Nao sou a Mulher Perfeita sou eu
Sou simplesmente um peregrino,
Garimpando os vossos sentimentos e emoções.
E vou fazendo a triagem: Peneirando: Percebendo o que vai em vossas almas: na essência!...
E então , aspiro a minha simples visão, do meu submundo...
E o que sai das minhas entranhas: vou depurando, analisando e assim me envolvo com o teu ser e com a consciência universal...
E o que fica, é um resíduo íntimo: purificado. Que vai entrar em colapso com os vossos sentimentos, olhares e percepções...
Detonando a sua sede de experienciar a vida, de entender o caminho em que andas e compreender a própria dimensão da existência...
Por isso é que há, essa sintonia fina entre nós, vós, eles e o cosmos... Somos essa nata que transborda do leite da via láctea;
E nesse turbilhão de emoções vamos nós entrelaçando, reforçando e solidificando as nossas amizades.
Gratidão pela vossa e nossa existência: por fazermos parte dessa nova história, que flui através dos temos, sem tempos...
Em nossas dimensões...Corações.
Consciências sempre prontas para se despertar, nesse amado presente.
Abraços
Felicidades
Paz no coração.
"Sou apenas uma palavra, que aparece poucas vezes no seu livro da vida, que sempre morre com o ponto final de um capítulo, e que pode ou não ser renascida..."
silencio me diz tanto,
me abafa e me faz sentir
penso
logo respiro
tens medo de mim pois sou diferente
tens medo pois nunca serei igual
se vai seu apego
pois sabe que acho que nada é pra sempre
a nao ser que seja.
Tens medo de se apegar,
logo eu que me jogo de corpo e alma
tens medo de me fazer casa,
logo eu que ja em ti habito,
entendo como são as coisas,
entenderei mais quando finalmente colocar a cara pro ar
me vejo freneticamente em frente ao espelho
gritando para que eu mesma fique
que eu nao va embora de mim
como ja fiz tantas outras vezes,
algumas pessoas me dizem que tenho que para de fumar
nao entendo esse gosto tao fervente de tirar das pessoas aquilo que acham que estejam certos
por mais que nao estejam
vou morar onde for pra morar,
sem preocupação e nem lugar
sem apegos demais
nao nego carinho,
me faça
que te faço o melhor que imaginas
Sou, como todo homem,
prisioneiro, prisioneiro
de uma esperança
de uma ilusão persistente
de um querer permanente
de um sonhar consciente
de que no amanhã
logo amanhã
virá a liberdade
Prisioneiros da esperança
Sou, como todo homem,
prisioneiro, prisioneiro
de uma esperança
de uma ilusão persistente
de um querer permanente
de um sonhar consciente
de que no amanhã
logo ali, depois que noite se for
.... virá a liberdade
Quem acredita em liberdade?
quem se abraça com esperança?
são sempre os mesmos
os desesperados
os prisioneiros
os injustiçados
os cegos
os mudos
os surdos
os aleijados
...as mulheres,
as crianças
e os poetas.
Sou poeta-escritor, entre os meus melhores livros de prosa destaco o Moralista e Ensaio sobre a loucura, são livros que desconstroem ilusões, não são confortos para almas deprimidas.
Edito revistas e jornais há muitos anos, sempre com o foco na divulgação de autores nacionais, sou editor, realizo projetos não sou vendedor de sonhos. Sem nenhuma alusão a Augusto Cury é claro, pois como escritor Augusto é um ótimo psicanalista.
Suas tesses são superficiais, mas são importantes para literatura médica, como tratamento psicológico, mas como literatura são tão ruins como as de Paulo Coelho.
Não é à toa que ambos vivem discutindo quem é melhor ilusionista, quem vende mais livros, coisas desta natureza.
NOTA DE EDITOR
Sou editor, mas antes de tudo sou poeta. Tenho muito respeito pelos meus pares, poetas e escritores, criaturas inquietas que não aceitam a vulgaridade da vida, por isso escrevem, a razão, contudo, sempre é nobre, mesmo que a obra não tenha ecos de eternidade.
Queria muito encontrar um Rimbaud, como Paul Verlaine, ou como Max Perkins encontrou e eternizou, Thomas Wolfe, Hemingway e Fitzgerald...
Não subestimo nenhum autor, leio todos que edito, leio ao editar e leio depois como estudo necessário da obra, caso seja provocado escrevo, vez por outra, uma nota sobra o autor e sobre a obra...
Escrevo poesia, não com intuito débil de ser eterno, nada é eterno, tudo flui ou passa como o rio de Heráclito. Tudo explode em vaco, somos átomos e abismos de Demócrito... Mas com tudo isso, a alma do poeta ainda insiste na eternidade da poesia e da musa.
"Forjei o poeta que sou, num crisol de muitas dores. Entre elas a mais cruciante foi a ignorância do meu semelhante."
“Sou crítico da incoerência textual e discursiva dos homens, mas nunca da inspiração divina dada aos verdadeiros santos entre nós: os poetas ”
Sou pó
O infinito é a medida certa
Da nossa ignorância.
Sou partícula de pó
Dentro deste vasto e imensurável caos
Deste mundo de matéria,
Feito de água, terra, ar e fogo.
Sou pó, sem importância,
Às vezes pura presunção de existir.
Sendo pó ainda me arrisco,
Persisto em ser alguém
Alguém que sofre as dores do mundo
Alguém que canta, que chora e ri.
Alguém que esquece a sua insignificância
A ponto de amar sem condição
Mesmo sendo pó, sem nenhuma importância
Me atrevo a ignorar o medo
De prosseguir evitando o ódio.
Como partícula de pó escolhi viver o hoje
Sem pensar na inutilidade que me aguarda o futuro.
O que sou, hoje tenho convicção, sei perfeitamente, entre tantos personagens que as circunstâncias me proporciona ser. Sou homem, pai, marido, irmão, poeta, escritor, jornalista, músico, compositor, cozinheiro, livre pensador, cristão dedicado, cidadão. Mas nenhum desses me representa plenamente, pois há uma pessoa secreta entre mim e Deus, quando me afasto de todos esses, sou plenitude de liberdade, neste ambiente livre, sereno e seguro posso alcançar uma unidade sublime que se comunica com o divino eterno. Neste mundo livre tenho paz e esperança, serenidade para executar minha função de ser pensante sem credo ou etnia, nessa condição superior posso discordar de tudo ou acreditar, não há condenação prévia como há no sistema humano comum.
Este estado pode ser alcançado por qualquer humano, basta que encontre por livre escolha o silêncio onde habita a liberdade suprema de Deus.
Último estoico
Sou amante da beleza,
sem extravagância
sem pudor, sem arrogância.
Amo a beleza sem medida,
fico preso a contemplar
uma noite, um luar,
ou uma tarde em despedida.
Mas no que tange ao meu prazer
sou estoico a perecer
nesta geração desvalida.
LATINO AMERICANO
Sou latino-americano,
filho de paraibano...
Fui criado no Nordeste,
mas logo corri da peste...
Da peste de passa fome...
Fui embora muito cedo...
Com coragem e pouco medo
fui morar com tio baiano...
Na Bahia percebi, duramente descobri
qual seria o meu destino...
Não seria como os outros
Filho errante, natimorto...
Eu queria ser urbano.
Num impulso fui ao alto
de carona pro Planalto
pra seguir a minha sina
no Distrito Federal.
Em Brasília fui pra noite
pra cantar sob os açoites
dos donos da Capital...
Mas foi boa a experiência
descobri logo a ciência
não queria ser cantor!
E o tempo foi passando
E a plateia foi cansando
Não queria mais me ouvir...
Entre copos de cerveja
mesas de melancolia
eu colhi o suprassumo
de onde faço a poesia...
Entre tanto vaivém
Sem notar eu encontrei
A morena de olhos negros
Meu maior e eterno bem!
Oh, vida tão doce e tão amarga vida,
Sou um poeta, maldito, incompreendido,
Através das rimas, a dor é desmedida,
E o mundo em volta, é um fardo caído.
Charles Baudelaire me ensinou a sonhar,
Com o ópio deixa a mente a delirar,
Rimbaud mostrou o caminho da loucura,
E o café, ah, como ele desperta a ternura!
Mas o vinho é a minha droga preferida,
Ele me faz esquecer da solidão sofrida,
E acalenta a minha alma tão ferida.
Ser um poeta é uma sina, é um destino,
Com as palavras, eu navego sem tino
A minha alma transborda em verso divino.
Sou verso sem rima
Que tenta se expressar
Sou música e melodia
Tentando te encantar
Sou estrada sem destino
Que percorre sem saber
Um sonho a realizar
Lutando para acontecer
Sou alma solitária
Em busca de um abrigo
Sou coração que procura
Um abraço de um amigo
Sou pequena em imensidão
Destemido em força e voz
Sou a poeira que dança no caos
Facho de luz, aquarela azul-lilás
Sou imortal na minha arte,
Inspirado pelos astros,
pela natureza e pela vida,
Com minhas palavras,
encontro o caminho
para a eternidade.
Meu coração pulsa,
minha mente cria,
Cada verso
uma nova história,
um novo universo,
Compondo um poema
vivo e imortal.
E mesmo que a morte bata
à minha porta,
Minha poesiacontinuará a viver,
Preenchendo corações,
iluminando mentes,
Eternamente imortal.
Queime-me
Queime-me,
porque sou pó, e ao pó devo voltar,
mas escolho o fogo, o calor que consome,
não como morte, mas como transformação.
Queime essa matéria que me veste,
esse corpo que habitou a alma,
que pulsou em cada verso,
em cada nota, em cada instante de festa
vivido como se amanhã nunca viesse.
Porque amanhã, talvez, não estarei.
E tudo que fui, que amei,
será cinza ao vento,
um sopro que fertiliza o infinito.
Queime-me,
pois o que é eterno já vive
nas palavras que ergui,
nas obras que de mim nasceram,
abstratas, físicas, eternas.
Queime essa matéria,
mas não a memória,
não a alma secreta que me habitou.
Pois enquanto há quem ame,
quem viva, quem cante,
sou mais do que cinza—
sou fogo que arde no coração do mundo.
Ser o que sou
Sou o universo em tons diversos, em mil cores,
no balé eterno das estrelas finitas.
Sou o todo de ontem e a soma do agora,
o peso e o voo, o fardo e a febre,
medo e desengano entrelaçados.
Sou luz que arde, sombra que dança,
ferida que abre, navalha que estanca.
Sou você, sou o outro,
estou por dentro, estou por fora.
No espelho me vejo — sou cais e mar,
o que resta e o que há de faltar.
Sou abismo, sou pranto, sou riso de insânia,
sombra que resiste à indomável aurora.
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