Nao sou a Mulher Perfeita sou eu

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⁠Sublime

Fiz grandes e nobres propósitos, mas sou tão pequeno,
Sim, tão pequeno e insignificante.
Observo as grandes cidades de concreto e aço,
Entre arranha-céus que roçam o céu,
Vejo pessoas cruzando as ruas, e os carros.
Há vielas estreitas, onde cada pequeno passo
Descobre o encanto revelado pelo tempo,
Que talvez se perca nesta vida vulgar,
Mas permanece gravado em grafites vulgares.
Vida vulgar, vulgar, como um mendigo verdadeiro.
Vou ao campo e vejo os animais, e as crianças,
Nos vastos jardins, entre rosas delicadas e lírios em flor,
O perfume suave que enche o ar, e o vento que acha meu cabelo.
Cada pétala, um juramento de amor...
Assim saibamos valorizar o simples, o modesto, o singelo.
Descobrir o sublime no cotidiano, no ordinário,
Na essência real das coisas,
Encontrar a beleza que transcende o mundano,
A verdade mais metafísica.
Por trás de cada nascer e pôr do sol dourando o céu,
Onde há pequenos planetas distantes,
Sob os verdes tapetes e vastos campos,
E na imensidão divina, onde o céu se alarga no firmamento.
Sempre há pequenos milagres a perceber,
Em cada gesto simples, um mundo descoberto,
Na plenitude do ser e do existir,
Onde a grandeza habita nas igrejas e casas, e nas mentes,
Onde podemos vislumbrar o infinito num beco e ouvir a voz de Deus num viaduto.
Mas sou, e serei sempre, o que não soube, fiz de mim sublime, humano.

Inserida por GabrieldeArruda

⁠Como ateu que sou, sempre tentei entender a divindade em si. Como pode um mundo tão violento e tão injusto? Se eu fosse deus faria melhor? Como agiria?
No começo, quando jovem, eu achava que agiria como um super-herói. Apanharia quem causasse mal e o destruiria, sem piedade. Seria um justiceiro supremo.
Mas com o tempo, cheguei à conclusão de que violência talvez não fosse a resposta para um mundo melhor. Como alguém que carrega a maior sabedoria do universo pode se curvar à esse tipo de violência? Mesmo que seja pra fazer o bem? Então mudei de ideia: cheguei à conclusão de que simplesmente desintegraria os malfeitores, sem dor, sem sofrimento, só tiraria eles do caminho. Seria mais limpo, mais “justo”, mais pacífico. Dessa forma o mundo seria mais feliz.
Mas daí veio o dilema:
Quem sou eu – apesar de minha divindade - pra decidir quem é bom e quem é mau? Mesmo com todos os meus poderes divinos, teria eu esse direito?
E se não sou capaz de julgar com justiça, não importa o quão divino eu seja, então que tipo de poder é esse no fim das contas?
Depois de muito tempo ruminando essa ideia, encontrei uma solução para o dilema:
Se fosse um deus, eu não puniria, eu ajudaria. Assim passei a admirar e flertar com o poder de cura ao invés do poder da destruição, que tanto admirei. Deixaria os maus à própria sorte. Curaria os doentes, salvaria as crianças, daria outra chance aos que morreram cedo demais — se é que a morte pode mesmo ser “curada”.
Mas aí veio outra pergunta inevitável:
Quem merece ser curado? Todos? Só alguns? Ninguém morreria mais? Isso quebraria o equilíbrio do mundo?
E então veio a última tentativa de solução:
Curaria só as crianças. Afinal, que criança merece morrer? Nenhuma.
Daí outro questionamento surgiu: a partir de que idade as pessoas passariam a "merecer" a morte? Quem decide isso?
Hoje, velho que sou, percebo que se eu fosse Deus, a decisão mais justa seria essa:
dar a vida e me afastar.
Não interferir.
Deixar que cada um trilhe seu próprio caminho, com suas próprias escolhas.
Não porque eu não me importaria, mas porque interferir seria injusto.
E talvez, se existe algo lá em cima, esse “algo” já tenha entendido isso há muito tempo.
Talvez seja por isso que os deuses, se existirem, estão em silêncio.
Porque estão muito além de tudo isso que chamamos de “vida”. De tudo aquilo que chamamos de compreensão.

Inserida por cristianlazaro

⁠"Senhor, sou grato por tudo em minha vida. Lembro das buscas sinceras por Ti, mesmo sem conhecer Teus caminhos ou ser batizado. Meu coração desejava encontrar a verdade.

Com o tempo, batizei-me e aprendi muito, mas ainda não conhecia a verdade plena. Busquei-a em pessoas e me decepcionei. Então, comecei a ler a Bíblia e encontrei a sabedoria.

Descobri que muitos buscam ilusão, não a verdade. Tentei compartilhar, mas só afastava as pessoas. Hoje, não leio mais a Bíblia como antes e perdi o interesse em certas práticas.

Minha fé em Deus permanece, mas minha igreja se parece com os fariseus – falam a verdade, mas não a praticam. Por isso, me afastei. Pessoas me fizeram duvidar, e parei de ler a Bíblia várias vezes, mesmo voltando em alguns momentos.

Meu coração se aflige pelas pessoas, mas desisti da humanidade e de sua busca pela verdade. Minha fé está em Deus, e que a vontade Dele seja feita. Sei que há tempo para tudo

Minha Jornada de Fé e a Dureza Humana
Senhor, sou grato por tudo que fizeste na minha vida. Lembro das muitas vezes em que busquei o Espírito Santo, das orações em lugares desertos, sozinho, distante de todos. Naquele tempo, eu não conhecia a verdade do mundo, nem muito dos Teus caminhos, mas minha busca era sincera, vinda do coração. Eu não era batizado, não tinha um rumo certo na vida, mas ardia em mim a vontade de achar o Teu caminho, o caminho do Senhor.

Com o passar do tempo, batizei-me em uma igreja e fui aprendendo seus preceitos. Só que, mesmo assim, ainda não conhecia a verdade. Orava constantemente por ela, para seguir os caminhos de Deus e fazer somente a Tua vontade. Houve um período em que busquei a verdade em pessoas, por pura ignorância. E a decepção veio como um soco. Então, eu mesmo, com minha pouca leitura e escrita, comecei a ler, e consegui. Consegui encontrar a sabedoria que tanto ansiava.

Com o que aprendi, acabei descobrindo algo amargo: as pessoas não querem a verdade, e sim a ilusão. Tentei falar, tentei explicar, tentei mostrar. Quanto mais eu falava e orava, mais minha frustração crescia com essas pessoas. E até hoje, eu não leio mais a Bíblia com o mesmo fervor, não tenho mais o interesse de fazer as coisas como fazia antes. Busco orar diversas vezes para tentar reencontrar o caminho de Deus, mas não tenho vontade de me batizar novamente, nem de ensinar ninguém que não queira. Só quero alcançar as pessoas que realmente procuram. Não quero que elas se batizem na "minha" igreja, porque eu não creio mais nela. Minha igreja, como os fariseus, tem a verdade na boca, mas não a obedece. Como Jesus disse: "Façam o que eles dizem, mas não o que fazem, pois o que falam é verdade, mas o que fazem é mentira". Minha igreja, não sei se toda, mas é assim. E por isso, eu me afastei.

Me encantei por uma idiota.
Me apaixonei por uma medrosa.
Amei uma covarde.
Hoje sou a que encanta.⁠

Inserida por JuliaFreitas

⁠Sou feita de rios calmos e tempestades intensas

Inserida por luisa_michiles

⁠Sou sozinho demais para ter alguém. Ao mesmo tempo, sou rodeado demais para realmente estar só. Sou mal demais quando me machuco, mas bom demais para ferir alguém. Sou sem graça demais para rir, mas engraçado demais para ser motivo de piada. Minha vida inteira foi feita de meio-termos. Nunca fui o bastante para um lado nem para o outro. Não tenho definição. Vivo entre extremos que nunca me abraçam por completo. Sou muito demais para o pouco que recebo, e de menos para tudo que o mundo exige.

Inserida por Levensten

⁠Sou o fogo que arde em teu ser
Sou água que mata tua sede
O castigo da tua presunção
As espada caudal sem razão

Sou a torre mais alta de fel
As estrelas lá do cão maior
O alpendre da anunciação
Um papado de um bispo só

Sou o ar que repiras na dor
O calor que ressoa no ar
Uma flor que insiste em florar
E o vento que não quer soprar

Sou reflexo de lua no mar
Infinito e eterno esplendor
Dia quente em puro calor
Um deserto de ilhas sem fim

Sou uma ilha deserta em mim
Uma história feliz sem amor
Um amor infeliz a durar
A tristeza do riso sem fim

A pintura de um riso sem cor
Um inverno trovejando em si
Dialeto latino ou tupí
Sou um peito repleto de amor

Inserida por jmsrosa

⁠Bem sei quem sou e jamais duvidarei.

Inserida por JoaoLucasSoares32

Jesus perdoou demais, morreu
Lampião confiou demais, morreu
Sou tipo um general que lidera uma tropa vinda do breu
E eu não confio, nem perdoo, por isso mandaram eu!

Emicida

Nota: Trecho da canção Intro (É necessário voltar ao começo).

Inserida por crisped_toast836

“O Universo Ainda Sonha”

— Uma meditação poética em escala quântica

Sou feito de quase.
De talvez.
De não ainda.

Sou partícula que hesita,
onda que se dobra sobre si,
possibilidade que respira
antes de ser.

O universo não é sólido.
É uma canção suspensa
num campo invisível.

Cada átomo vibra —
não como certeza,
mas como desejo.

O tempo?
Não corre em linha.
Ele espirala.

Há instantes que existem
em superposição:
passado e futuro
emaranhados
no mesmo agora.

O que você lembra
ainda está acontecendo
em alguma dobra do tecido cósmico.

O espaço?
Não separa.
Disfarça.

O que ocorre em ti
reverbera em mim.
Choram estrelas que ainda não nasceram
nos olhos de quem agora duvida.

Chama-se entrelaçamento —
ou talvez,
aliança sutil.

A luz me ensina contradição.
Ela é partícula,
ela é onda.
É uma e muitas.
É presença e ausência.
É o verbo e o silêncio.

Eu também.
Sou sólido para quem me toca,
mas dissolvo-me
quando ninguém está olhando.

Heisenberg sorri no escuro:
“Não podes saber tudo.”
Quanto mais miras meu lugar,
menos sabes meu ritmo.

A vida, então, é incerteza sagrada.
O conhecimento,
um afeto que se contenta em não fechar a equação.

O observador cria o mundo.
A função de onda —
esse poema cósmico de possibilidades —
colapsa
quando você decide olhar.

Não é o mundo que acontece.
É o olhar que o inaugura.

Talvez a realidade inteira
seja tímida.
E só exista
quando encontra atenção amorosa.

No vácuo, há dança.
Mesmo no nada,
há flutuações.

O vazio é fértil.
É berçário de energia.
É o escuro onde o universo
ensaiou seu primeiro choro.

Talvez tudo tenha começado
com um sussurro quântico.
Um leve tremor.
Uma vibração inicial
que não era matéria,
mas intenção.

E do silêncio surgiram campos.
Dos campos, partículas.
Das partículas,
nós.

E ainda assim,
somos lembrança do todo.
Não estamos no universo.
Somos o universo
pensando sobre si mesmo.

Cada escolha tua
colapsa infinitos mundos.

Cada gesto de amor
reconfigura o campo.

Cada palavra sussurrada com verdade
altera a equação cósmica.

Talvez o livre-arbítrio
seja a capacidade
de decidir qual universo
queremos habitar.

E no fim —
ou no começo —
não haverá julgamento,
nem fórmula final.
Apenas uma pergunta
ainda pulsando no vácuo:

“Você dançou comigo?”

E se a resposta for sim,
o universo sorrirá
— e sonhará de novo.

Inserida por tamara_guglielmi

⁠Quanto mais me olho, menos vejo. Quanto mais contemplo o universo, mais entendo quem sou.

Inserida por RobertJesus

⁠Sou suportado por poucos e odiado por muitos.

Inserida por henrique_cardoso_6

⁠Amo escrever! mas sou anônimo nas minhas escritas, escrever me faz bem, é uma forma de desabafo, a caneta é minha boca, o papel o ouvido que ouve.

Inserida por teologianossa

⁠Sou aquilo que aparece quando o silêncio dura mais do que deveria. Nasço quando as palavras travam na garganta e os olhos desviam. Cresço quando a resposta demora, quando a promessa falha, quando o pensamento se repete. Estou entre o toque que hesita e o passo que recua. Habito os pensamentos dos que pensam demais, destruindo certezas com perguntas sem resposta. Não preciso ser mencionada para existir, porque mesmo sem ser dita, eu machuco. Eu me espalho em olhares, em mensagens não vistas, em gestos quebrados. Sou o que transforma amores em medos e decisões em prisões. Sou sutil, mas insuportável. Sou constante, mas jamais determinado. Eu sou a dúvida.

Inserida por Levensten

Sou Caminho
⁠Sou feito de passos, de sonhos e de espera,
De pedras no chão e de esperança sincera.
Carrego nas mãos as marcas do que vivi,
E nos olhos, o brilho do que ainda está por vir.

O tempo me ensina, sem nunca ter pressa,
Que a vida é mais leve quando a alma se aquieta.
Que não há dor que não vire aprendizado,
Nem queda que não tenha um recomeço guardado.

Às vezes sou vento, às vezes sou chão,
Às vezes silêncio, às vezes canção.
Mas sigo em frente, inteiro, apesar da dor,
Feito ponte, feito estrada, feito amor.

E se o mundo pesar, que eu não perca a fé,
Que eu floresça, mesmo sendo só um grão de pé.
Porque viver é lutar, é cair, é sonhar,
É ser raiz, mas também se permitir voar.

Inserida por silvano_eising

⁠”Como nos livros, alguns dias sou texto e em outros, sou entrelinhas.”

Inserida por mjacques2002_1103542

⁠Palhaçada

É como o tempo passa,
Outrora,
Emo,
Que sou (confesso),

Usando MSN e Orkut,
Ouvindo Fresno (ainda escuto),
Sofrendo em lágrimas e dores,
De amores que nunca existiram,

Banal?
Não,
Mas, é incrível lembrar de como era a tal!

Não de "me achar",
Nunca fui isso,
Mas, de arcar com as responsabilidades da vida,
Até um pouco egoísta na época,

Achando que trabalho enriquece,
Mas, quem adoeceu com o tempo foi a alma,
Com calma,

A maturidade tomou conta,
E a conta?
Sim,
Chegou, veio com força,

Recuperando o que é bom,
Sanando o que não,
Firme com a firmeza de prego que se move na areia,

Num mundo líquido onde as certezas da vida se tornam incertezas,
Amores, desamores,
E rumores em verdade inconcreta.

Inserida por LeticiaDelRio1987

⁠Dia 65,

Despertei,
Sim, agora sou melhor pessoa pra você,
Porque aprendi a ser melhor pessoa pra mim,

Te quero porque te amo,
Não porquê nôs precisamos,
O amor é a arte da escolha de ser e fazer feliz todos os dias, Ainda que de longe, nosso caso;

Cuidar de si é cuidar de quem se ama,
Estou orgulhosa de ti,
De mim,
Da nossa caminhada de auto-conhecimento ,

Amar não está vinculado à posse,
E sim deixar o espaço,
A velha história do passarinho,
Tão lindo,

Pra que botá-lo numa gaiola,
Então, voa passarinho,
Sou ninho e não gaiola,

Me libertei das barras soldadas que me prendiam,
Estou pronta para amar,
Troquei,

O álcool por água de bolinha,
A ansiedade por atividade física,
As saídas noturnas por pedaladas diurnas,
Treino,

Bom alimento,
De corpo,
Alma e Espírito,

Sabendo que sempre serei neurodivergente,
Os remédios de cada dia nos daí hoje,
Mas, o equilíbrio persevera,
A Terapia coopera,

E meu amor por ti persevera.

Inserida por LeticiaDelRio1987

⁠QUEM DISSE QUE SOU POETA?

Quem disse que sou poeta?
Que tenho uma escrita boa?
Que a vida mantenho aberta,
Aos olhos de quem a destoa?

Quem disse que sou poeta?
Quem disse que poesia voa?
Talvez esteja em linha reta
Distante do mestre, Pessoa!

Quem disse que sou poeta?
E ando nas noites de Lisboa?
Saindo e entrando de festa
Seduzindo, seduzido, à toa?
(QUEM DISSE QUE SOU POETA? - Edilon Moreira, Setembro/2024)

Inserida por moreiraedilon_1100186