Nem Sabes Chegaste quando eu te Sonhava Poema
O cancioneiro
Toca o som do cancioneiro de fortes ventos, de rota sem fim, o cancioneiro das folhas que rodam nos dias, molham em chuvas de lágrimas pra depois secar no brilho de sol, o cancioneiro da rota que não termina, que toca ininterrupto todos os acordes, todas as notas, com sua potencia, levanta folhas, poeira, apaga e acende o sol em dias e noites, o cancioneiro sublime e autodidata,os elementos, todos são desenhados nos papeis, em acordes, ritmados pela busca e fúria de sonhos, tocados, pelo instrumento, chamado vida.
A cortina que se abre
A nebulosidade é uma cortina,
como o acordar de um novo dia,
a desobstruir seus mistérios,
sendo esses de complexidade,
sendo esses de beleza,
suas emocionantes paisagens,
e seus vulcões de avareza,
é a cortina que se abre,
para os aventurantes do aqui e acolá,
carregando suas malas de futura experiência,
colecionando suas malas de momentos de passado,
o presente é a cortina de névoa,
que se abre e revela,
com seus mistérios e surpresas,
e a bagagem,
são experiências de vivências,
quando a gente abre a cortina,
a luz aflora,
quando a gente abre o coração,
o amor aflora,
quando a gente abre a mente,
a natureza aflora,
tudo no seu tempo,
cada um no seu momento.
A tela
Seria uma tinta no meio de tantas cores
Cores que vão se misturando
Pegando formas diante tantos esboços
Tantas tentativas até se chegar em alguma forma
Telas em branco, telas rabiscadas
Telas borradas
Inspirações tentadas
Frustradas e conquistadas
Tudo tem emoção
O tempo traz as misturas
Dos inumeros pigmentos
Até culminar em arte bruta
A arte de viver
Na tela da vida
Sambando na chuva da noite (versão 3)
Quero estar com você,
enquanto os trovões iluminam o céu,
numa noite de espetáculo de pirotecnia natural,
parecemos dois patos perdidos,
ornamentados pulando entre as poças,
vamos nos jogar na chuva,
molhar nossas cabeças,
esquecer nossas diferenças,
nossas manias,
nossas competições do dia-a-dia,
quero estar com você,
juntando nossas penas cheias de cores e ideais,
nossos dissabores do cotidiano,
nossas desavenças aqui morrem afogadas,
vamos nos jogar na chuva,
e molhar nossa consciência,
batizar nossas idéias,
esquecer nossas bobeiras,
e acender a magia do carnaval,
somos apenas dois palhaços notívagos de luar,
desligados dos barulhos do mundo,
vivendo nosso inquietante samba de romance,
até o sol raiar.
O eremita
Era uma homem com visões pequenas
Num mundo gigante de possibilidades
Era um homem como um grão de areia
Na imensidão do deserto desconhecido
Era uma homem que não achava graça
Nas pequenas formigas
Caminhantes com folhas pesadas
Quando por fim decidiu sair da casa
Em volta da imponente ilha de Manhattan
Pra cruzar a América até o Panamá
Uma vida de eremita foi desbravar
Do frio do Norte aos dias quentes do sul
A floresta Amazônica o fez notar
Que as paredes do mundo são coloridas
E os céus são infinitos
Era um homem que cruzou
O Atlântico até a África
Descobriu um declive no chão
Cheio de canais
Que transportavam fios
Como veias que bombeavam
Sangue na água
Desembocou num gigante coração dourado Foi por terra acompanhar as pegadas
O pedaço do coração havia migrado
Tornando-se castelos, filosofia e arte
Era um homem eremita
Que cruza o Atlântico
De volta para a América do Norte
Ao observar as formigas
Não estavam mais pequenas
Ao observas as quatro paredes
Não eram mais fechadas e duras
Os sabores da natureza
Se o caos trouxer sabedoria para amar
Posso me jogar no campo de café
Abençoado com as chuvas das lágrimas dos anjos
Orquestrado com o ruído dos bichos
O sol arde imenso como um coração suspenso
A decretar os dias de cor de leite
E as noites da cor do café
Feitos um para o outro
Como bons sonhos viciantes de cafeína
A regenerar da exaustão do cansaço
Se o caos trouxer sabedoria para amar
Posso me jogar nos jardins do amanhã
A natureza é sábia no final
Meus rancores podem soar egoístas
Meus desafios podem me tornar otimista
A me tirar do centro do umbigo
A tremer o chão e reciclar o céu
Vem uma safra após a outra
Vem um sonho após o outro
Vem um dia após o outro
Se a vida trouxer sabedoria pra apreciar
Vou me ajoelhar e ovacionar
Suas cores, seu caos
Sua beleza, sua grandeza
Sentir seus aromas
Agradecer a paisagem
E gozar do seu tempo
Os sabores da natureza
Quarto escuro
As paredes perderam suas vozes
As janelas perderam suas luzes
Os dias perderam suas cores
Tornou-se um inverno aqui dentro
Tudo tá tão escuro e frio lá fora
A casa reflete os ecos da quarentena
O quarto tá vazio como uma sentença
Lá fora tá escuro, e vejo o reflexo das estrelas
Lá fora tá deserto, e sinto a distância das certezas
O quarto tornou-se um cubo
Vou fazê-lo um santuário de reza
Pra me conectar no meu refugio
Vou acender a minha vela
Nem mais, nem quais, vou me aquietar
Pra voz de dentro assim soprar
Os anseios, as perguntas, responder
O que nada pode garantir a não ser o poder de crer
A fé me guia com todo seu poder de oração
O quarto escuro tornou-se o lugar de iluminação.
A travessia
A vida vai te levando,
Experiente na sua jornada,
Com os olhos vibrantes,
Das corujas da noite,
e das águias do dia,
Por cima flutuam num longo tapete de sonhos,
E eu no meu carro pelas lombadas,
A sinalizar o chão de concreto,
Seja como for, será o condutor,
Por onde passar, terá sempre alguma coisa a vivenciar,
Na vida de estrada, no carro de sua alma,
Nas travessas de obstáculos,
De caminhos de escolhas,
Buracos imprevistos,
Atalhos cruzados,
Trilhas inesperadas,
Alguns passarão a fazer um drama,
Outros passaram a fazer a viagem eloquente,
Todos percorrerão,
Seja como for,
Será seu condutor,
Da travessia.
Efígie
Foi-se como um sonho,
Devaneio de prazeres proibidos,
Deusa foragida do paraíso,
Flecha que acertou o mais destemido,
Desbravador de Quimera e Basilisco,
Um lobo temido,
Que sucumbiu nas graças,
De uma predileção,
Agora resta os encantos,
Na caligem das guerras,
Na esbórnia dos lambareiros,
O cavalheiro tornou-se assisado,
De coração ameno e ponderado,
Aflorado de talentos adormecidos,
Um fabro mudado,
Sua obra aos poucos foi-se talhada,
Dotada de formas delicadas,
Fruto de paixão e inspiração,
Efígie que sobreviverá aos tempos,
Viverá aos atentos,
Encantados por seus condões,
Que embeleza, gera e transforma.
CANTIGA DO BANJO
Não faça drama, faça um chá quente com biscoitos, e me leve na cama. Esqueça essa covardia, me beija e usa essa cinta-liga. Quem sabe a vida seja curta e logo acabe, vamos lá, com teus beijos minha boca cale. Não temos mais tempo para viver de promessa, vem hoje mesmo, e esse coração me entrega. E no futuro, assim me disse um anjo, cantarão nossa história de amor tocando um banjo.
A ESPERA
Ouvem-se passos de alguém que nunca chega. Onde estará?
O vento começa a soprar ao leste, e encontra o oceano a oeste apenas depois de cruzar por montanhas e vales sem fim. É nesse longo caminho que o vento sopra por entre os cabelos da jovem, faz levantar o cachecol do idoso, leva para longe as folhas do outono.
O vento adquire experiência, aprende a conhecer os caminhos do mundo, viaja com os pássaros, vira brisa, tempestade e furacão. O vento torna-se verdadeiramente livre.
Ao fim, quando a longa jornada parece querer fazê-lo desistir, eis que o oceano aparece, imenso, majestoso e sem fim. Ar e água juntam-se em um só. Ondas começam a arrebentar na praia. Os passos silenciaram-se. Tudo agora é bonança.
A espera acabou.
Sentaria na calçada com você,
para admirar as estrelas.
Mas você não entenderia a língua das estrelas,
e não toleraria ouvir-me te explicar.
é que ela não me pertence
me judia, não a descrevo
homem nenhum se atreveria
a torná-la a poesia
de amores em mentes outras
não me atrevo
a dá-la tão fácil assim
— nem a você
Avenida das Desilusões
Na avenida das desilusões
Correm todos sem parar
Tentando em vão escapar
O que causa outras tensões.
Ao longo desse caminho
Natural será algum espinho.
Por essa via tão evitada
Nem tudo é só derrota
Se descobre quem sabota
A rota até pode ser alterada.
Caso não haja impedimento
Devido o intenso movimento.
Na avenida das desilusões
Cabisbaixos seguem os devotos
Recordando com velhas fotos
A fé mantida em falhas previsões.
Aquilo que parece vir do além
Essa origem nem sempre tem.
Por essa via tão evitada
A decepção não é nada rara
Uma parte integrante e cara
Sendo instrumento na jornada.
São nessas amargas adversidades
A morada de inúmeras verdades.
No caminho dos desenganos
Salutares aqueles que evitarem
Maiores e irreversíveis danos.
O que for preciso saber
Que sabido o seja
Nem tudo será como se deseja.
O que for preciso saber
Que sabido o seja
Para que só a verdade nos reja.
Pela Essência
Pode existir um mundo diferente
Que só depende de cada um
Para descobrir em frente
No qual nenhum senso comum
É capaz de revelar
Mas onde é meu lugar.
Ontem chegaram mensagens suas
Já nem quis saber
Estou interessado por novas orbitas
Daquelas que intolerantes não podem compreender
Sem antes se libertarem
Das amarras em que crêem.
Vivi tanto tempo
Controlando o incontrolável
Que será improvável
Impedir tal momento.
Quando esse chegar
Nada irá me segurar.
Não ficarei aqui parado
Mantendo apenas a aparência,
Quero viver noutro estado
O da minha essência.
E caso achem errado
Lamento, não nesta consciência.
Agora, vou partir
Naquele disco colorido,
Ele sempre esteve ali
Esperando ser mais nítido.
Querendo ir me visitar
Uma nave virá
Basta você se libertar.
Querendo você também viverá
Uma existência real
Onde a sua essência prevalecerá.
Diversidade
Somos diferentes e iguais
Cada um com seus sonhos e ideais
Não importa a cor, o gênero ou a orientação
O que importa é o amor e o respeito
como direção.
Diversidade é a riqueza da vida
É a beleza de cada ser
É a harmonia de todas as vozes
É a melodia que nos faz crescer.
Não há certo ou errado
Só há pontos de vista
Não há melhor ou pior
Só há caminhos distintos.
Diversidade é a riqueza da vida
É a beleza de cada ser
É a harmonia de todas as vozes
É a melodia que nos faz crescer.
Vamos celebrar a diversidade
Vamos abraçar a diferença
Vamos aprender com a variedade
Vamos cantar com a esperança.
Diversidade é a riqueza da vida
É a beleza de cada ser
É a harmonia de todas as vozes
É a melodia que nos faz crescer.
Sem Justiça Não Há Paz
Não há paz sem justiça
Não há amor sem igualdade
Não há futuro sem esperança
Não há liberdade sem dignidade.
Somos todos filhos da mesma terra
Somos todos irmãos na mesma luta
Somos todos agentes da mesma mudança.
Vamos juntos levantar a nossa voz
Vamos juntos denunciar a opressão
Vamos juntos construir um mundo novo
Vamos juntos cantar uma nova canção.
Não há tempo para o silêncio
Não há espaço para a indiferença
Não há desculpa para a violência
Não há razão para a injustiça.
Somos todos testemunhas da mesma história
Somos todos protagonistas da mesma cena
Somos todos criadores da mesma obra.
Vamos juntos levantar a nossa voz
Vamos juntos denunciar a opressão
Vamos juntos construir um mundo novo
Vamos juntos cantar uma nova canção.
Não se deixe enganar pelo poder
Não se deixe calar pelo medo
Não se deixe comprar pelo dinheiro
Não se deixe dominar pelo sistema.
Vamos juntos levantar a nossa voz
Vamos juntos denunciar a opressão
Vamos juntos construir um mundo novo
Vamos juntos cantar uma nova canção.
Não há paz sem justiça
Não há amor sem
igualdade
Não há futuro sem esperança
Não há liberdade sem dignidade.
Antes Que Tudo Se Repita
Sempre repetindo os mesmos erros
Às vezes se enganando com falsos acertos
Nunca percebe que está indo pro abismo
E ainda se acha o dono do ritmo.
Você se ilude com promessas vazias
E se envolve em situações sombrias
Não escuta os conselhos de quem te quer bem
E depois se lamenta por não ter ninguém.
Sempre repetindo os mesmos erros
Às vezes se enganando com falsos acertos
Nunca percebe que está indo pro abismo
E ainda se acha o dono do ritmo.
Você desperdiça as oportunidades
E se fecha para as novidades
Não aprende com as lições da vida
E depois se arrepende por ter perdido a saída.
Sempre repetindo os mesmos erros
Às vezes se enganando com falsos acertos
Nunca percebe que está indo pro abismo
E ainda se acha o dono do ritmo.
Acumular erros não é obra de arte
Deixe de orgulho e os admita
Sem reclamar da sorte
Pare agora e reflita.
Aculumar erros não é obra de arte
Deixe de orgulho e os admita
Sem reclamar da sorte
Aprenda antes que tudo se repita.
O cambuci é uma fruta, agridoce.
Doce e ácida.
Vida boa aperriada.
A gente se acostuma com a dor.
Na esperança de dias melhores.
Dias, semanas, meses.
Anos...
Agridoces. Pouco doce...
Uma vida ácida.
Até o tipicamente bom, é ruim.
O cambuci pesa em média 55 gramas.
A vida pesa mais que um cambuci.
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