Nao sou a Mulher Perfeita sou eu

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​"Eu não queria saber de estudar ou ler; não tinha interesse algum nisso. Gostava de matar aula e só me interessava por algumas coisas, ignorando outras. A preguiça e a falta de interesse tomavam conta de mim. Até que fui crescendo, alimentando muitos sonhos. Um desses sonhos realizei muito cedo: casar e ter filhos.
​Só que eu era tão infantil para aquela fase que não consegui manter o meu sonho como um adulto sábio deveria fazer. Tornei-me adulto e conheci novas pessoas — amigos bons e ruins. Os bons guardo no peito até hoje; os ruins foram passageiros, graças a Deus. Porém, foi com essas pessoas e com as minhas próprias falhas que fui aprendendo e entendendo como o mundo funciona.
​Hoje tenho 36 anos e só agora comecei a enxergar as coisas, ainda que pareça tarde. Isso é bom ou ruim? Por um lado, é ruim, porque eu poderia ter conquistado sonhos como carro, casa e família muito antes, como muitos jovens de 20, 25 ou 30 anos já conquistaram. Por outro lado, o bom é que eu acordei e entendi que nunca é tarde para correr atrás do que ficou para trás. Hoje tenho comigo o Leão da Tribo de Judá, o Senhor e Criador de tudo o que existe neste universo. Graças a Ele e à minha fé, consegui sair de um buraco muito profundo.
​Leia bastante para adquirir sabedoria e entender o que acontece no mundo. Sem estudo e sem leitura profunda, você pode acabar mal. O mundo lá fora não é como a sua casa! Lá fora o caminho é difícil e perverso, como um leão que o rodeia, pronto para devorar.




​Salmo de minha semente
David Araújo

*Elogio em silêncio*

Não vivo de dizer o quanto és,
eu vivo mostrando.
No cuidado que tenho,
no respeito que guardo,
no olhar que reconhece
mesmo quando a boca se cala.

Não preciso repetir todo dia
o que meu gesto já disse.
Quem ama de verdade
não conta elogios,
vive eles.

Tem gente que precisa ouvir
a cada hora o seu valor.
Eu prefiro provar,
no dia a dia,
que eu sei quem você é.

E se meu silêncio te parece frio,
repara bem:
é que meu elogio não faz barulho.
Ele fica.

Não diga eu te amo se não pretende cuidar das expectativas que essa frase desperta.

⁠meus professsores, e MEUS PAIS.MESMO EU NAO GOSTANDO DS ESCOLA.VAI STRAY KIDSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS

Geometria do Encontro

Eu não contava os dias por horas,
mas por versos que o acaso não leu.
Havia um deserto onde hoje repousa
o mapa de um tempo que ainda nem nasceu.

Chegaste como quem não pede licença
à casa vazia que o silêncio alugou,
e a parede fria, na tua presença,
aprendeu o calor que a cor não pintou.

Dizem que rio se forma gota a gota,
que o carvalho não brota do chão de manhã,
mas o mar que me invade a garganta e a rota
veio inteiro, de sal e de espuma, de ti, de manhã.

E não é sobre os meses que somamos à mesa,
nem sobre os calendários que a pressa riscou.
É sobre a tua voz sendo a estranha certeza
de que o "sempre" é um lugar, não um tempo que voou.

Cada passo contigo desenha um caminho
que a minha sede de ti faz de novo nascer.
Antes de ti, eu morava sozinho
no avesso do mundo, com medo de viver.

Agora, teu riso é a fechadura
de uma porta que eu nunca soube que havia.
E se a vida me der essa imensa aventura,
quero mais do teu lado, ir mais fundo, mais um dia.

Não me perguntes o "quando", pois o relógio
desaprendeu a correr quando te viu passar.
Ficou preso no instante em que o teu relógio
resolveu, sem saber, me ensinar a ficar.

Pouco tempo no mundo, imenso no peito.
Raiz que se alastra num chão recém-feito.
É que a beleza de estar onde estás
não se mede em segundos, se mede em ficar.

E eu fico. E eu volto. E eu me perco e me encontro.
E quanto mais fico, mais quero morar
nesse azul que teus olhos desenham no encontro
entre o que sou e o que quero ser: o teu lar.

Se não levar nada de você um dia, que leve sua amizade a qual eu roubei com carinho só para você me notar.

Como pensador e autor eu defendo que o "grande autor" não é necessariamente quem dá as respostas cientificas ou ficcionais, mas sim, quem instiga o leitor a buscar suas próprias verdades e contextualiza las em seu meio.

Costumo tratar muito bem a tudo e a todos pelos caminhos da minha vida mas não confundam, que eu seja insensível, apático ou pouco inteligente.Assim o faço por que é da minha essência e sempre quero o melhor para minha vida, e o grande caminho dos caminhos nos revela, uma única verdade, em sempre ser bom, ofertar o bem e semear
a harmonia, primeiro.

*EU ME QUERO DE VOLTA*


Saí de casa sem saber para onde ia. Não era exatamente uma viagem. Viagem pressupõe algum compromisso com a chegada. Eu só queria andar.


Peguei a moto cedo, antes que a cidade começasse a cobrar de mim as coisas que eu já não sabia se queria pagar. Uma mochila pequena, pouca roupa, documentos, algum dinheiro e aquela sensação conhecida de que talvez, se eu ficasse longe o bastante, certas coisas dentro da cabeça perdessem o endereço.


A estrada de serra estava quase vazia.


Subi sem pressa. Curva depois de curva. Pinheiros, barrancos, casas isoladas, pequenas vendas onde ainda se podia tomar café sem alguém perguntar se você queria açúcar. Em alguns lugares, o mundo parecia ter esquecido de atualizar a paisagem.


Eu gostava disso.


Talvez porque passei boa parte da vida fazendo exatamente o contrário.


Atualizando.


Mudando de emprego. De cidade. De mulher. De opinião. De planos. Trocando certezas velhas por certezas novas, como quem troca uma camisa suja e acredita que ficou limpo.


Quando somos jovens, ninguém nos explica direito o tamanho da brincadeira.


Dizem para estudar.


Trabalhar.


Construir.


Casar, talvez.


Ter filhos.


Comprar uma casa.


Ser alguém.


A gente acredita.


Depois descobre que existe uma diferença enorme entre cumprir o figurino e caber dentro dele.


Eu cumpri algumas partes.


Outras fiz pela metade.


E algumas fiz tão bem que quase consegui destruir a pessoa que deveria ter sido.


Foi só muito depois que percebi isso.


Na juventude, eu achava que as decepções eram acidentes de percurso. Uma mulher que não ficou. Um amigo que virou estranho. Um projeto que morreu antes de nascer. Uma porta que não abriu. Um sonho que parecia grande demais para o quarto onde eu dormia.


A gente sofre.


Depois chama aquilo de experiência.


É uma maneira elegante de não admitir que não entendeu nada.


Continuei subindo.


Em determinado ponto, parei a moto num acostamento. Havia uma venda pequena, dessas que parecem ter sobrevivido por teimosia. Pedi café. O homem atrás do balcão devia ter mais ou menos a minha idade. Talvez um pouco mais.


Ele não tinha pressa.


Fiquei olhando enquanto ele limpava o balcão com um pano que provavelmente já tinha visto dias melhores.


Pensei em quantas pessoas eu havia observado durante a vida.


Homens cansados.


Mulheres que desistiram de certas coisas sem anunciar.


Gente que bebia todos os dias.


Gente que trabalhava todos os dias.


Gente que dizia estar feliz com a convicção de quem precisava convencer a si mesmo.


Eu costumava olhar para essas pessoas de fora.


Agora começo a reconhecê-las por dentro.


Essa talvez seja uma das partes menos agradáveis de envelhecer.


Você começa a encontrar nos outros os mesmos defeitos que passou anos condenando.


O homem que você julgava acomodado.


Você.


A mulher que você achava que tinha desistido.


Você.


O sujeito que dizia não esperar mais nada da vida.


Você.


É uma espécie de justiça tardia.


A vida não manda boleto.


Manda espelho.


Voltei para a estrada.


Desci a serra em direção ao litoral. O ar mudou primeiro. Depois a paisagem. A estrada se abriu e o mar apareceu entre uma curva e outra.


Parei.


Fiquei olhando.


Não senti nenhuma revelação.


Ainda bem.


Tenho desconfiança de revelações.


Quase sempre elas duram até o próximo problema.


O que senti foi uma coisa mais simples.


Cansaço.


Um cansaço antigo.


Não do corpo. O corpo estava funcionando.


Era outro.


O cansaço de carregar perguntas que aprenderam a se reproduzir.


Quando somos jovens, procuramos respostas.


Depois de algum tempo, percebemos que algumas respostas apenas criam perguntas melhores.


E algumas perguntas não querem resposta.


Querem companhia.


Segui pela estrada litorânea.


Pequenos lugarejos apareciam e desapareciam. Uma igreja. Uma praça. Dois cachorros dormindo na sombra. Um bar aberto numa quarta-feira à tarde. Um velho sentado numa cadeira de plástico olhando para lugar nenhum.


Talvez ele soubesse alguma coisa.


Talvez não.


Essa é outra mentira da idade.


A gente imagina que quem chegou mais longe sabe mais.


Nem sempre.


Às vezes só chegou mais longe.


Foi então que lembrei de algumas coisas que eu tinha deixado para trás.


Não pessoas exatamente.


Momentos.


A adolescência.


Aquele período estranho em que a vida ainda não tinha apresentado a conta.


Eu sinto falta de coisas que, na época, pareciam insignificantes.


Uma rua.


Um quarto.


Uma conversa idiota.


Uma música tocando num rádio ruim.


Uma tarde sem obrigação.


A sensação de que ainda havia muito tempo.


É curioso.


Quando temos tempo, queremos futuro.


Quando o futuro já está parcialmente ocupado pelo passado, começamos a querer de volta algumas tardes.


Não quero voltar a ser adolescente.


Isso seria uma estupidez.


Quero apenas recuperar alguma coisa daquele sujeito que acreditava que a vida podia ser diferente.


Não necessariamente melhor.


Diferente.


Talvez seja isso que eu tenha perdido.


Não a juventude.


A capacidade de acreditar antes de exigir garantias.


Passei anos tentando viver de acordo com aquilo que parecia correto.


E algumas coisas corretas fizeram estragos.


Essa talvez seja uma das coisas que ainda não compreendi.


Como alguém pode fazer tudo conforme o figurino e, mesmo assim, terminar diante de uma vida que não reconhece?


Você trabalha.


Paga contas.


Cumpre compromissos.


Evita escândalos.


Engole algumas vontades.


Adia outras.


Diz “depois”.


Diz “agora não”.


Diz “é o melhor”.


E, quando percebe, existe uma distância entre aquilo que você construiu e aquilo que você era.


Não houve uma explosão.


Não houve música triste.


Ninguém percebeu.


Foi acontecendo.


Depois que sangra, seca.


O problema é que a pele fica diferente.


Talvez algumas coisas tenham morrido em mim em dias que eu achei que tinha apenas perdido.


Uma relação.


Uma amizade.


Uma possibilidade.


Uma versão de mim.


Aquilo não me matou.


Mas algo naquele dia morreu em mim.


Demorei para entender.


Ou talvez ainda não tenha entendido.


A diferença entre amadurecer e se acostumar é uma das perguntas que continuam me perseguindo.


Porque existe gente madura.


E existe gente apenas cansada.


Existe gente tranquila.


E existe gente que desistiu de discutir com a própria vida.


Existe gente que aprendeu a viver.


E existe gente que aprendeu a não reclamar.


Às vezes eu não sei em qual grupo estou.


Talvez nos dois.


Continuei rodando.


O vento batia no capacete e levava embora qualquer possibilidade de pensamento organizado.


Foi bom.


Minha cabeça sempre foi um lugar pouco recomendável.


Sou de carne, osso e uma confusão de pensamentos.


Nunca fui exatamente uma pessoa simples.


Durante muito tempo achei que isso fosse um defeito.


Hoje já não sei.


Talvez a simplicidade seja apenas uma forma eficiente de esconder aquilo que não conseguimos compreender.


Eu sempre vou ser uma confusão.


Não digo isso com orgulho.


Também não digo com vergonha.


É apenas um diagnóstico sem médico.


No fim da tarde, parei perto de uma praia pequena.


Não havia quase ninguém.


Tirei o capacete e sentei num banco.


O mar fazia aquele trabalho antigo de ir e voltar sem precisar justificar nada.


Pensei que talvez eu tivesse passado tempo demais tentando resolver a minha vida.


Talvez a amnésia resolvesse o problema.


Esquecer algumas coisas.


Esquecer algumas pessoas.


Esquecer certas versões de mim.


Mas logo percebi que seria inútil.


Porque não é o passado que continua nos perseguindo.


Somos nós que continuamos voltando até ele.


Voltei para a moto.


Ainda não sabia para onde iria dormir.


Também não sabia o que faria no dia seguinte.


Pela primeira vez em muito tempo, isso não pareceu uma ameaça.


Talvez porque eu tenha finalmente entendido que planejar tudo não me protegeu de nada.


Tudo correu como eu não planejei.


E, apesar disso, cheguei até aqui.


Não é uma vitória.


Também não é uma derrota.


É apenas o lugar onde estou.


A estrada continuava pela costa.


Eu podia seguir.


Podia parar.


Podia voltar.


Não havia placa dizendo qual das três opções seria a mais correta.


Ainda bem.


Passei anos demais obedecendo placas.


Naquela noite, enquanto o céu escurecia sobre o mar, pensei numa frase que não parecia minha, embora viesse de dentro:


eu me quero de volta.


Não o homem que fui.


Isso seria impossível.


Quero de volta alguma coisa que existia antes de eu começar a negociar comigo mesmo.


Antes de transformar desejo em obrigação.


Antes de confundir responsabilidade com abandono.


Antes de aprender a dizer “é assim mesmo”.


Talvez viver seja justamente isso.


Perder algumas versões de si.


Encontrar outras.


E, de vez em quando, reconhecer uma antiga no acostamento.


Parar.


Olhar.


Não tentar trazê-la de volta.


Apenas agradecer.


Depois subir na moto e continuar.


Porque existir é pouco.


É preciso viver.


Mesmo sem saber exatamente como.


Mesmo carregando perguntas.


Mesmo fazendo errado.


Mesmo descobrindo tarde demais que algumas respostas não estavam na estrada, na cidade, nas pessoas ou nos lugares para onde fugimos.


Estavam naquilo que a gente evitou olhar enquanto ainda tinha tempo.


O motor pegou na primeira tentativa.


Pus o capacete.


Acelerei.


Vamos, vida.


Me surpreenda.


Dessa vez eu não vou exigir que você faça sentido.

Talvez eu não tenha medo de morrer. Talvez tenha apenas curiosidade para descobrir se, finalmente, alguma coisa terá coragem de ficar.

Não confie demais no meu sorriso. Algumas pessoas usam lágrimas para pedir ajuda; eu aprendi a usar o riso para esconder o endereço.

Ambiguidade

Não confunda alhos com bugalhos!
Ontem eu encontrei você.
Estava linda,
pronta pra sorrir.
E lembrei da carta
que lhe escrevi.
Eram só palavras,
sem qualquer significado especial.
Mas você nem leu.
Nem sorriu pra mim.
Era só um sonho.

Às vezes, existe em mim uma sensação que não sei nomear — como se eu tivesse me afastado de mim mesma sem perceber. Continuo vivendo, sorrindo, conversando, seguindo os dias, mas há momentos em que tudo parece acontecer diante dos meus olhos, e não exatamente comigo.


É como assistir à própria existência sentada na última fileira, reconhecendo o rosto no palco, mas sem sentir que aquela pessoa sou eu por inteiro. Conheço minha voz, meus gestos, minhas histórias, mas ainda assim existe algo profundamente estranho em habitá-los.Como se eu estivesse presente apenas pela metade, observando de longe uma vida que deveria sentir como minha.


E o mais inquietante é não saber de onde vem esse vazio, nem por que, mesmo estando dentro de mim, às vezes me sinto tão distante de quem sou.

Algumas coisas não podem mais ficar presas só no pensamento. Eu guardei todo o amor que sinto por você aqui dentro, em silêncio. Não foi porque o sentimento diminuiu ou perdeu a força; foi apenas porque eu ainda não tinha coragem de entregar o meu coração de novo para você — ou para qualquer outra pessoa.Esse amor ainda pertence a você. Ele carrega as suas lembranças e a forma única como você entrou na minha vida e mudou tudo, sem que eu nem percebesse o quanto eu estava mudando por dentro.Às vezes, eu tento me convencer de que preciso seguir em frente, fechar essa porta e deixar o tempo apagar o passado. Mas o meu coração não aprende essas coisas fácil. Ele é teimoso. Ele insiste em guardar esse espaço e em acreditar que, talvez, um dia você olhe para trás e perceba que ainda existe um lugar aqui cheio de amor, esperando por você.Por isso, por enquanto, eu escolho deixar esse sentimento bem guardado e protegido. Não faço isso para viver preso ao que passou, mas porque sei que o que sinto por você é raro demais para ser esquecido ou jogado fora.Quem sabe, um dia, você aceite receber o que eu tenho para te dar. E quem sabe, nesse dia, todo esse amor finalmente encontre o lugar que sempre foi seu.

Se um dia eu não estiver mais aqui, guarde estas palavras como o meu último suspiro de amor. Você foi, sem dúvida, a melhor história que a vida me permitiu viver. Ao seu lado, eu não apenas existi; eu descobri o mundo de verdade.Levo comigo a beleza de tudo o que fomos:O seu sorriso, que sempre será o meu primeiro raio de sol, espantando qualquer escuridão.O seu toque, leve como uma pluma, e a suavidade da sua pele que ainda sinto em mim.O seu beijo, doce como o mel, um vício do qual eu nunca quis me libertar.A sua voz, que traz a paz das ondas do mar e acalma o meu coração.Obrigado por ter sido o meu porto seguro e o meu abrigo mais bonito. Se eu partir, levo a paz eterna de ter te amado e deixo a minha gratidão por cada segundo que compartilhamos.

Se chegar o dia em que eu não estiver mais aqui, guarde estas palavras como a minha última declaração de amor. Você foi a melhor coisa que já aconteceu na minha vida. Ao seu lado, eu não apenas vivi; eu descobri um mundo inteiramente novo.O seu sorriso sempre será como o primeiro raio de sol da manhã, afastando todas as minhas tristezas. Ainda sinto a suavidade da sua pele e o gosto doce do seu beijo. A sua voz me acalma como o som das ondas do mar.Obrigado por ter sido o meu porto seguro. Se eu partir, levo comigo a paz de ter amado você e deixo a minha eterna gratidão por cada segundo que compartilhamos.

Desde que você se afastou, percebi que a vida ao meu redor continua, mas eu ainda não consegui seguir em frente. Sinto um vazio enorme e uma ausência total de sentido no meu cotidiano hoje.Passei muito tempo tentando defender o meu ponto de vista, mas a verdade é que eu estava completamente errado. Você estava certa em acreditar no nosso relacionamento quando eu mesmo duvidei. Hoje entendo que a sua presença e a sua alegria eram o que davam direção ao meu futuro. Sem você, os dias se tornaram difíceis e sem motivação.Resumo o que sinto hoje em três pontos:Arrependimento: Por ter deixado o meu orgulho falar mais alto do que o meu sentimento e pelas falhas que cometi.Saudade: Da parceria que tínhamos e da segurança de saber que o meu lugar era ao seu lado.Esperança: De que ainda dê tempo de assumir os meus erros e tentar consertar as coisas entre nós.Eu não quero mais deixar o tempo passar, porque cada dia distante de você é um desgaste muito grande. Não estou apenas pedindo para você voltar; estou me comprometendo a ser o parceiro que você sempre mereceu e acreditou que eu pudesse ser.Gostaria muito de uma oportunidade para recomeçarmos e fazermos dar certo. Podemos conversar?

Brasil de quem?


Ora, de quem eu não sei, mas é meu também.
Meu Brasil, brasil do golpe, da ditadura, brasil de Vargas, mas também Brasil de Eunice, mãe amada


brasil com o solo manchado de vermelho, mas também regado pelas lágrimas do brasileiro. Sim, país de muitas desigualdades
mas pertencente a um Povo resplandecente, que em meio a tanta dor, encontra espaço para um sorriso


Dizíamos na segunda guerra que "A cobra vai fumar", sim, mesmo lá tinha espaço para nosso riso


Povo amado que tanto valorizo, Povo que torna do Brasil brasileiro.

Está escrito nas estrelas e guardado no meu coração: eu ainda pertenço a você. Não importa quantas páginas a gente já tenha virado ou quantas lições a vida nos impôs. Cada passo que demos e cada dificuldade que enfrentamos só serviram para mostrar que o nosso amor é a única certeza que eu tenho no mundo.Em minhas orações, eu sempre peço por nós dois. Peço aquilo que as palavras nunca conseguiram expressar direito, não importa a distância que tente ficar no nosso caminho. Eu já sonhei um milhão de sonhos e, em cada um deles, era o seu rosto que eu buscava.A vida passa rápido demais e o futuro logo vira passado. Por isso, não quero perder mais nenhum segundo. Quero te abraçar novamente e, dessa vez, para sempre. Quero caminhar pelo caminho que a gente já conhece — aquele que finalmente nos leva de volta para casa, para o nosso refúgio.Hoje, posso dizer com toda a minha alma: eu dou tudo por nós e por esse amor. Você é o meu amanhecer, a minha lição mais bonita e o meu destino final.

Eu te amo, não com este coração que morrerá, mas com a alma, que um dia deseja lhe reencontrar.