Nascemos sem Pedir e Morremos sem Querer Entao
Entre a obsessão e a obstinação sendo o querer a qualquer custo, há uma linha tênue que separa a razão da insanidade.
Querer não é poder; querer é incentivo a fazer; já poder é capacidade ou licença de fazer; tudo isso serve para modos de ação.
Querer não é poder; isso significa que não consegue escolher a opção influente ou dedicar os resultados melhores sem limites ou possibilidades.
9 de junho de 2024... 21:02
"Sonhei que estava em uma escola e ao querer sair, uma menina negra, de cabelos bem curtos, alta e magra, ela me segurou forte e ela fedia muito, suas axilas exalavam um odor muito forte. Eu tentava fugir dela, mas ela não deixava, e me puxava, próximo às suas axilas, eu estava com medo dela, e passando mal.
Foi quando chegou o TJ, um amigo meu dos tempos da adolescência, me resgatou dela e saiu me levando.
Ele era advogado nesse sonho e dizia enquanto me levava, que processaria a escola, por esse acontecido.
Fiquei surpresa ao ser resgatada por ele e então acordei."
Eu descobri sem querer que sou uma espécie de fazendeira clandestina de mamão. Não dessas de chapéu de palha e cerca branca, mas daquelas que um dia simplesmente olham pro quintal e pensam “e se eu só… jogar isso aqui e ver no que dá?”. Foi assim, sem planejamento estratégico, sem planilha, sem tutorial de internet. Só eu, um mamão comprado no mercado e uma teimosia silenciosa que mora dentro de mim.
Joguei as sementes como quem joga um segredo no vento. Sem cerimônia. Sem promessa. E fui viver a vida, como se nada tivesse acontecido. Seis meses depois, o quintal virou uma espécie de floresta tropical em miniatura, um congresso internacional de mamoeiros, cada um erguido com aquela dignidade de quem nasceu pra dar fruto. E deram. E continuam dando. Como se tivessem combinado entre si: “vamos alimentar essa mulher até ela não aguentar mais olhar pra mamão”.
E eu colho. E cada mamão colhido não é só um fruto, é um ciclo completo, é quase uma filosofia embalada numa casca amarela. Porque dentro dele vêm novas sementes, novas possibilidades, novos começos. Eu abro o mamão e é como abrir um cofre cheio de futuros quintais. E lá vou eu de novo, jogando sementes, espalhando vida, como se fosse a coisa mais natural do mundo. E talvez seja.
Hoje eu tenho mamões infinitos. E não é exagero de quem gosta de dramatizar a própria rotina. É infinito mesmo, no sentido mais simples e mais bonito da palavra. Sempre tem mais vindo. Sempre tem mais crescendo. Sempre tem mais surgindo onde antes era só chão.
E aí eu fico pensando nesse hábito estranho que a gente tem de jogar sementes fora, como se fossem lixo, como se não carregassem dentro delas um potencial absurdo de alimentar alguém, de virar sombra, de virar sustento. É quase uma ingratidão silenciosa, um desperdício disfarçado de normalidade.
Se não tiver quintal, tudo bem. O mundo não acaba no muro de casa. Tem canteiro na rua, tem beira de rio, tem terreno esquecido que só precisa de uma chance. A cidade inteira pode ser um grande quintal disfarçado, esperando alguém com coragem suficiente pra sair plantando sem pedir permissão pra ninguém.
No fim das contas, plantar virou mais do que um hábito. Virou uma resposta. Uma resposta simples pra um mundo complicado demais. Enquanto tem gente discutindo o futuro, eu tô ali, jogando sementes no chão e confiando que alguma coisa vai nascer. E nasce. Sempre nasce.
Agora me diz, quantas florestas você já jogou no lixo hoje sem perceber?
O teu Beijo
É um jeito de te querer que não pede licença,
que entra pelos poros,
que se faz urgência na ponta dos dedos
e calmaria no centro do peito.
Eu te amo com a simplicidade das coisas essenciais,
como a luz que reconhece o dia
ou o mar que, em seu eterno retorno,
beija a areia com a mesma sede do primeiro encontro.
Não quero te possuir,
quero apenas habitar o teu espaço,
ser a testemunha silenciosa das tuas manhãs,
o lugar onde você pode pousar o cansaço
e se permitir ser, finalmente, inteira.
Você é o meu verso mais bonito,
o poema que eu não precisei escrever,
porque a vida — essa artífice de milagres —
já te desenhou inteira no meu destino.
E se o amor é o esforço de dois seres
para serem um, sem deixarem de ser dois,
então que a nossa união seja esta valsa lenta,
onde o passo é o teu corpo,
e a música, enfim,
é o silêncio que a gente constrói quando se olha.
que eu suporte mais você
ter amigo não é querer
um luxo dado a pobre
de graça, ainda esnobe
odeio a forma de pensar
sua tentativa de me olhar
me fez querer me fechar
cruzar os olhos e cegar
mas se fosse por querer
teria o meu porquê
em tudo que vive em lama
é o ego que mais engana
vamos ser amigos só aqui
nessa vida, tudo vai vir
te odeio de paixão, amigo
com você, não preciso de inimigo.
O que seria de mim sem você?
que eu diga pro vazio, o que ia querer?
essa lacuna que afunda, desculpa
mas tenho mais por continuar a luta
sem propósitos e afins
seria tédio, ou busca por ti?
meu coração tem as intenções
evitando tudo isso por segundas razões
fugir dos meus desejos
só adiará a resposta
o vazio gritaria por tanto desespero
a pergunta bateria na minha porta
TANKA 005
Os raios de sol
acariciam a pele
do meu bem-querer,
sem querer, me fazem ver,
o quanto és bela pra mim!
A melhor parte do meu dia é quando eu descubro um novo motivo para querer ficar ainda mais tempo contigo.
Te querer com a alma significa que, mesmo que o mundo mude, o que sinto por você permanece intocável e eterno.
Um grande amor não se define pelo estado civil, mas pela eternidade do querer. Mesmo longe dos olhos, você nunca sai da minha mente. Onde o pensamento se encontra, a saudade vira presença.
Hipocrisia é querer 'limpar' a casa do vizinho de outra fé, enquanto finge que a sujeira debaixo do seu tapete gospel é bênção.
Hoje, eu abro mão daquilo que mais amei. Não por falta de querer, mas por não ter mais onde buscar forças para lutar nesta batalha de um homem só. Eu te entrego ao destino com a alma em pedaços, mas com o peito limpo de quem sangrou cada gota de esperança tentando resgatar o que restava do nosso amor.
Dói — e como dói — admitir que o meu amor, por mais vasto que fosse, não foi o suficiente para nos manter de pé. Saiba que, em cada batida frenética do meu coração, houve um grito pelo seu nome. Você foi o meu sol e a minha tempestade, o meu cais e o meu naufrágio. Te deixar ir é o sacrifício mais lancinante que já fiz por mim — e, acima de tudo, por você.
Obrigado por ter sido o meu capítulo mais intenso; por ter me mostrado a beleza do céu e a agonia do abismo. Eu te amei com uma força que as palavras são incapazes de alcançar, e é justamente por esse amor devoto que eu, finalmente, aceito o nosso fim. Que a vida te conceda a paz que eu não soube dar, e que o tempo cure em você as feridas que eu não pude consertar.
Adeus, meu grande e eterno amor. Sigo só, mas sigo inteiro... por um dia ter sido, inteiramente, seu.
