Nem sei quem sou
Só sei de uma coisa, sinceramente, meu coração é demasiadamente pequeno para guardar raiva, ódio e magoas de alguém, por isto frente ao primeiro momento, logo perdoo. Meus desafetos, que têm corações grandes e memórias de elefantes, que guardem os deles porque eu que tenho memória de formiga, confesso, já esqueci.
Mãe e manas,
Sempre que me veem cruzar aquela porta e partir para o terreno, sei que olham para a farda, para a postura e para o dever. Mas o que eu queria que soubessem — e que as palavras raramente me deixam dizer — é que, em cada despedida, eu assino um contrato com o destino, escrito com o sangue do meu próprio medo.
Eu aceito ser o escudo das famílias moçambicanas que nunca vi. Aceito colocar o meu peito na frente de desconhecidos e dos meus irmãos de farda, acreditando piamente numa promessa silenciosa: eu cuido dos deles hoje, para que, se amanhã a terra me reclamar, eles cuidem de vocês por mim.
Cada vez que volto para casa e me fecho no silêncio, não é frieza. É cansaço de carregar o peso de um mundo que insiste em arder. Eu guardo o horror nos meus olhos para que ele não contamine os vossos. Escondo o perigo em "depósitos de honra" porque o meu maior sonho é que vocês vivam numa Moçambique tão segura, que cheguem a acreditar que o mal é apenas uma ficção.
O meu silêncio é o muro que eu construo à volta da nossa casa.
Se por vezes pareço distante, é porque estou a tentar apagar as chamas que vi lá fora para que elas não cheguem ao nosso jardim. Prefiro que me achem frio, prefiro que reclamem da minha ausência, do que ver o brilho do medo nos vossos olhos.
Porque, no fim do dia, a minha vida não me pertence. Ela é o preço que eu pago para que vocês nunca precisem de descobrir quão escuro o mundo pode ser.
Amo-vos mais do que o dever, mas é por vos amar que o dever é a minha única escolha
A natureza é o meu relógio biológico, e as suas criaturas são os meus alarmes.
Sei exatamente a hora em que cada pássaro canta e quando cada bicho se manifesta. O meu maior medo não é o barulho da selva, mas o silêncio repentino. Quando a mata se cala, o meu coração dispara. O silêncio dos animais é o aviso de que um corpo estranho — uma sombra que não pertence a este reino — caminha entre as árvores.
Nesses momentos, seguro a arma, mas é a vossa lembrança que me segura an alma. Estou aqui, no meio do nada, a ler o segredo dos ventos e dos bichos, apenas para que a paz que vocês sentem ao deitar nunca seja interrompida.
Estou longe, mas nunca estive tão presente na defesa do vosso sorriso.
Desejo coisas que sei perfeitamente que jamais terei, mas as amo e desejo porquê também sei que posso decepcionar minhas certezas e conquista-las.
Te confesso que não sei ignorar;
São tantas coisas para amar;
Mas sabe, deixa eu te falar:
Ela brilha sorrindo ...
Se você soubesse o que eu sei,
e penso ao seu respeito,
Entenderia meu silêncio diante da sua latumia.
Noite de 359.160 Horas
Hoje minha noite foi longa,
Nem sei bem como explicar,
Parecia que o tempo inteiro
Resolveu acelerar.
Arrisco dizer sem medo,
Pra ninguém duvidar agora:
Minha noite teve o peso
De 359.160 horas.
Horas cheias de lembranças,
De carinho e gratidão,
De pensamentos correndo
Disparados pelo coração.
Buscando qualquer maneira,
Mesmo sem arte ou teoria,
De dizer o quanto me orgulho
De ser sobrinho da minha tia.
Não sou poeta famoso,
Nem artista de profissão,
Mas quando o sentimento fala
A palavra acha direção.
Hoje escrevo o que grita
Dentro do peito, sem demora:
Um amor cheio de orgulho
Que cresce a cada aurora.
Meu coração se derrama
Em palavras pelo caminho,
Misturando frases soltas
De carinho e com carinho.
Cheio de adjetivos vivos
E figuras de linguagem:
Metáfora que ilumina,
Comparação que anuncia,
Personificação que sente,
Ironia que desafia,
Antítese mostrando opostos,
Eufemismo que alivia,
Metonímia que representa,
Hipérbole que amplifica.
Porque ser ANDRADE, minha gente,
É carregar tradição:
É ter coragem no peito
E firmeza na decisão.
É ter força na batalha,
Cuidado no coração,
Dedicação no caminho
E fé como direção.
É ter voz mansa que acalma,
Mas firmeza na razão.
Por isso digo sem medo,
Com verdade que não se esconde,
Que sua presença, minha tia,
É luz que sempre responde.
E digo "hiperbolicamente",
Pra ninguém ter dúvida agora:
Eu e toda nossa família
Te amamos mais que 359.160 mil horas.
Assassinos da gramática...
....escrevo tudo sei ate não saber nada mais...
Não sei escrever apenas copio o que escreveu!
As palavras estão mortas....!
Somos cegos e analfabetos funcionais?
E alguém diz analfabeto político asas da liberdade esta em chamas...
Pois a declaração de pobreza intelectual sera superarada pelos momentos mortos...
Algoz atroz, mundo sem palavras ou fonemas...
Seria possível um percentual absurdo instante.
Voltaria num tempo da inocência...
As palavras era pequeno mundo numa mente vazia...
As chamas dos desenho rupestres elevam sonhos de futuro melhor.
Voto de cabresto ainda vemos as palavras tomarem formas.
Maldizer para o cantor que se perdeu no tempo.
A escuridão sem semântica se torna a deriva a que o abismo da palavras sejam instante de lágrimas de quem aprendeu a ler catando milhos..
A cópia ganha contraste de um abismo.
A máscara da inocência
Você acha que eu não sei.
Você acha que uma pessoa que prefere suportar afronta é tola.
Sim. Bem como aquelas que preferem dar a outra face.
Você acha que eu não sei.
Você acha que eu suporto e sou tola.
Sim. Te dou permissão para repetir e agredir de novo.
Você acha que eu não sei.
Você acha que eu não sei algo sobre este jogo.
Sim. Bem como aquelas que já participaram dele antes.
Entretanto,
parece que:
Você não sabe que eu sei.
Você não sabe que eu sei que: aquela que não joga não pode perder.
Sim. Bem como aquela que sabe e finge não saber.
Reflexões. Uma literatura real (I-VIII)
II.
Mas, bem sei eu que não iria conseguir mesmo.
Não se tentasse com mesma pessoa, ambiente e circunstância: que dão o mesmo resultado. E semelhança entre eles cabe um resultado semelhante.
Enfim.
Voltando ao ponto onde queria chegar:
Cada pessoa é a protagonista de si mesmo.
Imagine que você se identifica nesta mais com Léia, porque talvez seja irmã mais velha e passou por algo parecido na infância.
Mas agora imagine, pelo menos tente, e se você tivesse nascido Jeoaquim?
Como se sentiria?
Seria aquilo que já estimado dele, ou faria diferente, e tentaria criar sua própria história?
Hoje eu sei que o meu ontem poderia ser modificado, mas sei também que hoje preciso modificar o meu amanhã para não ter dúvidas de meus erros de hoje.
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