantes
O que é central se sobressai e revela
Nesse gelo, que quase leva o corpo à tremedeira
Tudo aquilo que tentamos tanto esconder
Brilha mais do que qualquer estrela.
- Marcela Lobato
Há momentos em que tudo parece frio e difícil.
Ainda assim, permanecer de pé é coragem.
Insistir também é fé.
A superação nasce nos momentos mais difíceis. Quando tudo parece perdido, é ali que encontramos uma força que nem sabíamos que existia. Superar é vencer a si mesmo todos os dias.
Mesmo quando tudo parece silêncio, Deus está trabalhando nos bastidores da sua história.
Janice F. Rocha
Quando tudo parece pesado demais, lembre-se: você não precisa carregar sozinha. Jesus caminha com você e transforma fardos em descanso.
Janice F Rocha
Mesmo quando tudo parece ter ido embora, Deus continua aí. Ele enche de vida o silêncio e transforma o vazio em recomeço.
Janice F Rocha
Se hoje parece que tudo está em silêncio, não desanime: é justamente nesse momento que Deus está agindo, preparando algo lindo que você ainda não consegue ver.
A vida é feita de estações. Há dias de sol pleno, onde tudo parece encaixar-se como um abraço perfeito. Nessas manhãs de céu azul, é fácil sorrir e sentir-se amado. A caminhada é leve, o fardo é quase imperceptível.
A fé mais profunda não nasce quando tudo está bem. Ela nasce quando tudo parece perdido e, mesmo assim, o coração escolhe continuar confiando.
O vazio que ficou na casa parece o reflexo de dentro do peito. Mesmo igual, tudo mudou: até a densidade do ar da casa mudou e ficou mais pesada e sufocante. O mesmo chão que antes era sólido, às vezes parece movediço. Todos os nossos sonhos e risos deram lugar a um silêncio que antes acalmava e era apreciado, mas que agora virou ensurdecedor e confuso.
Quando o "nós" deu lugar ao "eu", o mundo – tanto interno quanto externo – mudou de forma. Parece que ficou mais difícil se entender e viver a partir de agora. O ambiente ficou mais amedrontador e traiçoeiro. Será que tudo que a gente viveu não era real?
Esse fim gentil parece pior e mais difícil de suportar, pois eu não tenho nenhum sentimento ruim para me apegar. Eu não consigo desejar o mal, não guardo nenhum rancor, apenas ressentimento. Como se segue a partir disso, sem nada? Como se supera ou se convive com essa loucura? Juro, eu achava que fosse mais fácil...
A estrutura do espaço, dos planos, a forma de se enxergar: sem a presença dela, perderam a cor, o sabor, o cheiro. O que antes era lar virou um espelho. E ficar cara a cara só contigo mesmo, com as lembranças, com o que poderia ter sido, é muito doloroso.
Será que nomear o sentimento reduzirá um dia o poder que ele tem sobre mim? Será que criar novos rituais me ajudará a reencontrar o "nós"? Ou, mesmo vivo, ele foi embora para nunca mais voltar? Como achar a saída desse labirinto? Existe alguma lente para me localizar no eco da ausência?
