Não Tenha Medo de Mim
Não tenho medo do tamanho das adversidades da vida, pois meus medos fogem de mim quando percebem que eu tenho coragem.
(Luan Ferreira)
Talvez eu esteja com medo, porque você significa mais para mim do que qualquer outra pessoa. Você é tudo que eu sempre quis, você é tudo o que eu quero.
Eu tenho medo de mim mesma, do ser humano que me tornei. Tenho medo de me ferir. Machuco todos, me machuco. Choro desesperadamente por isso, mas não consigo controlar, faço as coisas sem querer, sem pensar. Por esse motivco, ás vezes penso...Por quê existo, se faço tudo errado? Eu conheço muito pouco do amor, por ter sofrido demais com ele, e conheço muito da dor. Eu rezo pra Deus, pra que isso mude, pra que tudo passe, eu tenho fé e acredito que ele me escutará. Minha maior companhia é a solidão. Certas vezes sofro de amnésia que traz algo de bom, ela me faz esquecer das coisas que fiz de errado, de tudo que não deu certo pra mim, tudo que me fez sofrer, até dessa pessoa amarga que eu sou. Me sinto uma derrota, uma perda, um fracasso. Desisti de continuar tentando, pois eu já não tinha mais forças, muito menos esperanças. Cansei de tantas vezes, tentar de novo, amar de novo, esquecer de novo, não dar importância de novo. Eu simplesmente, cansei! Depois de tudo que eu fazia, minha recompensa sempre foi o sofrimento. Sinto até que desisti de ser feliz. É muita loucura dizer que, se eu pudesse não conviveria comigo? Perdi a vontade de tudo que era bom, perdi a vontade de sorrir. Minhas lágrimas caem, e em cada uma vejo meus erros e minhas decepções. Estou começando a me afogar com elas próprias. Não me culpo somente por ter me tornado desse jeito, me ajudado a ser ruim, não me culpo somente por ter me tornado infeliz, mas sim, também por ter tornado outras pessoas infelizes. Eu tenho medo, medo de conseguir ser ainda pior.
— Todo mundo tem medo de alguma coisa. Todo mundo tem que ter. Do que você tem medo?
— De mim mesma.
Não, não é que eu seja feito de mentiras. Sou feito de medos, na verdade. Medo de perder a mim mesmo novamente. Medo de me entregar e perder a minha esperança nas pessoas. Medo de ser eu e não receber recíproca. O tempo, as pessoas ou seja lá o que chamam isso, talvez amadurecimento, tenha me feito ficar um pouco mais arredio, ranzinza, menos romântico e tudo o que tenho a oferecer são as minhas atitudes passionais enquanto me jorram incertezas.
E essa parte atrevida que sai dentro de mim, sem medo de ser feliz, sem medo de se arriscar, e nunca ousar em desistir, é minha melhor parte.
O medo não tem poder sobre mim, porque Deus me ordenou a ser forte e corajoso. Ele caminha ao meu lado em cada batalha.
Não tenho medo de que eles desistam de mim; temeria, sim, que quem me amou me abandonasse. Cristo! Por Ele vivo, por Ele caminho.
Eu não tenho medo de dizer te amo.
Não escondo o que pulsa em mim, mesmo quando a dúvida tenta se instalar, mesmo quando a incerteza se veste de silêncio.
O amor, para mim, não é cálculo nem estratégia: é entrega. É coragem de se expor ao risco, sabendo que cada palavra pode ser ponte ou abismo.
Se tudo correr ao contrário, se o destino decidir virar as páginas sem me consultar, não me calarei. Vou reagir em outra localidade, em outro espaço de mim, onde a dor não seja prisão, mas aprendizado.
Porque amar é também aceitar que nem sempre o caminho será reto. É saber que a vida pode nos deslocar, mas nunca apagar aquilo que foi verdadeiro.
E mesmo que o tempo nos leve a diferentes direções, guardarei em mim a certeza de que dizer te amo nunca foi erro, mas ato de escolha.
O que sou, se não um espelho de mim mesmo
reflito vida, reflito medo
dualidade o meu tempero
a consciencia, o prato inteiro
Tenho medo, sim.
Mas não do mundo —
tenho medo do que o mundo tenta fazer de mim.
Porque percebo tudo.
O excesso, o ruído,
a grosseria que se esconde em gestos pequenos,
o silêncio que fere mais que palavras,
a indiferença que se apresenta como neutralidade.
Vejo como cada interação tenta moldar,
corrigir, reduzir,
empurrar o outro para papéis que não escolheu.
E sei que absorver demais
é o primeiro passo para a descaracterização do ser.
Por isso, resisto.
Não por fragilidade,
mas por consciência.
Recuso o jogo,
o labirinto de estímulos previsíveis,
as investidas que buscam reação, não diálogo.
Não respondo ao obscuro,
não espelho a violência,
não negocio minha essência por aceitação.
Isso não é personalidade.
É disciplina interior.
É inteligência aplicada à sobrevivência do eu.
Permanecer inteiro
num mundo que recompensa a deformação
é, talvez,
a forma mais elevada de lucidez.
Hoje a tristeza me inspira, a ansiedade me devasta e o medo toma conta de mim, hoje eu queria apagar minhas ruins memórias e tirar de dentro do meu coração tudo que me faz te lembrar, eu queria bloquear teu número e esquecer que nesse mundo você é alguém, hoje eu imploro ao meu subconsciente que te esqueça e que quando eu esqueça da dor que tu me causas-te ele me afogue em memórias para eu nunca mais te querer, eu te amei em um nível explosivo e deixei de me enxergar, adoeci minha criança e frustei a mulher que eu sonhei me tornar, hoje eu sonho em me resgatar do fundo do poço que me deixas-te eu sei que aqui não é o meu lugar.
mas eu sei que eu gosto de quem não gosta de mim. e eu não insisto, mas não por medo de um fim. afinal, não se termina o que nunca começou. e “eu e você, nunca pensou?”. “não.”
❝ ...Por vocês, minha alma uiva canções de ninar e coragem. A Loba em mim não tem medo de lutar ou se entregar. Meu amor é o laço sagrado que resiste à viagem, O elo que me faz eterna e me ensina a amar.
Vocês são a matilha, a razão do meu instinto mais puro. E em cada um de vocês, eu me encontro e me refaço. Obrigada, filhos, por me darem o sentido seguro, Onde o coração de Loba repousa em paz, no meu abraço...❞
-------------- Poetisa: Eliana Angel Wolf
