Nao sou uma Pessoa que Espera a Elogiar
Somos versos soltos, escritos por dentro, patinando no vento. Existimos em corpos, além da capa. Além da obra. O que somos eu não sei.
Mas parecemos páginas de um livro aberto.
Segue mesmo, moça
mantém os passos conscientes
firme, esperta e forte
com seus ritmos resistentes.
cê é chama que incendeia a noite
cê ensina tanto sobre a gente
apesar de tudo, apesar do que sente
quer ser livre por direito
sempre ergue essa bandeira,
liberdade tão sua e minha
ontem, hoje, a vida inteira
ruas, palcos de coincidências,
ladeiras cheias de acaso
dançando e flertando
criando as consequências.
ecoa nosso “não é não”,
eco que sempre afirma
Moça! vaga sem rumo
apenas nessa noite
e tome muito cuidado,
ainda há perigo na esquina
Menina! descansa a alma
por hoje, só hoje, silencia
quietude é o que te falta
pois pausa também inspira
a falta que você me faz me trouxe dias de febre e poesia.
nada, nem a ausência é em vão, se parar para observar bem. acho que você não entenderia pois sempre se deu bem com excessos.
do exagero, de tanto ocupar espaço a sua ausência deixou um buraco imenso nos meus dias. e mesmo assim consigo ver beleza, por mais irônica ou colérica que seja.
sua falta faz verso e saudade, é verdade. pego caneta e registro notas sobre sua ausência. notas sobre o tanto de mim que há pra explorar.
eu sou gigante também.
eu sou quem ocupa minha vida.
é que ela nunca foi uma dessas pessoas que buscam ativamente o sentido da vida e nem acha que encontrará esse sentido lá fora;
para ela, o propósito devia encontrar a pessoa, e não o contrário.
talvez por isso, creio eu, a sua existência seguia em linha reta, monótona, sem curvas abruptas ou subidas vertiginosas.
até aquele dia. sempre tem o dia que muda toda previsão de trajeto até de quem nação se perdeu.
casa que já foi refúgio
paredes tem o que era
resto de segredo guardado
ainda sorrio tímida
fé de quem ainda espera
apesar de tudo da vida
e do coração arrebentado
há dor que hoje é suave
há você em todo canto,
saudade quebra o silêncio
das sobras em desencanto
timidamente meu sorriso,
resistente, atentar
teimosia arde em chamas
forças para caminhar
vai sorriso, vem comigo
não some mais, por favor
tira tudo que não finda
e as sombras ilumina
esse amor rasgando ao meio,
lembra a falta de sentido,
de cicatrizes e histórias,
de quem um dia foi abrigo
Refúgio de palavras sutis,
E asperezas proferidas
Por quem poeta se diz
La na frente cor e belo
Cidade de gente feliz
Por mais que seja belo
Surpreendente horizonte
Abriga rima e duelo
E as frases confortáveis,
De quem ontem escreveu.
Com típico lirismo cínico,
De quem já viveu no breu.
Poesias tão urbanas,
Forjadas na solidão,
Desviam, mas sem sucesso
Das ladeiras de desilusão.
Cafezinho misturado
Com aroma de cachaça aqui.
Passa gente, passa vida,
De tudo em BH vi.
É forte o cheiro de café,
Com história, clube e esquina
Mineirice contém fé.
Mineira é gente minha
As coisas se quebram, às vezes podem ser consertadas, e, na maioria dos casos, você percebe que, independentemente do que é danificado, a vida se rearranja para compensar sua perda, às vezes de forma maravilhosa.
Ele agora acreditava que uma relação bem-sucedida era aquela em que ambas as pessoas reconheceram o que de melhor a outra tinha a oferecer e escolheram também dar valor a isso.
As pessoas pensam muito sobre o futuro,sobre como serão daqui á 30 anos,deveriam pensar sobre o hoje e o agora.
Aquele ditado que ´´Sabemos do hoje,mas não sabemos do amanhã´´
é uma mentira,nós se quer sabemos se vamos conseguir colocar a cabeça no travesseiro.Viva o agora,não deixe de amar,chorar,sorrir,viver por uma bobagem,porque a vida é cruel e soberba,viva o hoje.
Houve um antes de você e um durante você. Por algum motivo, nunca imaginei que haveria um depois de você.
