Nao sou a Mulher Perfeita sou eu
Sou um simples poeta com uma imaginação inquieta e realista, então, fico inspirado e imagino durante boa parte do meu dia, mas é durante à noite que a inspiração fica ainda mais forte, quando as minhas emoções e os meus instintos avivam os meus pensamentos, criando algumas cenas e versos na minha mente, sinceros e intensos
Tudo pode ser inspirador, entretanto, melhor será se eu puder encontrar vida, um esplendor de intensidade, uma simplicidade genuína, uma essência de muita naturalidade como um céu repleto de estrelas, a luz do luar sobre as folhas das árvores, deixando a natureza com uma aparência mais elegante, exaltando certos detalhes
E em sincronia com esta minha preferência poética, encontro em ti, bastante vitalidade, percebo que a tua sensualidade também possui hábitos noturnos e assim, permite que fiques mais à vontade, confiante, então, a tua presença consegue inspirar-me intensamente com tamanha facilidade, uma capacidade interessante que aguça a minha criatividade
Por consequência, nesta ocasião noturna, serás para mim, a poesia mais bela, arte que desperta o meu interesse de fazer uma leitura sem pressa das linhas suaves do teu corpo, cada trecho das tuas curvas, o que tem a dizer a expressão profunda e verdadeira dos teus olhos, a verdade da tua essência, que pode ser um sonho ou uma doce loucura e os beijos serem dados veemência.
"Sou do tempo em que o fio do bigode era mais poderoso do que uma assinatura em um pedaço de papel. Hoje em dia, me choco quando me deparo com verdadeiras ratazanas humanas, roendo os papéis de acordos previamente assinados. Esses tais ratos de hoje jamais teriam se proliferado em uma época onde a palavra de homem era lei, pois, possivelmente, seriam todos imediatamente exterminados através de um simples duelo de honra, ou pelo uso de poderosos venenos existentes na ocasião."
"Sou contra a alienação das mentes das crianças por certas igrejas, que as fazem adorar ao Deus Dinheiro, em detrimento da boa-fé."
Sou paradoxalmente sociável e distante — converso com naturalidade enquanto ergo barreiras invisíveis, parecendo reservado mesmo quando falo, revelando-me sem me entregar, e desconheço outra forma de ser.
No Tempo de Agora
Senhor, sou um viajante estelar em experiência em um planeta
Entre mares, céus, estrelas e cometas
Experimento a mente num corpo de carne, sangue de gametas
Que anda, pula, salta e se movimenta
Que tem por dentro construção imperfeita
Minha memória guarda flashes do que dizem ser ontem
Lembranças de uma vida de um tempo mais longe
Nem sei onde nem sei de onde
Saudades do que não vivi
Sem saber qual lugar foi lar de verdade
Aqui ou em lugar que não se compreende
O que chamam de avós, pais e irmãos
Me acrescentam apego, apreço e comunhão
A tal história da evolução
Tal qual pede o livro na parte da ressurreição
Não compreendo as lutas, as guerras, o ruim e o bom
Os falsos, os exatos, o mal e o bem
A fábula do belo, do feio e de mais quem
Sem nunca ter certeza de nada também
O que chamam de tempo contei
Até o ponto em que não é bom mais contar
Pois com ele perdi tudo
O que lutei pra juntar
E quanto mais o tempo passa
Mais difícil é entender
Se a vida foi longa demais
Ou se faltou tempo pra viver
Meu apego a uma mãe que me fez existir
Mas partiu sem nunca mais voltar
E nem deu tempo de me ver formar
Agora é o tempo de irem embora
Um a um, os amigos, irmãos e minha história
Meu coração que é de carne dói, recorda e só chora
Mas penso nas vidas que cruzaram a minha
E nas pessoas que pude ajudar
Talvez eu nunca tenha sabido
Quantas vezes minha palavra
Pôde fazer um caminho ser do bem
Quantas vezes proteger, ensinar e cuidar
Foi importante na parte da vida de alguém
E quando alguém parte
O que resta não me parece só saudade
É também a pergunta que ninguém responde:
Fiz o melhor que podia enquanto esteve aqui?
O que aprendi, ensinei, só ficou na memória
E o tempo também apaga as paredes do abrigo
Mas talvez alguma coisa permaneça
Na história de quem caminhou comigo
Mesmo que eu nunca saiba
Pois até o saber é sopro impreciso
Talvez viver seja isso
Ser passagem e companhia
Cruzar outras vidas
Por algum tempo, algum dia
Não saber de onde viemos
Nem saber para onde vamos
Mas poder fazer melhor
O tempo em que nos encontramos
Senhor, se existe um sentido
Que eu ainda não consigo entender
Talvez esteja no instante
Que ainda posso viver
Pois o ontem virou memória
O amanhã ninguém pode contar
E se existe algo sagrado
É acordar e ainda estar
Quando me despertar para ir embora
Que eu possa então recordar
Não tudo o que consegui juntar
Mas aqueles que pude amparar
As vidas que tocaram a minha
E o bem que pude deixar
Pois que viver é só um ato
Breve, imperfeito e humano — alma que implora por tempo
Uma passagem entre dois mistérios
No tempo de agora.
"É sempre assim...
Sou de alguém por uns dias...
Ao fim, me mando flores e uma garrafa de vinho...
Me saúdo...
Tim Tim...
Estou de volta prá mim!"
☆ Haredita Angel
Posso!
Sou tacape , sou flecha.
Sou a arqueira do arco.
Sou corda, sou massa.
Próton, elétron, nêutron, vibração.
Sou vácuo quântico, sou onda.
Sou humana, sou uma bomba atômica!
☆Haredita Angel
Sou perito em leitura corporal. Gosto de observar as pessoas; elas sempre parecem estar mentindo, ou tentando. No fim, todas acabam se tornando desinteressantes… ou talvez o desinteressante seja eu. Afinal, que loucura é tudo isso?
Hoje sou um homem adulto, mas ainda sinto medo da chuva. Quando menino, brincava descalço nas poças, e meu irmão e os vizinhos corriam atrás da bola, rindo, escorregando, encharcados. Eu ria junto, mas por dentro algo apertava o peito. O cheiro da terra molhada, os trovões distantes, a água batendo no rosto, tudo isso ficou gravado em mim, mas transformado em receio. Hoje, ao ouvir as primeiras gotas, me devolve o menino que brincava, mas também o medo que nunca soube nomear. Falar a verdade...
Tenho medo da chuva...
Medo é coisa de Gente, né?
Gero a escassez, coloco a necessidade, dou as migalhas, por fim, sou caridoso, democrático e ótimo gestor.
Sou um negro septuagenário e periférico, ignorante em formação e movimento constante no combate a epistemicídios.
"Quebro a cara, a banca e as regras.
Dobro as apostas e assumo os riscos.
Sou rebelde e pago o preço de não ser cópia.
O custo é alto, eu sei.
Mas meu cartão não tem limite!"
Haredita Angel
24.07.25
Certamente sou uranófila, pois o céu realmente me fascina. Acredito que seja porque ele vive em constante mudança, como se tentasse nos ensinar que a vida é um eterno mudar de ciclos.
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