Nao sou a Mulher Perfeita sou eu
Teu coração leve… e eu dentro dele,
como quem encontra abrigo sem pedir.
Sou magro, disseste,
mas é porque carrego só o essencial:
te amar sem peso, sem medida, sem fim.
Teu coração está livre,
e ainda assim me escolheu…
Não precisei de correntes, promessas ou medo;
foi no silêncio dos olhares
que te prendi com cuidado,
não em ferro, mas em sentimento.
Se amar fosse prisão,
eu jamais te queria…
Mas amar é voo,
e mesmo com o céu inteiro,
você decidiu pousar em mim.
"Me perguntaram se eu era livre. Respondi: 'Sou escravo da liberdade'. E o que é a liberdade? É não ter preço, não dever favores e não se curvar para caber no mundo de ninguém. É o direito sagrado de escolher o próprio caminho, mesmo quando ele é o mais difícil."
Ginho Peralta.
Quem sou eu? Onde estou? De onde vim? Para onde vou? Se você é ser humano, já deve ter feito algumas dessas indagações. Se você não se conhece, dificilmente será feliz em plenitude. O autoconhecimento é base para manter a autenticidade e uma vida equilibrada.
Eu sou um escritor, tenho uma imaginação fértil e acredito no que digo. Isso é muito raro. Eu sou apenas o escritor talentoso que a chefia contratou para escrever esta história.
Eu sou mar.
Trago em mim vastos oceanos
de profundidade incalculável.
Há dias em que sou tempestade,
e navego entre ondas avassaladoras
que ameaçam lançar meu barco
ao fundo.
Há dias em que sou luz,
sol aberto,
água mansa,
calmaria.
Mas atravessar, em tão pouco tempo,
a violência das águas
e o silêncio da superfície
desgasta o casco,
as velas,
o leme,
a esperança.
E esse desgaste nos faz perguntar
se ainda é justo
continuar navegando.
Ainda assim, seguimos.
Como um veleiro solitário
em meio ao mar.
Às vezes cercado por outros barcos,
mas, por dentro,
profundamente só.
"Eu sou só mais um apaixonado, igual aos que enchem os bares e esquinas tentando esquecer a razão deste amor."
Eu amaria sem medo a liberdade se você me tratassem com a insignificância que diz que sou... pois onde há incoerência, não há liberdade.
O QUE EU SOU QUANDO ESCREVO?
Meus escritos me dão asas:
crio mundos, viajo neles.
Ora sou protagonista,
ora apenas narradora.
Posso ser algoz ou mocinha,
pois a emoção que brota no papel,
é real: se não vivida de fato, sentida
na intensamente do pensamento.
Eu
Sou quem ficou
quando tudo foi embora.
Corpo marcado de quedas,
alma ainda em pé por teimosia sagrada.
Não por força heroica,
mas porque algo em mim se recusa a morrer.
Eu amo como quem entrega casa aberta,
mesa posta, bolso destrancado,
coração sem cadeado.
E o mundo, analfabeto de cuidado,
confundiu isso com fraqueza.
Não era.
Eu cai no asfalto, no banheiro, na rua,
cai nas pessoas,
cai nas promessas.
E mesmo assim, levantei sem aplauso,
sem plateia,
sem mão estendida.
Há em mim uma fé cansada,
não a fé que grita,
mas a que respira baixo
e continua.
Deus me vê quando ninguém vê.
No dia sem comida.
No dia sem resposta.
No dia em que o silêncio é a única companhia.
Eu não sou a que perdeu.
Eu sou a que não se perdeu,
mesmo quando tudo conspirou para isso.
Ainda há luz em mim,
não aquela que ilumina os outros,
mas a que agora aprende a ficar para si.
E isso, por mais que tentem,
ninguém apaga.
Isso sou eu, sem romantizar dor e sem me diminuir.
Não é o fim da história. É o retrato do intervalo.
E intervalos também são parte da música.
“Eu sou assim porque sou escorpião.” “Tenho lua em caos e ascendente em sumiço emocional.”
Humaninhos pegam traço tóxico, colocam glitter cósmico e chamam de profundidade. Astrologia era pra ser símbolo, reflexão, linguagem arquetípica. Aí transformam em carteira de habilitação pra ferir os outros sem culpa. Uma espécie de “desculpa jurídica do zodíaco”. Impressionante o esforço da humanidade pra terceirizar responsabilidade até pros planetas. Saturno deve estar exausto.
Tem gente que usa signo como autoconhecimento. E tem gente que usa como biombo emocional.
“Sou intensa.” Não, querida, você só não sabe dialogar sem explodir metade da cidade emocional ao redor.
“Sou fria porque sou de escorpião.” Não. Você escolheu silêncio como arma e romantizou isso.
No fim, caráter nunca esteve no mapa astral. Só o caos potencial. O resto é decisão.
E a pior parte? Quem ama ainda tenta entender. Fica procurando sentido em casa astral enquanto recebe indiferença na cara. Uma tragédia bem humana, aliás. Pessoas ferem, somem, deixam cicatriz… e depois culpam Vênus retrógrado como se o universo tivesse hackeado o bom senso delas.
A falta do ódio é o meu maior manifesto de superioridade emocional: eu sou feito do que eu cultivo, não do que me feriu.
Sua visão sobre quem eu sou fala muito sobre seus próprios valores e perspectivas, e pouco sobre a minha realidade .
“Tudo aquilo que colocamos depois do EU SOU se torna direção interior, palavra semeada e identidade em construção.”
Do livro EU SOU, Deus em Ação — O Despertar da Consciência Criadora, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“Nem toda dor merece receber o trono do ‘eu sou’.”
Do livro A Palavra que Cria Mundos — Manifestação, Imaginação e Fé, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
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