Nem Cicatrizes Deixam
Sobre os troféus... São as cicatrizes de suas batalhas vencidas. Sobre armas... Espadas afiadas para travar outras lutas, mas sempre que pode ela vem desarmada, pois sabe entender as voltas e chances que o destino dá. Sobre os rancores... Ela tem o costume de não guardar desafetos no peito. Pelo contrário, joga todos eles aos ventos para esvaziar-se de tudo que é capaz de tirar-lhe o sossego, para então, servir-se de novos sabores. Sobre metades e pressas... Quadros mal pintados não preenchem as paredes de suas memórias, nem objetos descuidados, sem cores ou pouco interessantes enfeitam os espaços vazios. Sobre seguir em frente... Sempre planeja os passos seguintes, porque ela é do tipo que anda por caminhos sinuosos e arriscados, mas tendo a certeza de onde não deve pisar. Sobre precaução... Ela evita levar para dentro o que for dito por pessoas que destroem os sonhos e não deixa de ser quem realmente é para contentar quem não lhe contenta. Sobre intensidade... Sempre consegue viver o que rende histórias intensas e boas em tempos escassos e que, no entanto, valem por uma vida inteira. Sobre dúvidas... Ela não ignora que sabe pouco – e nem o pouco que sabe –, mas leva fé na convicção do que ela não quer. E sobre pertencimento a lugares ou pessoas, só há uma coisa a dizer: ela é toda dela.
As minhas cicatrizes não se mostram.
As visíveis, não me pertencem;
são dores que o tempo sentiu
e escolheu a mim, superfície,
lugar-sintonia de sua impressão.
Não tenho cicatrizes no corpo, você deixou marcas em minha mente... e se tornou inesquecível por isso!
Não critiques as minhas cicatrizes, pode ser que uma delas resultou daquela nobre acção quando estindi as mãos para te salvar e já não te lembras
Não preciso me indagar e nem relembrar o passado. Já carrego suas cicatrizes na minha pele, na minha mente, e principalmente, na minha alma.
👉🏼 A prudência não muda o destino, mas evita cicatrizes desnecessárias
"A prudência é a arte de enxergar antes; a prevenção, a virtude de agir com sabedoria. Juntas, não anulam o destino, mas iluminam os passos, poupando dores desnecessárias. Quem se antecipa ao erro não teme o futuro: encontra paz no presente."
Ajustes forçados, contemporizados... Cicatrizes disfarçadas por períodos de silêncio... Inúteis são os esforços para apagar a chama da liberdade que arde dentro de cada ser humano.
O tempo ocultará as feridas, mas as cicatrizes jamais desaparecerão, pois vivenciamos o drama da sua partida e a agonia da sua chegada. Nós os acolhemos, e depois os repudiamos. Perdoamos, nos cansamos, perdoamos e nos cansamos novamente. Mas, seja lá o que de mal vier a acontecer, nós sobreviveremos a eles, mas a pergunta é: até quando eles sobreviverão a si próprios?
"Seus desafios se transformaram em força, e suas cicatrizes, em asas. Voe sem medo, anjo, e jamais olhes para baixo. Lembre-se: cobras, hienas e hipopótamos... nunca poderão te alcançar. Brilhe com toda intensidade, mesmo no corredor da escuridão... seja deslumbrante, sempre."
O futuro é uma ilusão para tolos, eu sei… mas ainda assim me agarro a ele, enquanto as cicatrizes do passado me lembram, com crueldade, quem sou e quem nunca deixarei de ser.
Cicatrizes de um Poeta
Há momentos em que lembramos tudo o que vivemos —
lembranças cravadas como um punhal ou uma espada na memória,
trazendo histórias que insistem em não se apagar.
São vestígios de amores passados que, no tempo,
transformam-se em dores futuras,
numa metamorfose inevitável.
E desse turbilhão nasce o alimento do poeta.
As palavras, muitas vezes, são rabiscadas,
jogadas ao vento ou simplesmente ignoradas.
Mas com os sentimentos não é assim.
O coração, que pulsa no peito e nos mantém vivos,
é também um cofre silencioso,
guardando raiva, dor, amor e até rancor.
Não é justo julgá-lo —
pois vivemos consequências escritas por nossas próprias mãos.
Falar de sentimentos parece simples,
mas sem argumento torna-se árduo.
E falar de amor?
Que sentido teria se nunca tivéssemos amado?
Um dia, me perguntaram se eu ainda sofria por um amor.
Sorri de canto, desviei o olhar… e deixei a resposta perdida no silêncio.
Afinal, como diz o ditado:
“Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.”
Até mesmo a água, com paciência, pode vencer a pedra.
By: Pasq
"Não conto minhas cicatrizes para provar o que sofri, mas para mostrar a força do meu cimento. O que me derrubou não foi o fim; foi apenas o material bruto para a minha melhor reconstrução."
