Nao sou a Mulher Perfeita sou eu

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O objetivo e finalidade maior de toda música não deveria ser nenhum outro além da glória de Deus e a renovação da alma.

O bom de se estar velha é que não se tem nada a perder.

Aprendi a rir de mim mesma, a não guardar rancor e falar o que penso. Aprendi que viver com emoção, inovação e diversão torna a vida mais leve.
Aprendi que ter lembranças que te façam sorrir é o melhor remédio pra solidão.
Aprendi que fazer loucuras às vezes é o que te torna são.
Aprendi que cantar, dançar, gritar, mudar, rir e chorar é infinitamente melhor do que passar a vida tentando acertar em vão.

Tenho duas amigas malucas que pra mim não são amigas, e sim irmãs.

Não existem "pessoas feias", existem pesssoas falsas, mentirosa, tão ignorante a ponto de não reconhecer que a real beleza não está na aparência e sim no carácter!

Gosto de dizer que tenho inteligência: não porque a tenho, mas porque a imagino ter.

Os sonhos não têm pernas
Mas tem que correr atrás
Em busca dos seus planos
Nunca é demais

E as ovelhinhas que supostamente são acusadas de negras, às vezes não sabem que são as mais belas entre as ovelhas.

Você não pode ser realista sem parecer depressivo.

Não há vagas

O preço do feijão
não cabe no poema.
O preço do arroz
não cabe no poema

Não cabem no poema o gás
a luz
o telefone
a sonegação
do leite
da carne
do açúcar
do pão

O funcionário público
não cabe no poema
com seu salário de fome
sua vida fechada
em arquivos

Como não cabe no poema
o operário
que esmerila seu dia de aço
e carvão
nas oficinas escuras
- porque o poema, senhores,
está fechado:
“não há vagas”

Só cabe no poema
o homem sem estômago
a mulher de nuvens
a fruta sem preço

O poema, senhores,
não fede
nem cheira

Não tema o futuro, não lamente o passado.

Estás temeroso de ser o mesmo em teu próprio ato e valor de que em teu desejo? Não terás o que mais estimas , o ornamento da vida , e viverás um covarde em tua própria estima, deixando "Eu não posso" ultrapassar "eu farei", como o pobre gato no adágio?"... És um homem.

Quem tem sorte ganha no genro um filho, quem não tem, perde uma filha.

Só porque você não se parece com as garotas das revistas não quer dizer que não seja linda do seu próprio jeito.

Tem fotografias que não foram publicadas porque as câmeras não conseguiram captar. Foram registradas no coração, na memória e arrancam um riso largo. Elas serão flores da nossa velhice.

Entre o cansaço e a reinvenção


Há momentos em que tudo parece parar.
O corpo não reage, a mente pesa, e o coração se cala.
Mas antes desse vazio, vieram os dias de luta,
os de sobrecarga, de resistência, de pura tentativa.


Vieram os tempos em que foi preciso sobreviver —
reinventar-se, aprender o que nunca se imaginou,
buscar um novo rumo, mesmo quando o chão faltava.
E, sem perceber, fomos adoecendo.
Talvez não de febre, mas de esgotamento.
De tentar ser fortes o tempo todo.


A vida é isso: um constante sobreviver.
É cair, e mesmo sem forças, tentar levantar.
É seguir com os pedaços que sobraram,
e fazer deles uma nova forma de ser.


Eu tenho vivido assim: lutando,
mesmo quando o cansaço me visita.
Porque entre o desgaste e a esperança,
ainda há um fio de fé que me faz continuar.
E no meio do caos, eu me reinvento —
vez após vez,
vida após vida,
em mim mesma.


Mas, às vezes, sinto falta da mulher que fui.
Daquela que sonhava sem medo,
que acreditava no novo, que se lançava inteira.
Sinto falta da energia que me fazia criar,
das madrugadas acesas por ideias,
das vontades que me moviam.


Quem sabe seja tempo de voltar —
não à dor, não ao peso,
mas ao fogo que me acendia por dentro.
De reencontrar em mim o brilho da busca,
a alegria do recomeço,
a coragem de tentar outra vez.


Talvez esse seja o meu novo recomeço:
reavivar o que um dia me fez viva.


Mas por hoje, por agora,
apenas revisito essa eu do passado
em uma galeria lotada de momentos,
de construção, de vivências, de trabalho,
de luta, de sonhos —
imagens arquivadas, jamais vistas,
que hoje revisito pouco a pouco
e sinto falta,
mas não me encontro lá.

Despedindo-me em Silêncios


Há dias em que me percebo partindo sem sair do lugar.
Não é fuga, é cansaço de permanecer inteira.
Vou me desfazendo devagar,
como quem solta o ar e deixa o corpo repousar no intervalo.


Já não há pressa em resistir.
A resistência virou hábito, quase uma oração muda,
dessas que não se aprendem, apenas se sentem.


Deixo pedaços meus em cada esquina do dia
um pouco na roupa pendurada,
outro no copo que esqueci de lavar,
e tantos nos silêncios que deixei falando por mim.


Não há ruído na minha ausência;
há um eco que insiste em sussurrar: “ainda estou aqui”.
Mas estar tem me custado caro,
como se cada gesto cobrasse uma parte da alma.


Não quero piedade, nem perguntas.
Quero apenas o direito de ser brisa,
de existir em fragmentos,
de não precisar me reconstruir hoje.


Se um dia eu me dissolver inteira,
não busquem culpados,
apenas saibam que eu tentei.
E que, em cada fragmento que deixei,
havia uma tentativa de ficar.

A maior riqueza que se pode adquirir! é perceber que os verdadeiros valores da vida não são os da sua conta bancária, mas sim das coisas boas que você planta e se multiplicam em sua vida, e na vida das pessoas as quais amamos.

O que te detém não é quem você é, mas quem você acha que não é capaz de ser.

Então que diferença faz ter ou não ter a intenção de fazer alguma coisa? Seja por acidente ou por querer, o resultado é o mesmo.
(Convergente)

Veronica Roth
Convergente