Nem Sabes Chegaste quando eu te Sonhava Poema
Sou teu e serei teu, não por querer que tu te aposses de mim, como te apossaste de algo que tu possas ter.
Quero ser teu porque o meu eu se reflete no teu eu e se completa como sendo um só eu.
Um só nós... Um só eu, todo nosso.
O QUE EU QUERO...
Eu quis ser faminto
E fiquei sem comer por alguns dias.
Eu quis ter dinheiro
E fiquei trabalhando por alguns meses.
Eu quis ser músico
E fiquei tocado violão por algum tempo.
Agora
Eu quero ser o que sou.
Eu sou o que sou
E agora eu quero comer
Eu sou o que sou
E agora eu quero ficar sem trabalhar.
Eu sou o que sou
E agora eu quero ser músico, pintor,poeta, escritor
Enfim um artista em seu total esplendor.
Porém...
Eu quis ser glutão
E fiquei com alguns quilos a mais.
Eu quis ser vagabundo
E fiquei sem o dinheiro para o pão.
Eu quis ser artista
Me aventurando coo músico, pintor, poeta, escritor
E fiquei sendo uma grande piada.
E agora ...
EU NÃO QUERO MAIS NADA.
Quando eu morrer não quero flores
não quero lágrimas
não quero nem saber se alguém foi ao meu funeral
quando eu morrer nada mais importará para mim
afinal não levarei nada
mas deixarei tudo ao mundo
tudo que fui e tudo que fiz
e mesmo depois de minha morte o mundo sentirá as consequências de meus atos
então não me preocuparei com minha morte
me preocuparei com minha vida e com o mundo
quem eu sou e o que eu faço
porém pode nada disso fazer sentido
pode ser tudo isso em vão
a existência pode até ser uma farsa
mas quando eu morrer quero ter feito minha vida ter valido a pena e que meus atos mesmo depois de morto alegrem a vida de outras pessoas!
quando eu morrer estarei morto mas continuarei neste mundo...
Nosso Jardim é um cemitério clandestino,
Somos dois lírios sem comunhão, fora do ninho.
Se bem quis assim o irrefutável Jardineiro,
Resta-nos chorar o que soa trágico: nosso destino!
Lamentos maiores guardaremos aos dias que virão...
“O universo só foi criado porque imperava o tédio!
O big-bang foi a suma endorfina dos deuses,
A brisa epifânica dos gênios!
Quando disseram “Faça-se a luz” ,
Em verdade estavam dizendo,
-Um brinde aos mais criativos, aos mestres boêmios!”
A sociedade do ópio, e ela não esconde de ninguém,
Já perdeu a razão, a educação e o espontâneo decoro.
Vai consumindo sua droga,
Quem lhe dá apoio é a sua droga,
Quem apóia se encontra ainda mais drogado.
Este é seu circulo vicioso.
Abundam sanidades e normais neste mundóide,
O biltre que governa e o boçal que abençoa,
Chegaram ao poder pela sensatez e o horrendo juízo de valor,
Que sinistra sandice! É por isso que vivemos num mundóide!
São homens bêbados, mas não de vinho.
O amor está na televisão, desligue-a.
O amor está no papel, rasgue-o.
Há casamentos demais para poucos padres,
Divórcios demais para enriquecer advogados.
Há lágrimas demais para apenas dois olhos;
Sentimento sem gracejo.
Muito amor para pouca compaixão
Na hora do esquartejo.
Entre uma dose e outra,
Fomos capazes de decidir sobre nossas vidas,
Ficou decidido que, acima de nós,
Apenas existiriam as grandes estrelas estupendas,
E abaixo, somente os erros e os cansaços,
Não menos estupendos.
A celebridade no holofote azedo da caridade
Apenas ofusca o que já está devastado.
Que a loira caridosa saia da capa da revista,
Sejam menos sádicos e mais complacentes com a pobreza!
As regras na crase, tão meticulosas e cruéis,
Jamais resolveram o problema do analfabetismo.
Tudo continua grave!
Grave rima com crase, isso jaze!
Todo bafafá lingüístico é um tremendo entrave!
Liberdade aos que agora estão livres,
Eles estão, mas não são livres!
Aos que se sentem seguros e salvos na obscura estrada.
Estes desconhecem a saída!
Pobres arruinados, não conheceram sequer a entrada!
Liberdade aos que pechincham a morte,
Desprezando o valor cristalino que traz a vida.
O padre vive de seu casamento celestial,
Aquele que se casou com ele também,
Juntos, não se beijam, não se tocam, não se amam.
Apenas vivem na infalível e eterna crise espiritual.
"Quando quero ficar ao seu lado mesmo não tendo nada a dizer, esse sentimento eu chamo de bem querer"
Hoje acordei pensando em você, lembrei daquela noite que passamos juntos, que não consegui dormir, com VOCÊ do meu lado. Que noite foi aquela, que não sai da minha cabeça? Passo o tempo todo pensando em você.
Ficar longe de você é uma faca em meu coração
Me faz ir de encontro ao chão
Talvez amar seja isso
Morrer e continuar vivendo
Se machucar e se acostumar com a dor
Perder e Buscar vencer
Amo a minha liberdade
Amo minha exatidão
Mesmo que por causa dela
Eu não seja nada exato, de fato.
Amo minha liberdade
quase quão igual minha solidão.
É que eu não sinto
a necessidade de mendigar paixão
amor ou de escrever um refrão, não.
Completo-me com a linha
Observando a imensidão.
Eu, a poesia e o cerrado
Com os cascalhos do cerrado
e as saudades em entrelinhas
eu alicercei o meu versado
em sulcadas poesias minhas
e no horizonte além
deixei os meus sonhos
junto ao entardecer, porém,
não foram olhares tristonhos
nem sei bem se eram fados
ou lamentos do árido viver
só sei que eram suspiros calados
mas nas trovas tinha o querer
tinha poemas alados
tinha eu, tinha zelo, tinha o crer...
(também, tinha
o poeta mineiro do cerrado
em versos apaixonados.)
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
maio, 2016 – Cerrado goiano
De repente eu abri os olhos e todas as coisas mundanas e universais
Começaram a olhar pra mim e me disseram:
Hei, fala sobre mim, escreve sobre min.
De repente eu não sou humano e sim um maquinário da arte
De repente eu sou prepotente e orgulhoso, mas de repente não
Então comecei a escrever um monte de bobagens
Pra quem sabe alguém algum dia chame de arte.
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