Nem Sabes Chegaste quando eu te Sonhava Poema
O AMOR, QUANDO ELE CHEGA
I
O amor, quando ele chega,
altera o tempo e o clima,
transforma a rota do vento,
desloca o eixo da Terra
e o hemisfério se inclina.
II
O amor, quando ele chega,
organiza o caos infindo,
desmantela o imponderável,
rasga as vestes da razão,
e o que antes era utópico,
nas cordas do coração,
desamarra o improvável.
III
O amor, quando ele chega,
desperta o desconhecido,
faz oscilar estações
pra confundir os sentidos.
IV
E, nessa linha de sombra,
respira uma verdade fatal:
o amor, quando ele chega,
nos expõe à vil tragédia
que não raro é seu final.
Tudo o que amei, amei sozinho. A solidão é o estado original da alma quando ela não negocia consigo mesma. É nesse espaço sem plateia que o amor existe inteiro, sem função, sem utilidade, sem promessa. Só somos nós quando estamos sós. O resto é adaptação ao olhar alheio, ruído social, sobrevivência simbólica.
Sou um completo desconhecido para os outros. O que chega até eles são fragmentos, gestos toleráveis, versões aceitáveis. O essencial não atravessa. A identidade real não circula, não se presta, não se oferece. Ela permanece recolhida, densa, silenciosa. A alma humana não se deixa tocar sem perder forma.
Minha canção nasce no silêncio. No silêncio onde se cria o absurdo. Onde o impossível se organiza. Onde a palavra não explica, apenas existe. No silêncio onde se esconde o medo. O silêncio sustenta aquilo que não pede tradução, aquilo que não aceita clareza.
Essa é a autópsia da alma humana. Amar sozinho. Pensar sozinho. Existir sem testemunha. Permanecer inteiro longe da compreensão. O que importa não se anuncia. Não se justifica. Não se resolve. Fica. Em silêncio.
Quando o amor encontra seu lar, ali permanece, não por inércia, mas por escolha. Ele se acomoda nos gestos mínimos, na repetição dos dias, no reconhecimento silencioso de um no outro. Ficar não é fraqueza, é decisão cotidiana. O amor cria raízes, aprende o ritmo da casa, conhece seus ruídos, suas sombras e suas promessas.
O vento não chega de uma vez. Ele começa como estagnação, como descuido quase imperceptível, como a falsa segurança de que tudo está garantido. É a falta de escuta, a ausência de curiosidade pelo outro, o adiamento constante do cuidado. O vento é o silêncio que se prolonga, a palavra que deixa de ser dita, o toque que vira hábito sem presença.
A casa não cai por ódio, nem por grandes tragédias. Cai porque deixa de ser habitada por dentro. O vento apenas revela o que já estava frágil. O amor não acaba quando o vento sopra; ele se desfaz quando ninguém mais sustenta as paredes.
Quando a vela apagou,
não foi só a chama que sumiu.
Foi tudo que dependia dela,
inclusive o pouco de clareza
DeBrunoParaCarla
As bocas falam sem parar,
mesmo quando deveriam calar.
E no excesso de vozes,
a verdade se perde fácil
DeBrunoParaCarla
A saudade é o imposto que pagamos por vivermos algo extraordinário. Mesmo quando a separação é breve, sinto um deslocamento, como se uma parte essencial de mim tivesse ficado na tua mala. O meu lado inquieto conta os segundos, enquanto o meu lado paciente revisita as memórias para manter o teu calor por perto. A saudade, contigo, é uma ferida que eu não quero que cure, pois ela prova que o que temos é insubstituível.
DeBrunoParaCarla
As vozes chegam antes do pensamento,
confundem, misturam, distorcem.
E quando você tenta entender,
já não sabe mais o que é seu.
DeBrunoParaCarla
Não foi de repente, foi aos poucos,
como quem aprende a sumir devagar. Quando percebi, já era vazio, e eu ainda chamando por você.
DeBrunoParaCarla
Porque viver não é sobre nunca cair,
é sobre aprender a continuar…
mesmo quando a gente não entende o porquê. No fim, cada um de nós está lutando uma batalha silenciosa.
E talvez a maior dificuldade que todos temos seja fingir que está tudo bem,
quando, no fundo, a gente só queria um pouco de paz.
Tudo bem...
DeBrunoParaCarla
O toque é a fronteira onde as palavras finalmente se rendem. Quando a minha mão encontra a tua, acontece uma alquimia que nenhuma ciência saberia explicar. É o momento em que a minha proteção se torna carícia e o meu desejo se transforma em pertença. Carla, o teu toque tem o poder de silenciar todas as minhas dúvidas e de acordar todos os meus sentidos de uma só vez.
Há uma ternura imensa na forma como os meus dedos desenham o contorno do teu rosto. É o meu lado protetor a dizer-te que estás segura, que enquanto eu estiver aqui, o mundo lá fora não te pode tocar. Mas há também uma vibração diferente quando os nossos corpos se aproximam, uma eletricidade que revela que a nossa ligação é feita de uma matéria muito mais densa e intensa do que a simples amizade. É o reconhecimento de que fomos feitos para este encaixe, para esta proximidade que faz o tempo parar.
Tocar-te é como ler um livro escrito numa língua que só eu e tu entendemos. Cada ponto de contato é um parágrafo de uma história que estamos a escrever no presente, sem rascunhos. É a minha entrega total, de Bruno para ti, mostrando que o meu corpo, tal como a minha alma, já não sabe viver sem o rasto da tua presença.
DeBrunoParaCarla
Estar perto não é só divisão de espaço, é fusão de alma. Quando a gente se encosta, o mundo lá fora silencia e o nós vira a única verdade que importa. É o calor da tua pele confirmando que, aconteça o que acontecer, nosso lugar seguro é esse aqui: um no outro, sem frestas.
DeBrunoParaCarla
É quando a gente já não sabe onde um termina e o outro começa. É o meu passo seguindo o teu ritmo, o teu suspiro completando o meu silêncio. Uma simbiose que não se explica, só se vive, como se nossas histórias tivessem sido escritas na mesma folha, com a mesma tinta.
DeBrunoParaCarla
As minhas mãos têm memória própria quando se trata de ti. Elas conhecem cada centímetro da tua pele, cada arrepio e cada entrega. Para o meu anjo, as mãos são instrumentos de cura e amparo. Para o meu demónio, são ferramentas de conquista e posse. No encontro com o teu corpo, elas fundem-se: tornam-se o abraço que protege e o toque que incendeia. É uma conversa sem som, onde a minha pele diz à tua tudo o que o dicionário ainda não inventou.
DeBrunoParaCarla
A tua falta não é um vazio, Carla; é uma presença constante e pesada. Mesmo quando não estás fisicamente na sala, o eco da tua risada e o rasto do teu perfume ocupam todos os cantos. O meu lado que busca o equilíbrio tenta convencer-me de que a saudade é apenas uma prova de afeto, uma espera mansa. Mas o meu lado mais impaciente não aceita a distância. Para ele, cada minuto longe de ti é um desperdício de existência. Aprendi a viver contigo dentro de mim, transformando a tua ausência num diálogo interno onde continuo a contar-te os meus segredos, esperando o momento em que os meus olhos possam, finalmente, descansar nos teus outra vez.
DeBrunoParaCarla
A vela se apagou quando a luz acabou,
como se uma dependesse da outra.
E no escuro que ficou depois,
ninguém soube acender de novo.
DeBrunoParaCarla
Boa noite chegou…mas tem coisas em mim que ainda não descansamprincipalmente quando é você que insiste em existir nos meus pensamentos.
DeBrunoParaCarla
Quando comecei a te amar percebi que o meu coração não me pertencia mais, e tudo bem.
DeBrunoParaCarla
E quando tudo isso passar,
quando o resto desaparecer,
vai sobrar só o que nunca dependeu de lógica…o que sempre foi nosso.
DeBrunoParaCarla
Não precisei de rimas prontas quando o meu coração já batia no ritmo do teu nome. Deixei o papel de lado para escrever nossa história em cada abraço, porque o amor de verdade não se explica, ele se transborda
DeBrunoParaCarla
- Relacionados
- Frases de quem sou eu para status que definem a sua versão
- Poemas que falam quem eu sou
- Poemas Quem Sou Eu
- Quem sou eu: textos prontos para refletir sobre a sua essência
- Poemas para o Dia dos Pais (versos de carinho e gratidão)
- Eu sou assim: frases que definem a minha essência
- Poema de Amor Verdadeiro
