Não Tenha Medo de Mim
A ponto de me tornar poeta!
Às vezes imagino que a única coisa inatingível em mim é a poesia,
Não queria ser frágil por isso luto pela força.
Sinto-me honrado em ser poeta, mas até mesmo esse dom,
Ou melhor, as características que temos por ter esse dom,
Trazem-nos um pouco de fraqueza, docilidade que é inútil no mundo em que vivemos.
É como se eu tivesse nascido tão fraco a ponto de me tornar poeta.
Parte de mim
Não importa aonde eu esteja, lembrarei de vc.
não importa o que eu faça, tudo me fará lembrar vc.
vc já é parte de mim, se eu te esquecer não saberei mais quem sou, minha vida perderá o sentido.
Por favor confie em mim. Decididamente eu ser amável. Agradável. Afável. E esses são apenas os As. Só não me peça para ser simpática. Simpatia não tem nada a ver comigo. Isso preocupa você? Insisto – não tenha medo. Sou tudo menos injusta.
(In A menina que roubava livros)
Se existe coisa que me deixa possesso, é quando duvidam de mim nas únicas vezes em que eu falo a verdade
Eu nem sei decifrar essa coisa que foge de mim, que se derrama em sentimentos inexplicáveis. Pensamentos inacessíveis. Invioláveis.
Nunca imaginei que viver sem você fosse tão difícil pra mim,só peço q NUNCA,mas NUNCA me esqueça,és tão importante pra mim...muito especial...
Não desperte em mim uma paixão que depois só será ilusão
Desperte em mim uma paixão ardente para que possamos ser felizes para sempre.
Kenna: Quando você está comigo, eu quero que esteja pensando apenas em mim. Eu quero que olhe nos meus olhos e veja apenas eu. Eu quero que sempre se lembre como eu me sinto. Então, quando estiver usando os dedos para outra coisa, gostaria que estivessem me tocando, em vez disso. Eu quero que sempre se lembre como é estar com sua esposa.
Seu amor não me toca nem comove, sua precisão de mim não passa de fome e você me devoraria como eu devoraria você. Ah, se ousássemos.
Muitos acham que pra ser amigo de verdade tem que xingar, bater ou brigar, mas pra mim amigo de verdade é aquele que te ama acima de tudo, mesmo quando ele tem todos motivos para te odiar.
Ainda não sei o meu destino, nem cabe a mim saber...
Talvez,
é melhor deixar oculto,
só assim dói menos.
Os lados, de Paulo Mendes Campos
Há um lado bom em mim.
O morto não é responsável
Nem o rumor de um jasmim.
Há um lado mau em mim,
Cordial como um costureiro,
Tocado de afetações delicadíssimas.
Há um lado triste em mim.
Em campo de palavra, folha branca.
Bois insolúveis, metafóricos, tartamudos,
Sois em mim o lado irreal.
Há um lado em mim que é mudo.
Costumo chegar sobraçando florilégios,
Visitando os frades, com saudades do colégio.
Um lado vulgar em mim,
Dispensando-me incessante de um cortejo.
Um lado lírico também:
Abelhas desordenadas de meu beijo;
Sei usar com delicadez um telefone,
Nâo me esqueço de mandar rosas a ninguém.
Um animal em mim,
Na solidão, cão,
No circo, urso estúpido, leão,
Em casa, homem, cavalo...
Há um lado lógico, certo, irreprimível, vazio
Como um discurso,
Um lado frágil, verde-úmido.
Há um lado comercial em mim,
Moeda falsa do que sou perante o mundo.
Há um lado em mim que está sempre no bar,
Bebendo sem parar.
Há um lado em mim que já morreu.
Às vezes penso se esse lado não sou eu.
Paulo Mendes Campos (Belo Horizonte 28 de Fevereiro 1922 - Rio de Janeiro 1 de julho de 1991) - Foi poeta, escritor, cronista e jornalista brasileiro. Foi um dos mais talentosos escritores da geração mineira, junto com seus grandes amigos Fernando Sabino, Otto Lara Resende, Hélio Pellegrino e outros. Como ele mesmo disse, "fui para o Rio de Janeiro para conhecer o poeta chileno Pablo Neruda, e aqui estou até hoje". Paulo foi um dos que revolucionou o estilo da crônica na imprensa e, com certeza, foi um grande poeta brasileiro.
Bem dentro de mim,
em cada
gesto, palavra, riso
ou lágrima...
Em cada descer as
ruas ou ver o azul do céu...
Em cada carícia feita
transparência de inocência
nunca perdida...
Tu estarás!
Serás...porque
És!
