Nao sou uma Pessoa que Espera a Elogiar
Sou esta bagunça de sentimentos, de história, de vida. Sou esta constante contradição dentro de mim.
Mas ao mesmo tempo sou esta leveza que a dança exige. Sou os passos firmes e a batida pulsante que faz o coração se acelerar, e o sorriso surgir.
Eu sou o sonho de um lindo conto, mas também sou as lágrimas da realidade.
Sou a busca incessante por um olhar verdadeiro e um coração que espalhe amor.
Sou este amor que sempre está pronta para a troca e que por onde passa quer deixar e espalhar entre os jardins sem cor, as estações mais difíceis, o necessário para fazer colorir e se aquecerem.
Sou a fé, mesmo cansada, mesmo as vezes falha. Sou a crença que os contos existem, que a luz por mais que as vezes não veja está junto a mim, a você, a nós.
Sou a inocência em acreditar mais uma vez, em achar que será diferente, em acreditar no melhor das pessoas e do mundo, mas hoje também sou a malícia que tive que aprender para conviver, para se adequar.
Sou a ansiedade que chega a noite e me derruba. Sou as críticas no espelho. Sou o ódio das palavras no reflexo, sou a falta de amor em mim.
Sou aquela menina diferente que passou a vida para se explicar. Sou tantas vezes a explicação que não há. Apenas é o que sou, sem entender, mas que é julgada, observada, comparada.
Sou a menina que cresceu e se tornou mulher. Sou a mulher que dentro ainda é uma menina perdida e insegura que ainda fecha os olhos ao se desafiar.
Sou o ritmo alegre do samba, a batida e sensualidade do funk, mas de forma tímida, onde poucos conhecem. Ou talvez ninguém.
Sou a união dos instrumentos em um clássico onde se encontra a paz e emoção.
Sou a emoção a flor da pele que sente com a dor do outro, com as histórias ao redor.
Sou histórias, diversas, que as vezes a memória se esquece, sou os detalhes que somente um olhar com alma poderia enxergar.
Sou a solidão que mesmo ao redor de tantos se sente sozinha. Sou o caos entre ser e existir. Entre sentir e conviver. Entre se encaixar e somente ser.
Eu sou o barulho do mar, o canto dos pássaros, o sino dos anjos, e tudo aquilo que possa trazer paz mesmo havendo tanta bagunça, medo dentro de mim.
Talvez nunca me vejam ou entendam como eu sou. Ou talvez nunca me amem por quem eu sou. Mas continuarei a ser como minha essência se espalha em minha vida e ao meu redor. Seguirei mesmo sozinha levando o que há dentro de mim e deixar nos corações que tocar, que encontrar o meu melhor.
Sou a gratidão, sou a sorte, a luz que se irradia sempre em meu jardim. Mas mesmo assim consigo ser o olhar que se preocupa, que ora, que pede, que tem receios, traumas, mágoas, medos bobos, e dores n’alma que poucos sabem e que guarda escondida dentro de si para ninguem se preocupar.
Ela sabe que pode ser tudo, mas de algo sabe que não posso ser: diferente do que a essência dela é. E isso dói. A menina sente. As lágrimas surgem, mas ela caminha e se ergue a cada manhã com um sorriso nos rosto e uma vontade imensa de ser feliz.
Alma amada, já te disse que antes que Abraão existisse, Eu Sou...
Eu sou o Alfa e o Ômega e a eterna Presença no agora sem fim...
Então, Alma amada, entre através de Mim e sejamos Um...
Eu descortinarei os véus dos mistérios e te revelarei os segredos da Vida...
Eu te desposarei e em núpcias dançaremos no fluxo do Amor sem fim...
...aaaa que agonia, essa ânsia de se entender.
O imaginar da mente,
que trama, e o coração que sente.
Um discordar inerente.
Mas que pede feito tesão o juntar querendo ser, uno, feito carne e unha, feito até esse pra sempre...
Replique logo ali, num mais tarde contemporâneo que EU fui o dedo que apontou teu Norte, e mostrei a direção da luz.
Só não digas jamais que fui o mentor e te carreguei nos braços ou que fui eu que o ajudei.
Seria em vão ditar meu mantra uma vez que meu nome além de igual aos de alguns nem seria causa de tua ascensão ou queda, se assim não o quisera...
"Sou. E porque sou, agradeço ao Criador de todas as coisas.
Sei. E porque sei, sou grato aos meus pais e aos mestres que me orientam na caminhada"
Quem sou eu...
Eu sou um ser humano qualquer e transitório neste universo, nesta galáxia, neste planeta Terra, neste continente americano, neste Brasil e neste lindo nordeste.
Eu sou eu, a garota extrovertida, cansada, metódica, rotineira, medrosa, falante, feliz e muito além do que isso. Mas esse eu interior nem todos conhecem, pois é oculto de todos aqueles que não conseguem interpretar-me.
Todo dia me indago.
Oque é que me escraviza?
Porém a resposta que me achega é que preciso extinguir até mesmo a pergunta porque se não até da mesma estou sendo escravo.
Frieza
A noite é fria
A noite está fria
A vida lá fora é fria
Na frieza da alma
Antes eu sofria
Agora eu sou fria
Sou como o brilho da estrela do céu
Sou o mistério da estrela do mar
Minha vida tem sabor de mel
Sou um ser vivo que vive para amar
Uma versão de mim diz que sou do mau
A outra diz que sou forjada
Mas, não sou mais que mortal
E um por cento declara que sou invejada
Sou um átomo vindo do universo
Tudo sobre mim é puro poema
Sou apenas um pequeno verso
Metaforicamente, sou o que chamam de dilema
morro sempre que penso em viver
cada vez mais quando penso quem sou
e sou sempre menos quando penso quem era
É difícil saber quem eu sou; estou tão confuso, só quero saber quando tudo vai passar; só quero ser capaz de respirar o ar fresco que muitas pessoas respiram.
