Nem sei quem sou

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Cinquenta invernos de estranheza... Três semanas de lugar... O enigma virou clareza: Sou o que vimdecifrar. 🌻

"Sou igual ao tempo: inevitável, intocável, inesquecível. Tente experimentar!"
Frase Minha 0026, Criada no Ano 2006


USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

"Sou mais ou menos como está naquele poema do Poetinha: 'Adoro Rostinhos Bonitos... As Outras que me desculpem!'"


TextoMeu 1263
👱🧏🙆

"Não que eu seja religioso (pois não sou) mas, aos meus 14 Anos de idade, eu já lia os 'Catecismos' com certa regularidade. Os 'Catecismos', do Carlos. Carlos Zéfiro!"
TextoMeu 1383

Ante sua majestosa inteligência, um ser falido sou, minha inquietude e angústia são a soma da sua "onipresença", que na dualidade, acalma minha Alma.

Todos sabem que sou professor de arte marcial, mas poucos compreendem que palavras ditas de coração para coração transcende o poder da luta.

Não sou um senhor de idade que conservou o coração menino. Sou um menino cujo envelope se gastou.

António Lobo Antunes
Livro de crónicas. Alfragide: Dom Quixote, 1998.

Nota: Trecho do conto A velhice.

...Mais

Existe uma linha tênue entre amar e se perder.
Se eu amo, amo pela forma que sou tratada ou pela forma na qual me desprendi de mim mesma para me entregar a esse amor?
Será que o amor que sentem por mim e pelo meu amor ou a falsa ilusão de quem posso ou não ser?
Amar é projeção, espelhamento.
Eu amo o que me vejo ou amo como me veem?

⁠Não Preciso Ser Amada Pelo Mundo Pois Sou Amada Por Deus.

⁠⁠⁠ BLACK WHITE

Não sou preto?
Puro sangue negro.
Saído aos jorros, Afro-Nau
Não sou negro!
De mãos pretas, de cútis.
Só na parcimônia e morna...
Encontrei minhas origens
Nos meus carapinhos,
No meu verbo,
Meu paladar,
Meu palato...
Sou negro!
Nos traços,
No laço,
No rastro.
Possuímos todos
A mesma cor
Os mesmos sonhos
E diferentes destinos
Negro.
No verso e reverso,
Nas verdades e mentiras
Do discurso formal

"Louco!
Loucos são esses loucos que pensam que eu sou louco!
Louco por ter a maior sorte do mundo em ser louco

Louco não é gênio e nem todos gênios estão loucos
Louco por fazer loucuras não significar ser louco
Louco por contagiar minha coragem de ser louco
Louco por reagir a uma sociedade decadente e doente de louco
Louco por não seguir padrões sociais vista como louco
Louco por não deixar de ser quem sou, louco
Louco, pode-me chamar que ficarei alegre em ser louco
Louco por gostar de mim e ser egoísta louco
Louco por sonhar acordado, então pode-me chamar de louco
Louco pelo prazer da loucura, então prefiro ser louco
Louco por sonhar acordado e criar a minha realidade de louco
Louco é ter a liberdade de ser louco e não ser um estranho no ninho dos loucos.
Louco por tentar adquirir capacidade de ser normal, gênio ou louco."
(Bichara, R. G.)

O que eu sou?!?!?!


Sou a única estrela de um céu estrelado que não brilhou...
Sou a única flor de um jardim florido que murchou...
Sou a única palavra de um poema que não rimou...


Sou a mulher que nunca beijou...
O homem que nunca amou...
A esposa que nunca engravidou...
O sonho que não se realizou...


O que eu sou????


Sou o único erro em uma centena de acertos...
Sou o único idoso que dançou...
A única gestante que rebolou...
A esperança que restou...


Sou o único defeito, o único erro...
O que estragou — é o que sou...


Sou a poesia não terminada...
A fantasia não realizada...
A matéria que não passei...
A roupa que não usei...
A louça que não lavei...
A planta que não plantei...


De tudo...
Sou o que não sei...


Não é desabafo, nem depressão...
É como nos veem...
É a nossa impressão...
Somos o lado ruim da questão...


O que fazemos de bom, de perfeito — ninguém vê...


Vamos olhar o céu estrelado...
Vamos agradecer pelo jardim florido...
Pelo que no poema foi dito...


Temos que aprender a falar de coisas boas,
A elogiar,
A dizer o quanto amamos...


Que tipo de pessoa só enxerga a perfeição?
Que diminui o outro por puro prazer?!
E não pelo tanto que cada um tem a oferecer...?!


Sou mais que a estrela que não brilhou...
Sou mais do que a flor que murchou...
Sou mais... sou mais...


E sei o meu valor.

Da minha história a protagonista sou eu ... E você, escolha seu papel.

O inferno é aqui

O inferno me aguarda
Sou filha de Lucifer
Escuto seu chamado
Enquanto espero a minha hora

Faço das palavras meu destino
E vou arcar com elas
Nas rimas de meus anseios
Me perco em devaneios

Exaltar o criador
Deveria ser meu tema
Mas quando ele me ceifa vidas
Exalo minhas mágoas

Se vai me fazer pagar
Que o faça comigo
Deixa em paz os que me cercam
E o idealizam

A paciência me falta
A sanidade foi embora
Me resta a revolta
E as lamúrias em meus ouvidos

O céu é só figurado
Azul e sem limites
O inferno é aqui
E para onde um dia eu vou

(Nane-13/11/23014)

"Fé é ouvir Deus. Crer é comportar-se com o que eu ouvir dEle.
Fé é Deus falando. Crer sou eu falando."

—By Coelhinha

Sou feliz apenas por existir, e se fosse julgado, seria absolvido por excesso de amor à vida

Antes queria muito, hoje sou feliz apenas por existir.

Eu sou a regra. Você foi o erro. E ainda me assombra como, mesmo sabendo disso, aceitei a exceção.

PÁGINA VIRADA

Sou alma que vaga sozinha na noite
vejo o dia que reflete na tua lágrima
que albumina…
procurando o corpo que deixei…
nessa tua ânsia que me plasma
Nas sombras fugazes de sonhos
mortos que reavivam nessa luz
que mortiça teu olhar nublado…
Sou sol na nascente que acorda
e que causa o teu cansaço…
nas lembranças borradas de
nuvens densas de mormaço…
Sou o pensamento que te faz
chorar e também sorrir…
Sou a boneca de pano feita
de estrelas e costurada com o
filete de luz da lua cheia…
sou o que tu escreve com os
pedacinhos de giz…
flutuando nas cordas vocais
gárrulos de riso solto numa
vida que contigo fui feliz…
sou a luz que transcende
no escuro de tua alma!
vulto lúrido que esvoaça…
sou a tua alegria fechada
nessa vida que teimas em
dizer que é página virada…

ECO DO ABISMO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

Eu sou lançado ao mundo sem essência
Sou um grito sem resposta no clarão das horas
A realidade crua arde em meus olhos
E a luz que se derrama não me cede consolo
O universo não me prometeu sentido
Eu o encontro em cada passo que escolho
E cada escolha desgarra o eu de outrora
Até que nada fique além do meu próprio ser
Sou livre como a pedra que se quebra
Sou mais livre ainda como o vento que não encontra forma
E essa urgência de escolher devora minhas certezas
Não há desculpa nem refúgio
Nada antecipa a minha decisão
Nada transforma o vazio em abrigo
Aqui estou
Respirando a dúvida
Vestindo a solidão como veste o medo
E apenas no tremor de existir
Encontro o preço de minha liberdade
Que a angústia seja a lâmina que me forja
Que a liberdade seja o aço que não se dobra
Pois não há outro que escolha por mim
E sou eu — sempre eu —
Neste mundo que ecoa meu nome sem eco — sem fim.