Nao Tente Adivinhar o que
No percurso da vida já encontrei muitos, eram únicos.
Eram melhores, talvez piores, não quis saber.
Caminhei com eles.
Aliás, era o mesmo caminho
Era o mesmo destino,
Não acho motivos para comparações.
Nem exigência
Nem comparação
Todos estão com os pés no chão
E não nos céus.
Coisa linda, não posso te esquecer.
Teu sorriso acende meu peito, viraste saudade antes de ser lembrança,
morando em mim como uma doce canção que toca no silêncio do meu coração. Teu olhar mora em mim...
— Fram Lima —
Eu sinto na pele: quando a gente quer de verdade, não tem obstáculo que segure.
A vontade que pulsa aqui dentro é maior que o medo.
E enquanto eu souber o que busco — nada vai me parar.
"Todo aquele que se diz mestre, mas não ensina que o mundo é um vale de lágrimas e a vida, um mar de incertezas e provações — exigindo, portanto, o cultivo das virtudes: amor, humildade, sabedoria, prudência, fortaleza, fé e esperança — é, em verdade, um corruptor de almas. O coração de sua falsa missão é o próprio ego, e suas aspirações estão nas glórias e louvores deste mundo."
Quando você acordar
Estarei aqui prá você
Se comigo a noite sonhar
Não deixe de me dizer
Como foi o sonho?
foi bom?
Como foi o sonho?
foi lindo?
Como foi o sonho?
meu bem?
Me conta,
Que eu já estou sorrindo!
Alexia, quero que saiba
Eu tenho medo
Medo de te pedir em namoro
Pois eu não sei sua reação
Você diz que me ama
Mas mesmo assim
Eu sempre tenho um pé atrás
Até porque você é muito linda
Tanto que sempre tem alguém querendo você.
A minha autoestima, muito tempo que eu não vejo, Talvez esses problemas são causados por mim mesmo são lágrimas e não drogas que deixam o meu olho vermelho, talvez eu encha lugares com minhas esperanças e medos.
As virtudes são infinitas. Certamente não as abarcamos todas. Ter consciência disso pode ser nossa primeira [virtude].
O Cincar Noturno
Não era o fumo que eu buscava,
era a noite.
A noite que dormia nas ruas vazias,
no asfalto úmido refletindo néon,
no silêncio que respira entre os prédios.
O maço? Apenas o pretexto,
a moeda de troca com o escuro.
A porta rangendo não foi interrupção, foi passagem.
O corpo, pesado de horas paradas,
desdobrou-se em passos,
e cada passo foi uma pergunta
ao chão das sombras.
Na bodega iluminada a ferro,
o balcão era um altar de luz fria.
O caixa, um sacerdote do trivial,
entregou-me o pacote retangular
— cápsula de folhas mortas —
sem saber que me dava
a chave de um reino.
Mas o milagre não estava no objeto,
e sim no regresso:
o ar noturno lavando a face,
a lua (sempre cúmplice)
desfiando fios de prata nos fios elétricos,
o próprio peso do maço no bolso
pequeno âncora do presente.
Ah, a magia!
Morava no intervalo:
na ponte entre o quarto estagnado
e a rua que pulsa devagar,
no instante em que o peito se expande volta a pulsar
para colher o vento noturno,
na solidão que de repente
sabe-se parte de um todo silencioso.
Cada passo, encruzilhados ultrapassadas, de volta
era um renascimento mínimo.
O maço, intacto, esperava,
mas eu já vinha transformado, aquilo talvez, um sonho,
trouxera na palma da mente
a quietude dos postes acesos,
a geometria sagrada das janelas escuras,
o cheiro da terra molhada
e o rumor distante de um mundo
que respira quando ninguém o vê.
Acendi o cigarro algum?
A brasa necessária
já ardia no peito:
era o fogo do encontro
com a noite descalça,
com o tempo que se curva
sobre pequenas peregrinações.
O maço repousa sobre a mesa,
ícone de um êxtase cotidiano.
Pois a verdadeira chama
— sabes agora —
nunca esteve no papel e no tabaco,
mas no caminho que o corpo fez
entre a necessidade inventada
e o abraço involuntário num beijo necessário,
com o mundo noturno,
puro,
indiferente,
e profundamente teu.
Eu não tenho mais medo de nada, porque eu tenho a Ti, Senhor, e nada nem ninguém é mais poderoso do que a Tua presença na minha vida. Que a força do Espírito Santo toque o seu coração e que você consiga sentir a Sua libertação.
O Amor Simples
Não é templo de mármore,
Nem soneto entalhado em ouro.
É a água clara no copo,
Quando a sede te corta o coração.
É a semente que não discute a terra,
Apenas abre mão de ser semente.
É a raiz que se faz escura e forte,
Para que o galho alcance o sol.
Não te pede versos, nem suspiros,
Nem joias de palavras raras.
Pedir-te-á as mãos vazias,
E o silêncio que sabe escutar o vento.
Será às vezes macio como a lã
Que envolve o frio dos teus ossos.
Outras vezes, áspero como a raiz
Que desfaz a pedra no caminho.
Não se mede em promessas altas,
Mas no pão repartido ao meio,
Na lenha recolhida no outono
Para o lume do inverno teu.
Quando vier, não trará coroas,
Nem vestes bordadas de desejo.
Virá descalço, como a chuva no chão seco,
E dirá apenas: "Eis-me aqui.
Sou a sombra que te segue,
E o vento que te chama para além."
A dor não vem sempre para ferir. Às vezes, feridas sangrentas só mostram onde nunca mais tocar...
Não é ódio, é silêncio depois do caos, é distância vestida de autoproteção.
Algumas presenças a gente não rejeita por desprezo. Rejeita por instinto de sobrevivência.
— Fram Lima —
