Não Tenha Medo de Mim
"TIVE MEDO...MEDO DE DOER O MEU ORGÃO MAIS SENSÍVEL...MEDO DE DESPERTAR EM MIM OS MAIS IMPUROS DOS SENTIMENTOS".
"TIVE MEDO...MEDO DE DOER O MEU ORGÃO MAIS SENSÍVEL... MEDO DE DESPERTAR EM MIM OS MAIS IMPUROS DOS SENTIMENTOS"
Descobri em mim um medo novo. Um que diferente dos outros, não consome meu conforto. Ele simplesmente flutua por entre minhas vértebras causando-me um magro temor. Passei esse último mês revirando tripas, tentando encontrar a raiz desse medo. E encontrei.
(Hapénas)
Sem dor,sem medo,sem idéia e sem assunto,pra mim isso não é comum,não satisfaz,não anima a platéia,Não sou apenas mais um.
Já não sou mais um corpo fora de rota,já não sou mais uma vida amedrontada e remota,já não vejo pureza,já não vejo verdade e só vejo tristeza com a mais pura vaidade.
Onde trancarão o humor,o que fizeram com o bem estar,Está atrasado da próxima vez precisa chegar mais cedo ou então serão dado a você deméritos e humilhações.
Chega de platéia,já não tenho controle sobre minhas ações e sentimentos de culpa,afinal todos somos culpados,Quando estamos sem assunto,sem idéia,sem dor e sem medo,Somos apenas a culpa ocupada de vida e morte.
Medo de Mim mesmo???
(Um micro-conto surrealista.)
Estranha sensação de estar andando por horas a fio, sem perceber paisagem alguma. Não havia nada. Não há nada para ser visto?
Que estranho!!!
E repentinamente o tudo se faz.
O ar é pesado, o céu num misto surreal de cinza e laranja, e a frente um sem fim por caminho. Andando, andando, andan...
Uma pedra? É sim, é a minha pedra. Corro em sua direção, quero descansar na pedra. Aquela que fica no meio do caminho....
Sentei, agora estou seguro, protegido. Mas do que mesmo? Também não sei. Ah deixa pra lá, OK?
De repente a pedra se agiganta, monte, montanha. Agora estreita-se, e ergue-se tal qual um obelisco e sobe aos céus tal qual a Torre de Babel (Babel= Rebelião). Eu aqui de cima vejo tudo, vejo abismos colossais. Não, não são abismos, não passam de rachaduras no solo, meras ranhuras no solo árido. Rios, é isso são rios, olhe os corpos em curso. Corpos de que mesmo? Tanto faz, são só invólucros, apenas casulos de algo maior. Ou será que não? Hum?
O que? Eu falando? Ah sim, as estrelas, são realmente belas. Quais? As do mar? Ou as do firmamento? Que diferença faz? Se Eu quiser alcançar as do mar, lanço-me ao profundo mergulho. Se for as do firmamento lanço-me ao destemido vôo. De qualquer forma será uma bela experiência.
Este céu, este céu me amedronta, me oprime, mas também me conforta, me acolhe, gosto de estar sozinho, perdi o medo e o vento quente é gostoso.
Eu não estou bem, acho que estou alucinando!
Surgem três luzes piscantes, inicialmente muito tênues, mas logo se firmam, e começam a se movimentarem freneticamente no céu alaranjado.
O medo voltou, quero correr, mas para onde, minha pedra me traiu se Eu me mexer caio em queda sem fim...
As luzes! Elas pararam, agora rolam sobre si transformando-se, de círculos pequenos em linhas horizontais e paralelas, duas em cima lado a lado e uma logo abaixo.
Três riscos no céu, que se abrem e rasgam o firmamento. Os dois de cima assumem formas de olhos, gigantescos olhos. O de baixo assume a forma de uma boca que acompanha a proporção dos olhos, não ouso me mover, não consigo nem respirar, não tenho noção de mais nada, nem sei se estou vivo. Que horror!!!
Encarando esses olhos que me encaravam, Dês’javu. Sim Eu os conheço, são os meus olhos, meu olhar. Minha cabeça gira, estou tão confuso, onde estou mesmo?
- O que teme tanto homenzinho tolo?
A bocarra falou, e falou num coro de três vozes em uníssono. Uma grave e profunda, gutural, uma suave e aveludada, a última seca, metálica e gelada. Três vozes em uma só voz que saia de uma boca que percebi ser a minha boca. E repetiu a pergunta, tirando-me dos devaneios e me assustando novamente.
- O que teme tanto homenzinho tolo?
- Você, eu temo você, não sei o que é e me assusta.
- A sua ignorância o faz temer a si mesmo.
- Como posso temer a mim mesmo?
- Pois ainda não percebeu que sou você?
Quero acordar, me tirem daqui, estou ficando louco. E ainda não dá para fugir. Sumiu? A pedra sumiu, caindo,caindo, cain...
Minha feição voltara a ser riscos, que voltaram a ser círculos luminosos, que acompanhavam minha vertiginosa queda, em um espiral de luzes e Eu em seu centro.
Senti um impacto, mas não doeu, acho que nem senti, apenas percebi.
Levanto-me e procuro-me, as luzes sumiram. Sem roupas? Que vergonha! Estou nu! As luzes voltaram, surgem a minha frente, do nada, uma bem a minha frente, uma a minha direita e uma a minha esquerda. Tomam formas humanas, e atrás deles tronos formam-se a partir do solo.
Sentam-se, e de cabeças baixas permanecem. Eles vestem apenas uma túnica negra que lhes cobrem por inteiro.
Não conseguia ver seus rostos, nem seus gestos, pois não se moviam.
Toda essa situação continuava a ser assustadora, não havia nada entre nós a não ser o vazio, não saberia dizer se Eu estava de cabeça para cima ou para baixo, e essa situação causava-me caos. Por quê? Por que causa confusão e angústia viver uma situação onde não conseguimos nos situarmos nem ter certeza de nossa posição!
- Ouça-nos.
E mais uma vez sou tirado de meus devaneios com susto. A voz que havia falado era diferente, era uma única, era a mais grave e profunda, nesse momento quase soou paternalmente.
- Ouça-nos e guarde-nos.
A voz pertencia ao ser que estava a minha frente, sim, era a minha voz que eu ouvia, sim era a minha voz mesmo, mas bem diferente.
- Ouça-nos e guarde-nos, você precisa entender que....
- Acorda!!! Guto!!! Acorda!!!
- Hã, o que foi, o que aconteceu???
- Você desmaiou e ficou um tempão desacordado.
- Mas, mas e agora!!! Como vou saber o que Ele ia-me dizer?
- Ele? Ele quem? Será que você bateu a cabeça ao cair?
- Quer saber??? Deixa para lá você não entenderia nem acreditaria!!!
Hoje eu descobri que viver não faz sentido. O medo da morte toma conta de mim e me tira os prazeres da vida. Só vive quem é lembrado. Eu não quero apenas existir, fazer coisas inúteis; depois morrer por morrer, como se nunca tivesse passado por esse mundo. Eu nem escolhi vir para cá! Me obrigaram, e o universo consome mente, dinheiro e esperança. Talvez eu já tenha vivido outras vidas em lugares bem longes daqui. Eu posso até ser um cara famoso, um cantor que morreu, um líder religioso, um politico influente. E poxa, ninguém me dá os créditos por isso? Ninguém pode garantir que eu sou, mas também não garantem que eu não sou. E agora eu vou fazer o que? A pressão sufoca, como se exigissem de mim exatamente o que eu não quero fazer. Mas tudo é a mesma coisa. Eu sinto que posso ser grande de novo, isso me anima. Eu sinto que vou fazer diferença, que vou ser lembrado apenas por ser eu mesmo. E eu só sinto isso porque acredito nisso. A cada dia eu renasço e posso me transformar no que eu quiser. Somos seres mutáveis! Poder é querer. Cada coisa tem sua dificuldade, é claro, mas tenho convicção de que NADA nesse mundo é impossível. Não me importo mais se eu fui algo um dia ou se eu simplesmente surgi do nada. Só sei que essa vida vai valer a pena, essa vai ser a melhor. Nasci de novo hoje com vontade de crescer e inovar, com vontade de explorar cada uma das infinitas possibilidades.
Eu queria perder ó medo doque sinto,queria peder ó medo doque aconteça ,e perder ó medo de mim e da minha consciencia
Se eu escrever ,mesmo não devendo por causa do meu medo de afastar você de mim ,peço que leia ,mas leia apreciando cada palavra pois foi moldada pra ti.
... Vazio...
Fez medo em perder-te.
O que é de mim, sem você.
Uma amargura dentro do peito.
Que suga todo o meu saber.
Fica um vazio dentro d'alma.
Que navega em todo o meu ser.
Tento esquecer esta dor.
Que rasga o peito e faz-me sofrer.
É longa e imensa essa ternura.
Agarrou-me a enlouquecer.
Não sabia e tento entender.
Porém, existe uma certeza.
Neste vazio, sinto uma mágoa.
Pois, não posso ter você...
... sivi...
Eu não tenho medo do que as pessoas vão dizer pra mim, tenho medo do q eu vou dizer pra elas, às vezes sou cruel q chega a doer.
Do que tenho medo?
De não ser livre... E eu sou livre?
Não. Ainda não.
Sou prisioneira de mim,das coisas e das pessoas... Sou prisioneira do medo, do que não sei, do que sinto.
O caminho para a liberdade?
Estou buscando. Ainda nao encontrei. Talvez um dia encontre. Talvez não. O que por hora sei é que estou buscando...
Sentimento
De onde vens? Para que vens?
Ás vezes me angustia e põe medo.
O que queres de mim? Se não te conheço.
Não posso entende-lo! Vives comigo,
Partilhas todos meus momentos.
Me vê feliz e me torna assustar.
Já fostes deixado? Te fizeram chorar?
Dizes pra mim para poder te ajudar.
Não faça de mim alguém inseguro.
Pois um dia eu aprendo a te dominar.
Eu nunca soube lidar com o que eu sinto.
Sempre morri de medo da pessoa não gostar de mim de volta,era assim:
Eu estava apaixonada,mas por achar que o outro não sentiria por mim o que eu sentia por ele eu deixava de gostar.
Talvez eu não me achasse Boa o suficiente ao ponto de alguém se interessar por mim.
A melhor decisão era sempre,sentir,fingir que eu não sentia,matar o que eu sentia,e fim.
Metade das pessoas por quem me apaixonei,nunca vão saber de verdade o que eu sentia por elas.
Insegurança é uma praga pra quem sente,essa sensação do outro sempre ser bom demais,inteligente demais,bem sucedido demais,acaba deixando a gente sozinho demais,sofrendo demais, e desiludido demais.
Complicado isso.
Deus!
Cuida de mim, pois tenho medo.
Tu és o único que sabe do que preciso.
Tu és o único que conhece meu coração.
Tu és o único que conhece minhas fraquezas.
Tu és o único que pode me sustentar de pé.
Tu és o único que me ampara nos momentos de angustia.
Tu és o único que pode me dar o que necessito.
Tu és o único em que posso confiar.
Limpa meu coração. Tira magoas. Faz me feliz de novo.
Só Tu podes todas as coisas.
Deus! Cuida de mim.
As mesmas dores se repetem, os mesmo pensamentos e dúvidas despertam em mim, o medo de sofrer novamente, enfraquece o meu ser. Me fazendo recuar, e novamente não mais querer, ter meu coração machucado, por acreditar, que dessa vez, por bondade ou descuido do destino, o final, dessa vez, seria diferente
