Nem Sabes Chegaste quando eu te Sonhava Poema

Cerca de 318881 frases e pensamentos: Nem Sabes Chegaste quando eu te Sonhava Poema

⁠Podem prender-me em algemas
Em grades ou podem amarrar meus pés
Mas meu conhecimento não!
Ah! Isso não!
É o meu escudo, minha proteção
Meu grito de guerra
Minha libertação!´

Trecho do poema: A cor do preconceito.
Livro: Súbito - a vida entre versos.

⁠No Processo
No processo há dor,
há medo que cala,
choro que inunda,
e luta que rala.
Vontade de ir embora,
sumir, desistir,
deitar no escuro
e parar de insistir.
Mas entre os espinhos
há mãos invisíveis,
tocando teu peito
com forças incríveis.
Mesmo quando o chão
parece ruir,
há graça do alto
pra te conduzir.
O amparo divino
não falha jamais,
Ele chega em silêncio,
mas traz muita paz.
Na hora mais dura,
no vale mais frio,
Deus sopra esperança
e traz o alívio.
Então não desista,
o céu te sustenta.
Cada lágrima rola,
mas a fé te aumenta.
Você não está só
na trilha a seguir:
há um Deus que te abraça
e te faz resistir.

“Poesia nas estações”

— Sou feita de PRIMAVERA, que
desabrocha a luz do luar
— Recorro à solidão para poetizar!
— Sonho poder congelar o tempo para resguardar e perpetuar o momento!
— Me encanto com jardins floridos, um convite ao colibri!
— Visto o melhor sorriso, e saio por aí,
a espalhar ternura, e assim
fechar brechas e fendas, do rancor e da amargura!

— Sou feita de VERÃO, raios de sol, à embelezar!… bronzear!… poetizar!…
— Feito a água do mar beijando areia
— Feito o frescor da brisa, numa
noite de lua cheia, embelezando o céu estrelado,
em um momento de ilusão,
penso até ter visto uma sereia!

— Sou feita de OUTONO, que enxerga a beleza na natureza, das folhas secas pairando no ar, que voam pra lá e pra cá,
acredito que elas são amantes dos poetas, e os seduzem a poetizar!

— Sou feita de INVERNO, a estação dos abraços prolongados!
— Do vento que assovia tinindo, pra todo (lado)
— Da chuva mansinha, da garoa fria que chega plácida.
— Quando o frio se põe entediante, poetizamos, para torná-lo interessante!

Rosely Meirelles

Martírio

— Insônia vem me visitar
— Saudade, me leva a passear
— pensamentos alçam voo, flutuam livremente
— Lembranças de um tempo que me fazia contente, difícil não recordar!

— Tem sentimentos que, estranhamente, maltratam a gente,
pegam pra judiar
— Chegam sorrateiros, nos fazem sofrer, nos pondo a padecer
— Sentimentos esses, que se agigantam, se instalam, enraízam, fica nos consumindo
— Nos surrando,
constantemente nos afligindo

Martírio!… Sofrer de saudade!
Relembrando de um tempo de ingenuidade!

Saudade! É como semear felicidade em terra árida, plantar e não colher
— Ter o coração sangrando e mesmo assim, sorrir, chorando!

— Essas lembranças, às vezes rompe uma cascata de lágrimas, que não dá pra estancar!

— Tenho aqui instalado na memória, guardados especiais, que não esqueço jamais
— Velhas histórias, ocultas em imagens tão reais.
— Hoje só resta recordar, de um tempo que ficou pra trás, e não vai mais voltar!

Rosely Meirelles
🌹

Decisão

- Dizei-me poeta,
Uma palavra
Mais bonita
Que avante?
- Doravante!
É mais
Que uma decisão,
Para seguir
Rumo ao futuro,
Trilhando os sonhos!
Além da utopia!…

Valter Bitencourt Júnior
Aprendiz: Poesias, frases, haicais e sonetos, 2021.

Renascimento

A beleza do vento
O vento que passa,
Que deixa o perfume,
E cura o ser por dentro
Como é gostoso o vento?
O vento que passa…
E, tudo inicia de novo.

Amor vagabundo

O seu corpo molhado
Banhado por cachoeira,
Sua pele macia
Entrelaçado a minha!
Laço árduo...
Corpo quente...
Beijos ardentes...
... Alma inspirada!
...
Aonde vai voando
Deixa-me lasso?

Alma

Entra em meu corpo ingênuo
O aroma da natureza
E bate uma serena guerra
Profundamente!
Entra em meu corpo singelo
Umas das grandes sensações
Divinas
Purificam a minha alma oculta,
E no final pergunto
O que é alma?
O ar me deixa sem respostas.

...

Sobrevoo na plenitude.

Valter Bitencourt Júnior
Toque de Acalanto: Poesias, 2017.

Desgraça alheia

O nariz corroído,
Os pulmões manchados
Por fatores poluentes;
Por fatores químicos,
Cérebro em tumores,
Enxaqueca, ilusão,
Esquizofrenia, delírio,
Ironia, overdose, alucinações,
Suor, tentativa de cura,
Abstinência… Dores,
Tormentos, internação,
E na saída nunca é o mesmo,
E na volta dos vícios
Um finado…

Mesmo que distante

Trilhar um longo percurso
Na busca da essência.
Vê-la distante, e acompanhá-la.
Assim… Querer-lhe perto

Em cada momento.
O desejo faz parte de quem
Tanto se quer, e quando
Se quer, vai na busca

Vou partir… – em sua busca,
Somente não sei qual destino tomar.
Não desistirei em momento algum.

Lá, em algum lugar a encontrarei
Para matar a minha sede
E a minha angústia.

Valter Bitencourt Júnior
Passagem: Poesias, 2017

Pegada

Meu peito é nada mais nada menos
Que um mar de ondas.
- Vai e vem pelas areias
Sem fim. Meninos pequenos

A construir castelos, e a criar
Em suas imaginações, dragões
E eu com a minha amada, a beijar
O tempo... E peixes por entre rufões

Águas marinhas a fazer o encanto,
Conchas a espalhar-se pelo chão,
E o vento a fazer do meu peito lamento

Minha amada partindo, vai paixão,
Nada posso dizer vai, deixando pranto
E assim acordei do sonho, presas no coração.

Injustiça

Vem em forma de bicho feroz,
Dirigido por um ser subordinado.
Por que devoras sonhos
realizados
Se a minha vida é o meu trabalho
Agora destruído?
Joga meus esforços
Por água abaixo,
Injustiça!
Nessa vida me sinto perdido,
A maré me sufoca,
Os pássaros me beliscam,
Os meus olhos já não brilham...
O que me resta,
O que me falta
Nesses duros e cansados dias?

Valter Bitencourt Júnior
Toque de Acalanto: Poesias, 2017.

Monólogo

Gostoso é o nosso
Expressar:
Íntimo, quente, prazeroso, suave...
Nos lastimáveis momentos
Subitamente nos afastaremos
Para não fustigar as flores
Para não romper as rosas...
Quero enfatizar o amor,
Fantasiar a nossa vida.
Rapidamente não te avisto
Bato-me com os dentes
Faz-me derreter os olhos,
Não conseguindo
Avistar beleza.
E faço a minha vida
Um monólogo
Sombrio sem respostas.

Valter Bitencourt Júnior
Toque de Acalanto: Poesias, 2017.

Sede

Quero uma poesia que penetre em minh’alma,
E me faça por entre lágrimas
Sentir o gosto do riso:
– Nada foi perdido!
Quero mais que uma poesia,
De amor, – não quero poesia
Sem lâmina, sem sabor,
Sem cheiro, sem sangue,
Sem o pulsar de coração,
Sem elementos de vida,
De esperança. (Quem sabe apenas
Um ponto – o silêncio,
Menos suspiro e reticência
– ataque fulminante).
Quero mais do que palavras,
Quero o abraço que faça-me
Perder o fôlego, me sentir ofegante.
Quero licença poética,
E quebrar a censura, e ser livre
Para poder mandar alguém
Para onde eu quiser,
E também ser mandado
Ao bel prazer.
Quero o “vá ser livre”,
E “vamos sermos livres juntos”
(E que a liberdade não nos separe),
Quero a vírgula fora do lugar,
Só para confundir
E ser confundido.
Quero poder falar na forma
Que eu quero e bem entender,
E dizer que a gramática
Não me contaminou
Por inteiro,
– Quero ser critico
Da minha própria pessoa!
Quero uma poesia
Que sinta a minha dor,
E chore comigo,
Como se hoje fosse
O último dia,
– Hoje já passou…
Amanhã quero um conhaque,
Um cigarro qualquer,
E uma mulher,
Que não viva me fazendo
Juras de amor,
E minta todos os dias
Me amar.
Quero sentir o perigo da rua,
Da curva da poesia,
E da amada.
Embriagado, quero
Mais que poesia,
Muito mais do que poesia.
– Hoje vamos nos divertir!
– Até chegar no espaço!
– Fecha os olhos.
– Esquece esse mundo.
Palavras soltas,
Sem dono,
Em busca de serem encontradas.

Valter Bitencourt Júnior
Você Pode: Antologia, 2018

Beleza

Mulheres que se apaixonam
Por flores,
É mulher
Que se semeia,
E nasce a cantar!
Mulheres de vários amores,
Mulheres sem se apaixonar!

Valter Bitencourt Júnior
Toque de Acalanto: Poesias, 2017.

Acontecimento da vida

Nunca vi
Nada tão escuro
Como hoje.
Talvez entrara
Em uma ilusão,
E os acontecimentos
Da vida
Ajudaram.

Valter Bitencourt Júnior
Toque de Acalanto: Poesias, 2017.

Fugirei dos seus braços
Ao perceber que, diante do gatilho,
Estou completamente perdido por você

(Trecho da poesia Fuga)

Valter Bitencourt Júnior
Toque de Acalanto: Poesias, 2017.

Fim da tarde, aquele frio no estômago,
Aquele sorriso do nada,
Sei que já irei vê-lo.
Fico muito lisonjeada.

Meu sentimento apaixonado...
O meu amor na minha frente .
Olho em seus olhos
Que me reflete alegremente.

Aquele abraço deleitoso
Onde o mundo para de girar...
Flutuamos livremente
E daí sabemos que o “amor está no ar”.

Ah... Querido, que contato afável.
Defronto-me com o sossego de minh’alma.
Quero isso por muitos anos. Dizer-te que te amo,
Ficarmos na paz e dissimular na tua calma

AMO-TE TANTO
Autora: Profª Lourdes Duarte

Dentro da eternidade e a cada instante,
Amo-te tanto, além do presente
Amor não se implora, não se pede...
Não se espera... Amor se sente e se prova.


Amo-te afim, de um calmo amor prestante
Amo-te e sou correspondida
Amor se vive calmo ou intensamente,
Sem cobranças e sem esperar algo em troca.


Amo-te sem saber como, nem quando, nem quanto,
Amo-te simplesmente, és meu grande e eterno amor
Meu humano coração com mais vaidade, te ama,
Amo-te como amigo e como amante.


Amo-te e preciso de ti meu amado, pra toda vida
Como a abelha precisa do néctar que vem da flor
Como a planta que floresce precisa do brilho do sol
E como a flor que acolhe a gota d’água serena.


Amo-te o bastante para ser feliz
Amo-te porque te amo e sou amada
Não preciso ser amante, para ser feliz,
És meu poema, meu mundo, meu amado.

"Verso do tempo"

⁠Fascinado com o olhar
tentado a imaginar
soberbo.
Bêbado entre a façanha da imaginação
lembro do quanto em vão as coisas são
gastar gestos com versos gelidos
passar o tempo com o violão na mão
não tão proibido então julgo
sobrevoar o vento a menos que brisa vasta
vinda da vida gasta de linhas perdidas
escrever a paixão valha
que o sentido em si não tem perdão
e o sentimento gasta a trepidação
do coração
atrapalha
ao contrário do rabisco
o final do verso que não rasgaste
contém a verdade
da parte que falaste:
amigo do segundo
o gosto do mundo
a mais que tu queiras
nada receias dizer.
A menos que tenhas paixão
ameno gagejas solidão
no menor empenho
o amor
está nas suas mãos.