Nao sou a Mulher Perfeita sou eu

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Escrevo sob corpos. Cada música é uma morte. Em todas, eu sou a vítima, deixando sobre o chão o meu próprio cadáver. Renasço como uma vampira, e sugo o meu próprio sangue para fazer da dor uma nova arte, enquanto gasto todas as minhas vidas, até que chegue o dia onde sol me queime, e não me deixe mais voltar a abrir os olhos. Quando terei escrito a última poesia, a última música e o último poema. Quando finalmente a dor cessará e não terei mais que morrer para me manter viva.
- Marcela Lobato

Na escola eu era um erro, em casa eu sou um erro, amando eu quase sempre fui um erro.
Talvez eu seja mesmo um erro.
- Marcela Lobato

Eu sou um farol, no fim de tudo em meio a tantas questões, habilidades e pessoas estou aqui para guiar o caminho para chegar a algum lugar, não sou mais do que isso, parado e seguro. Que sentimento doloroso, agora me pergunto o que os faróis sentem? Algum vez alguém considerou mudar ele de lugar? De alguma forma nem mesmo pensar nele em um ponto diferente?

Sou um renascentista


Talvez eu tenha nascido fora do tempo,
mas minha alma caminha pelas ruas de Paris.
Não as ruas apressadas do turismo,
mas aquelas onde a madrugada ainda cheira a vinho, tinta e papel.
Onde os músicos tocam como se o destino dependesse de um acorde
e os poetas bebem a lua em silêncio.
É ali que existo — entre o som e a palavra,
entre o piano e o abismo.
Sou um renascentista: músico, poeta, pianista.
Vivo entre o sagrado e o profano, entre o vinho e o verbo.
Cada nota que toco é um pedaço de mim tentando renascer,
cada verso, uma confissão que o tempo não conseguiu apagar.
Não bebo para esquecer, bebo para lembrar —
que a vida, como a arte, é feita de breves eternidades.
Quando sento ao piano, sinto Paris me ouvir.
Os fantasmas de Debussy e Ravel espiam por sobre meu ombro,
e o Sena, lá fora, parece repetir minhas notas nas águas.
O poeta em mim escreve o que o músico sente;
o músico traduz o que o poeta pressente.
É uma comunhão silenciosa entre o som e o pensamento —
a forma mais bela de loucura.
Ser renascentista é não aceitar a indiferença dos tempos modernos.
É crer que a beleza ainda pode salvar,
que o corpo é templo e o amor é arte.
É brindar com o vinho e com o caos,
com a esperança e o desespero,
porque tudo o que é humano é divino quando há música no coração.
Sou um renascentista.
Poeta, músico, homem que vive nas ruas de Paris —
onde o tempo se curva diante de um piano,
e o vinho se torna prece nas mãos de quem ainda acredita
que a vida é, acima de tudo, uma sinfonia inacabada.

REFLEXO DA VIDA

O que importa o que sou? Importa quem eu sou imaterialmente. O que fiz, faço e o que ainda posso fazer para com as pessoas. É o que mais faz sentido hoje. Doar-se.

O que importa é como eu trato as pessoas e como convivo com quem amo. Como luto pelo bem-estar das pessoas. É como um espelho que reflete. Se elas estão felizes também estou. É o meu ideal de vida. Batalhar para as coisas darem certo, para as pessoas terem o direito a algo que já pertencem a elas.

Lutei contra muitos, me magoei na maioria das vezes. Chorei até secarem todas as lágrimas que tinha dentro de mim. Nadei contra a maré muitas vezes sem me cansar. Mas, nunca desisti de lutar. Nunca. Sempre me defrontei com muitos obstáculos, mesmo assim venci todos. Conquistei muitas coisas e outras ficaram para trás por motivos que não consigo descrever aqui.

Terminei sendo alguém que por ações pouco consegui avançar, porém, que profundamente procura expor o que sente através das palavras. As palavras escritas e publicadas jamais serão destruídas ou mesmo vencidas.

Elas serão imortais e exprimem sentimentos que brotam das profundezas ocultas do meu íntimo.

Se sou romântica? Extremamente romântica. Sem essa força poética, quem seria Eu?

Eu ainda digo: você já viu a lua hoje?


Eu sou dessas
que ainda para no meio do caminho
porque a lua apareceu bonita demais.


Dessas que olham para o céu
e, por alguns segundos,
esquecem o que estavam pensando.


Não é sobre a lua.
É sobre não deixar a beleza passar despercebida.


É sobre esse olhar que procura,
que repara,
que encontra poesia onde quase ninguém mais olha.


Talvez eu tenha essa necessidade estranha
de admirar as coisas
antes que o mundo me convença
de que não há tempo para elas.


Por isso ainda digo:
“Você já viu a lua hoje?”


Como quem diz:
olha…
a vida ainda está acontecendo
em algum lugar bonito.


E eu quero saber.
Quero sentir.
Quero apreciar.


Porque talvez essa seja uma das coisas
que eu mais gosto em mim:


eu ainda me deixo encantar.




27 de Agosto de 2026

É eu com Deus e Deus comigo, porque do Seu Filho eu também sou Seu amigo.

O bicho é muito feio, mas eu sou bonito, porque minha beleza vem de Cristo.

⁠Eu me adapto em qualquer lugar, com qualquer pessoa e em qualquer momento. Sou adaptável como a água. Escorro, contorno, infiltro, desliso, tropeço e acabo sempre me encontrando com o meu destino.

⁠Se você é livre para falar o que quer, eu sou livre para aceitar o que eu julgar razoável.

Hoje sei quem sou, e continuo sendo quem eu sempre fui...

Ela é Sol! Eu sou Lua!


Ela é o Sol,
eu sou a Lua,
duas almas diferentes
sob a mesma imensidão.


Ela chega trazendo luz,
eu chego trazendo mistério;
ela ilumina o que toca,
eu guardo o que sinto em silêncio.


Ela é calor,
eu sou maré;
ela desperta sentimentos
que eu nem sabia que havia em mim.


Talvez seja por isso
que eu escreva tanto sobre ela:
porque há pessoas que simplesmente passam,
e há aquelas que deixam o céu diferente
depois que chegam.


Ela não precisa saber
quantas constelações acendeu em mim.
Talvez nem perceba
que, quando penso nela,
até minhas noites encontram claridade.


E eu, Lua,
continuo orbitando meus próprios pensamentos,
tentando transformar em versos
aquilo que não consigo dizer.


Porque o Sol não sabe
o quanto a Lua o observa.


E a Lua talvez nunca conte
o quanto é bonito receber sua luz.


Mas existe algo que o céu sabe
e nós talvez ainda não:


há encontros que não precisam acontecer no mesmo instante
para pertencerem ao mesmo universo.


Ela é o Sol.
Eu sou a Lua.


E, entre a luz dela
e as minhas fases,
existe um céu inteiro
guardando aquilo que somente nós
poderíamos entender.

Velho é o preconceito. Eu sou Vintage. E, como todo bom clássico, meu valor só aumenta enquanto o resto vira ruído.

Dizem que sou jovem e que o mundo ainda vai me ensinar muito, mas a verdade é que eu já aprendi o suficiente com a gente. Aprendi que o amor não é esse conto de fadas que os tolos insistem em celebrar. Para mim, ele se revelou como uma nuvem carregada: pesada, escura e cheia de uma chuva que não limpa, só inunda.
O amor fere. E o meu coração, por mais que eu quisesse que fosse feito de aço, não foi forte o suficiente para aguentar tanta dor. Você foi a chama que ardeu bonito no começo, mas que acabou me queimando quando o fogo ficou alto demais para eu controlar.
Olho ao redor e vejo pessoas buscando essa tal "felicidade e união", e confesso que sinto uma mistura de pena e cansaço. Elas estão se enganando. Eu sei a verdade agora, e ela é amarga: o amor parece uma mentira bem contada, desenhada apenas para nos deixar tristes no final.
Não estou dizendo isso com raiva, mas com a clareza de quem finalmente parou de tentar se enganar. Minhas cicatrizes são a prova de que eu estive lá, de que eu tentei, mas que saí ferido.
Talvez um dia eu mude de ideia, mas hoje, tudo o que sei é que dói. E eu preciso de silêncio para ver se essas marcas param de sangrar.

Minha vida perdeu o norte sem você. Eu entregaria tudo o que sou e o que ainda pretendo ser apenas para te ver cruzar aquela porta novamente.

Nunca encontrei um amor de verdade: das duas, uma, ou eu sou azarado ou o problema sou eu.

Esquecer você seria o mesmo que esquecer como se respira; seu amor se tornou parte de quem eu sou.

Eu acredito ainda que as pessoas especiais, assim como eu sou especial ainda conseguem ver seus avós que estiveram presentes na vida deles ou delas, assim como eu tenho contato com meus avós por parte de pai e mãe, a Leny e a Claudina com meu avô Odilon também falecido nisso até hoje me dizendo coisas positivas na mente, parecendo a novela Quem Ama Cuida da Globo, mas para um foco diferente para meu caso: fazer a vida andar nos momentos mais pesados dela.

Bunga Raya solitária
sob a noite estrelada,
Sou eu esperando ser
pelo amor encontrada.