Não Tenha Medo de Mim

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Cansei de novamente me sentir invadida.
Cansei de ser foco de cópias de mim.

Eu quero ser fiel a mim mesmo, mas às vezes me engano sem perceber...

Hoje, prefiro ficar no meu silêncio... Amanhã,
Deus fala por mim...

E apaixonada eu estou, encantada você me deixou, ou você vem até mim ou eu vou até você.

Hoje eu não quero pensar em mais ninguém, além de mim.

Hoje eu não quero ser aquela pessoa que sempre fica para depois.

Hoje eu vou me colocar em primeiro lugar na minha lista de prioridades, e se alguém quiser me acompanhar, vai ter que vir bem atrás de mim, porque eu não permitirei que mais ninguém fique à minha frente.

Chega de ser o próximo da fila, o reserva do time ou apenas mais uma opção. Hoje eu faço questão de ser o titular absoluto do meu destino. Quem quiser me encontrar vai ter que olhar para cima, para o alto do pódio, e me ver fazendo uma chuva de champanhe.

Hoje eu estarei lá, no topo das minhas escolhas, porque eu não aceito mais ser o eventual. Agora eu quero ser o único. Segundos lugares não me interessam mais.

Hoje eu não vou aceitar nenhum gesto que me entristeça ou que me faça sentir menor do que eu realmente sou.

Hoje não há nada mais importante e nem mais precioso do que eu.

Hoje eu sou o brilho mais intenso, sou a lâmpada mais reluzente, sou a celebridade que mais me encanta, sou o meu fã número um. Agora eu sou o centro do meu universo, e para qualquer lugar que eu olhe, serei eu o alvo das minhas atenções.

Hoje eu não vou aplaudir mais ninguém além de mim. Chega de ser um mero coadjuvante deste roteiro.

Hoje eu assumo definitivamente o papel principal desta história que é só minha. Depois de rever antigos filmes na tela da minha memória, percebi quantos canastrões roubaram as minhas cenas, rasuraram os meus scripts, rasgaram os meus figurinos, enquanto eu fui ficando ali, obscurecido num cantinho do palco, reduzido a mero detalhe cenográfico.
Com o passar do tempo fui vendo nitidamente quantos mentirosos já plagiaram os meus atos, abusaram das minhas deixas, se deram bem com as minhas falas e depois desdenharam de mim. Mas nada mais me decresce.

Hoje eu amanheci convicto do meu valor. Sei que já me emocionei com os heróis errados, que já tietei vilões com meu afeto mais sincero e carreguei nos ombros personagens que só fingiram me amar. Errei, mas é caindo que a gente aprende a se levantar. Se ontem eu fui apenas uma sombra, hoje eu sou uma estrela que se ilumina com a luz da felicidade que emana
dos meus olhos. Doravante eu não quero mais as sobras.

Hoje eu quero ser a fartura que me faltava. Hoje as minhas fechaduras estão todas trancadas: só estou para mim, e para ninguém mais. Agora tudo mudou. Agora eu quero cuidar apenas das minhas alegrias. Cansei de ficar em segundo plano, de ser um expectador passivo desta novela onde cada dia é um capítulo diferente. Cansei de ser quase indispensável, quase insubstituível, quase “o cara”.

Hoje eu quero ser para mim muito mais do que eu já fui um dia, e ninguém vai me tirar esse gostinho bom de ser quem eu sou.

Hoje, simplesmente, eu acordei morrendo de amores pela minha pessoa, e contrariando o que qualquer um possa pensar a meu respeito, eu digo de pronto: a minha vida nunca mais vai pertencer a ninguém, a não ser a mim.

⁠A Vida nos Pequenos Instantes

Viver, para mim, é mais do que simplesmente existir. É sentir o vento bagunçar os cabelos, fechar os olhos para ouvir o som das ondas, encontrar beleza num café quente entre as mãos. É rir de algo bobo, receber um olhar que aquece por dentro, caminhar sem pressa, sabendo que a felicidade não está no destino, mas no percurso.

Não quero uma vida grandiosa aos olhos do mundo, quero uma que me transborde por dentro. Que me permita sentir, com toda a intensidade, a beleza do simples. Porque é nisso que mora o verdadeiro encanto da vida.

Dentro do Corpo


Há dias em que morar em mim é como habitar um corpo alheio.
O peito pulsa em golpes bruscos, como martelos sem compasso,
e cada batida ecoa por dentro como se o coração buscasse um rumo que perdeu.


O ar pesa.
Não é que falte oxigênio — é que cada tentativa de inspirar
parece empurrar contra um muro invisível.
O pulmão enche, mas a dor o esvazia antes do suspiro terminar.


Os músculos se tornam fios trêmulos,
sustentando um corpo que ameaça despencar a cada passo.
O cansaço não é sono; é um colapso silencioso
que pede desligar tudo, como quem reinicia uma máquina cansada demais para funcionar.


Por dentro, tudo treme.
Não é frio, não é medo — é um estremecimento que começa no centro e se espalha,
como se o corpo tentasse se desligar para proteger o que resta.


E, no entanto, permaneço.
Não por escolha heróica,
mas porque, mesmo perdido, o coração insiste em bater.
E eu sigo, acompanhando-o,
como quem atravessa a noite sem saber se haverá amanhecer.

O Que Sempre Foi Para Ser


Hoje já te quis dentro de mim mil vezes, e em cada uma delas lembrei que, de alguma forma, você já pulsa aqui dentro. Mas ainda assim te quero perto, tão perto que nossos corpos provoquem faíscas, que o calor do desejo nos envolva até dissolver qualquer distância. Quero sentir sua pele na minha, o toque que não pede licença, a respiração entrecortada pelo arrepio do encontro. Quero a explosão e a calmaria, o fogo e o silêncio que vem depois, quando já não há nada entre nós além do que sempre foi para ser.

O Desejo Como Fome que Não se Mata com Qualquer Alimento

Há uma fome em mim, mas não é qualquer coisa que me sacia. Não é um encontro rápido, um toque sem alma, um beijo sem história. Meu desejo precisa de algo mais. De um cheiro que fique na pele, de um olhar que me atravessa, de uma presença que se faça necessária. Não como um capricho, mas como quem encontra exatamente o que precisa.

Meu corpo chama, mas não para qualquer resposta. Não é urgência vazia, não é sede que se engana com qualquer gole. É fome de verdade, daquelas que só um banquete de alma e pele pode acalmar. Por isso, eu espero. Mesmo que doa, mesmo que arda. Porque quando vier, será entrega, será plenitude, será tudo.

'' Sempre precisei de ficar sozinha, além de refletir melhor, me auto aconselhar e consolar a mim mesma. Isto é preciso, e disto que gosto , de estar no meu silêncio,no meu sossêgo, me isolar de todos, onde eu realmente sinta a harmonia, a vibração positiva ''. Este é meu segredo -q

Tudo tem seu tempo certo. É o que eu costumo repetir para mim mesma, numa tentativa tola de driblar minha ansiedade.

⁠Que o Amor Me Reconheça

Há uma parte de mim que se revela apenas para quem sabe ver. Não me entrego facilmente, porque meu amor, minha entrega, é algo que se cultiva com paciência. Não sou para ser admirada à distância ou compreendida apenas pela superfície. Sou feita de camadas, de sensações, de desejos, e só aqueles que têm a coragem de mergulhar nas profundezas de quem sou, poderão encontrar o que é verdadeiramente meu.

Eu espero, sim, mas não de qualquer jeito. Não espero por qualquer um. Espero por aquele que será capaz de enxergar não só o que está à mostra, mas também o que me habita de forma silenciosa, o que guardo para o momento certo. O amor que procuro não é pressa. Ele se faz em detalhes, em toques suaves que não exigem respostas imediatas, mas que se entregam sem medo do tempo.

O que eu quero é alguém que saiba me ver além do que se mostra. Que consiga ler nas entrelinhas e me reconhecer nas minhas pausas, nas minhas hesitações. Que o amor, quando vier, me encontre por inteira — com minhas reservas, meus medos, minhas ansiedades. E que, mesmo assim, ele se faça presente de forma tão profunda que nenhuma insegurança ou distâncias possam abalar.

Eu não sou uma simples entrega. Sou uma promessa, um mistério que só se revela a quem tem a coragem de ver além do que é imediato. Que o amor me reconheça não como um reflexo rápido, mas como algo que vale a pena ser descoberto lentamente, com cada toque, com cada palavra. Eu sou esperada. E, quando ele me encontrar, será como se o tempo finalmente tivesse valido a pena.

⁠Na Completude da Troca

Te sinto antes mesmo de te tocar.
És presença em mim, feito chama que arde sem consumir.
Quando nossos corpos se encontram, não é apenas pele contra pele,
é o universo inteiro se realinhando no instante de um beijo.

Nossos lábios se buscam, não apenas pelo desejo,
mas pela sede de um encaixe que vai além da carne.
É alma que transita, que se derrama, que se faz morada.
É um chamado mudo, um reconhecimento antigo,
como se, entre tantas vidas, sempre tivéssemos nos escolhido.

E nesse beijo, onde o tempo se desfaz,
nada mais importa além da completude do agora,
do arrepio que percorre, da respiração entrecortada,
da certeza de que, por um instante eterno,
somos um só.

⁠O Desejo Como Chuva em Terra Seca

Dentro de mim há um solo sedento, esperando pela chuva certa. Mas não aceito qualquer tempestade, qualquer gotejar. Meu desejo não floresce com qualquer toque, não desperta sob mãos que não saibam sentir. Precisa ser um alívio, não um dilúvio. Um toque que nutre, não que devasta. E então eu espero, mesmo que a espera resseque, mesmo que a sede arda. Porque quando a chuva certa vier, será raiz, será renascimento.

⁠Sede de Ser

Há uma sede em mim, que cresce a cada dia. Sede de ser beijada, acariciada, valorizada. Sede de me sentir viva, de ser tocada de uma maneira que só quem sabe amar sabe fazer. O calor dos dias parece aquecer ainda mais essa vontade, e o vento que sopra traz com ele o anseio por algo mais. Algo que não seja passageiro, algo que vá fundo.

Mas eu espero. Esperar é o que me resta. Porque sei que o tempo passa, e minha juventude se transforma, meu corpo também. As inseguranças batem à porta, e cada nova pessoa que surge me faz questionar se sou suficiente. Mas a verdade é que eu não quero qualquer toque, não quero apenas um beijo. Eu quero ser amada, devorada, desejada de uma forma única, verdadeira, que vá além do físico.

Eu queria me entregar a esses desejos, me perder neles, sentir o calor que vem de um abraço que não me solta. Mas a espera... ela me ensina. A cada dia que passa, fico mais certa de que a entrega só vale quando é completa, quando é genuína, quando não há dúvida, só entrega.

Para mim, um homem rezando e outro portando um pé de coelho para lhe dar sorte são igualmente incompreensíveis.

Quisera eu que as pessoas pudessem olhar para mim como eu olho para elas.

Que fossem capazes de me enxergar com os mesmos olhos com os quais as vejo.

Que olhassem para o mundo com a mesma profundidade e leveza que tento transmitir.

Ou, ao menos, que eu soubesse lidar com as palavras da mesma forma que meu olhar se expressa, de maneira equiparada e clara.

Que tivessem sensibilidade suficiente para me decifrar sem julgar.

Assim, entenderiam o que trago em meu olhar e perceberiam a importância de cada um deles.

Tem gente que me olha, mas não me vê.

E se não me vê, não me sente.

E se não me sente, não me compreende.

Você pra mim

Fico feliz por ter te conhecido
Agradeço por você
Fazer parte da minha vida

Sinto-me ótimo quanto estou ao seu lado
Gosto de conversar com você,
Eu te entendo e
Você me entende,
Isso é sensacional.

Além de linda, você é inteligente.
E isso me fascina
Curto muito o seu jeito.

Contigo eu aprendi muitas coisas
Com seu jeito coerente e otimista
De viver a vida,
Ensinou-me muito

Gosto da sua filosofia de vida
Por causa de pessoas como você, que são raras
Que ainda creio no amor
Obrigado por você existir
Simplesmente te adoro.


Solitude


É um silêncio cheio de mim.
A solitude, que escolhi ou que me escolheu,
às vezes pesa mais do que liberta.
Não é ausência de gente — é ausência de encontro.
É uma quietude que não consola,
uma liberdade que não abraça.

É estranho como, mesmo cercada de paz,
sinto falta do barulho certo,
da presença que não invade, mas se encaixa.
Do olhar que atravessa sem pressa,
do toque que entende sem precisar explicar.

Minha solitude é um lugar onde me ouço alto,
mas, às vezes, só queria escutar outro coração batendo ao lado.
Porque até o que é escolhido pode doer —
e o que é bonito também cansa.

Às vezes, o peito é largo demais pra abrigar só um silêncio.
Às vezes, o eco do que falta grita mais alto que a própria dor.
A solidão da minha solitude…
não grita, mas ecoa.

⁠Na curva de seus olhos
existe uma
galáxia
Em
mim
reside
um
buraco negro.

Será egoísmo
querer lhe consumir
por
inteira?