Nao sou a Mulher Perfeita sou eu
Perfiladas na superfície lisa do papel a se dar sentidos
Letras em forma formam palavras
Assim como pegadas perfiladas na areia a trilhar caminhos
Ambas se perdem ao tempo no sentido do vento
Tudo do que nada temos a reivindicar do que nos omitimos
Tudo do que nada temos por nos omitirmos do que não conseguimos
Tudo do que nada temos, a saber, do que nada tem a se dizer
Tudo do que nada temos a dizer do que se tem a se saber
Dimanadas ao proferir do verbo
Palavras em forma se formam em sentidos
Assim como pegadas perfiladas na areia a trilhar caminhos
Ambas se perdem ao vento no sentido do tempo
...O amor vem pra cada um, poético, gentil, cortês, carinhoso, cerimonioso, que mesmo para entrar onde é permitido pede permissão, o amor vem pra cada um, rastejando pelo céu ou voando pelo chão, o amor vem pra cada um, cego no acender da luz a clarear o que se vê no enxergar da escuridão, o amor vem pra cada um, trazido pela ventania, soprado à imensidão, o amor vem pra cada um, a galope, no trote da mansidão ou em disparada, sem rédeas, guiado pela emoção...
...o amor vem pra cada um, despojado, descalço, desatinado, aos berros, atirado à multidão, o amor vem pra cada um, sem resignação, aquecendo desejos de quem ainda espera ser consumido pelo fogo da paixão, o amor vem pra cada um, sem formas, sem pré-conceitos, sem medos, sem culpas, sem preceitos, sem certezas, nem dúvidas, o amor vem pra cada um sem avisar, sem dizer por aonde vem ou por aonde vai passar, na volta da ida da contramão, o amor vem pra cada um certeiro, viajado no devaneio do coração...
Permita-me...
Permita-me caminhar pelos teus passos
À deriva por me ter na imensidão
Sem destino no teu mundo eu me achar
Sonho e vida a fluir pelas estrelas
O desejo de nunca ter um fim
Um com o outro, corações por se fundir
Celebrando o que mais me faz querer
Saciar ao teu lado, a minha sede insaciável de viver
Defronte Com O Racismo
Já fui julgado e condenado sob a batuta de um olhar,
Por carregar na cor da pele a negação como afirmação
Já fui citado no silêncio da resposta,
Por carregar na cor da pele a razão reputada na segregação
Já fui vitima do título de vitimismo,
Por carregar na cor da pele a dor da discriminação
Quando esperamos de algumas pessoas o melhor que nelas imaginamos enxergar, nos deparamos por muitas vezes com o pior que nelas podemos encontrar.
De um amanhã outro virá...
Como esperança adiante
De um instante constante
A se pronunciar...
Sempre haverá um amanhã que de outro virá...
Em cortes diversos livres a se alinhar
No que se tem por vir
Há de se advir
Um amanhã profuso
Enlevo a dançar
No que ainda advirá para se recomeçar
Que Nada Me Tire...
Que nada me tire o sonho que me faz sonhar
Que nada me tire o deslumbre da imensidão que habita o meu olhar
Que nada me tire à alegria do riso que me faz sorrir
Que nada me tire a música que apraz o meu paladar
Que nada me tire o caminho que faz caminhar
Que nada me tire o tempo de retornar para continuar
Que nada me tire à fé que me faz perseverar
Que nada me tire da meta que tenho por atingir
Que nada me tire à órbita da poesia que me faz girar
Que nada me tire o sentido que me faz sentir
Que nada me tire o fim antes mesmo de começar...
Ainda ontem eu vi você de joelhos a rezar
De arma em punho pronto para atirar
Em mais alguém que extasiado te aplaudia
...Novos Tempos, Velhos Começos...
Inicio de outros tempos
Pensamentos a se moldarem
À jornada de um ato
Ao alcance de um passo
De uma mão a se fechar
Demarcando a imensidão
No estalido de um olhar
Por se ter em compleição
O instante a fecundar
Em formas, cores, sons e movimentos...
Implodindo em sentimentos
No espaço por pedaços
O sentido dos sentidos
Que se faz ecoar
Dentre os fins e seus outros desfechos
Novos inícios e velhos começos
Um ciclo no círculo a se formar
No caminhar do seguir da vida,
Caminhos nos caminhos se perdem do destino,
Para o destino se fazer da caminhada o seu caminho.
Eu me vi !
Eu estava do outro lado,
De fora da bolha acenava um chamado,
mas como assim?
tem 2 de mim?
Só posso estar chapado. . .
Qual é o nome do meu ser?
Quantos nomes posso ter?
Um nome que alguém me deu
Um nome que eu quero ter
Meu nome quem é você?
Meu ser quero conhecer
Mesmo sem nome
Eu e você vamos ser Um
Se o meu Eu se reflete em tudo que vejo
como pode ser tão difícil olhar para mim mesmo?!
Mas que paradoxo!!
Percepção que oxida quando não se cuida
e mesmo sabendo não é conclusa.
A forma como você trata os outros é a forma como você trata Deus.
Se existe um Deus ele é o Outro.
Aquele que por ora parece ser o Demônio,
por fora parece infortúnio e muitas vezes te decepciona.
Eu, tu e eles.
Nós somos Ele.
Abençoadas sejam as noites em que, os desejos sufocados do dia, vem á tona a nossos sonhos e revivem.
Como posso dizer: EU TE AMO, se você só tem raiva de mim.
Como posso falar no seu ouvido: VOCÊ É ESPECIAL PRA MIM.
Tudo perde seu real sentido quando ouvido com ódio,raiva ou estranhamento,
E quem diz acaba saindo por tolo.
Dou por mim a pensar em tudo e dou por mim a pensar em nada
Dou por mim a sentir tudo e dou por mim a sentir nada
Dou por mim a falar acerca de tudo e dou por mim a falar acerca de nada
Dou por mim a escutar tudo e dou por mim a escutar rigorosamente nada
Dou por mim a fazer tudo e dou por mim a fazer nada
Dou por mim a partir e dou por mim a regressar
E entre o meio desses extremos vou verdadeiramente existindo, ciente de tudo aquilo que pretendo e de tudo aquilo que não pretendo
O Passado que um dia foi Presente e Futuro
O Presente que um dia foi Passado e que um dia será Futuro
O Futuro que um dia foi Presente e Passado
Simplesmente Ser
A DICOTOMIA DA SOLIDÃO
Todo aquele que se conhecer a si próprio será imune ao caos organizado que a solidão acarreta.
Prisão para uns ou Liberdade para outros, a solidão é como uma espécie de faca com dois gumes. Ora mata e elimina as turbulências externas que entram pelos nossos poros adentro, ora corta e separa o trigo do joio quando estamos perante as nossas mais diversas dúvidas existenciais.
A solidão, por assim dizer, também revela uma sombria ou luminosa dualidade. Digamos que, uma espécie de arauto da desgraça ou fortuna, que invade o nosso espaço interior e exterior quando a própria nos persegue em modo de delito involuntário ou quando a procuramos incessantemente de livre e expontânea vontade.
Reza a regra que a solidão já matou tantos quanto salvou e já salvou tantos quanto matou se dela fizermos um amigo que nos escuta sem julgamento.
Reza também o dito que “mais vale só que mal acompanhado” mas no entanto também Amália Rodrigues um dia disse que preferia estar mal acompanhada do que só.
Eu por mim cá estarei para a receber ou procurar, sempre que os sentidos e os momentos assim ordenarem.
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