Nao sou a Mulher Perfeita sou eu
Eu era feita de resolver tudo. Hoje sou feita de saber limites: não sou Deus, e o que não depende de mim, já não me preocupa.
Eu sou a força que não me deixa desistir, o sorriso que esconde as lágrimas, e a luz que brilha no fim do túnel, mesmo quando tudo parece escuro. Eu sobrevivo, eu resisto, eu renasço.
Eu não sou feito de respostas.
Sou feito de rachaduras.
Por dentro, tudo em mim é barulho:
pensamentos tropeçando,
memórias se mordendo,
desejos que não cabem no corpo.
Eu existo em estado de urgência.
Tenho dias em que me sinto infinito
e outros em que mal caibo em mim.
Tenho vontade de ser tudo
e medo de não ser nada.
Eu me desmonto com frequência.
E não é metáfora.
Eu me desmonto mesmo.
Ideias, identidade, planos, certezas —
tudo cai no chão.
E eu junto os pedaços
com mãos tremendo.
Não sou estável.
Sou vivo.
Carrego perguntas como quem carrega feridas abertas:
quem eu sou quando ninguém está olhando?
quem eu seria se não tivesse aprendido a me esconder?
quem eu posso ser se eu parar de pedir permissão?
Às vezes eu me sinto grande demais para esse mundo pequeno.
Às vezes pequeno demais para meus próprios sonhos.
Eu sinto tudo no limite:
o amor rasga,
a perda ecoa,
o desejo arde,
o medo grita.
Não sei sentir pouco.
Se eu te disser que sou forte,
é porque você não viu minhas noites.
Se eu te disser que sou sábio,
é porque você não viu quantas vezes eu me perdi.
Eu sou feito de tentativas.
E de fracassos belos.
E de recomeços malfeitos.
E de coragem improvisada.
Não me peça equilíbrio.
Eu sou terremoto aprendendo a andar.
Mas deixa eu te contar algo:
se você me ler e doer,
é porque tem algo em você querendo sair.
Porque todo mundo anda por aí
se amputando emocionalmente
para caber.
E eu não quero caber.
Eu quero existir.
Eu quero que minhas contradições respirem.
Que meus abismos tenham nome.
Que minha bagunça seja honesta.
Eu não sou exemplo.
Sou espelho.
Se você se vê em mim,
não é coincidência —
é humanidade.
Você também sente demais.
Você também finge menos do que parece.
Você também tem um caos bonito aí dentro
pedindo para ser reconhecido.
Então não se organize.
Se entenda.
Não se controle.
Se escute.
Não se esconda.
Se permita.
Porque viver
não é parecer inteiro —
é continuar mesmo em pedaços.
E se alguém te chamar de intenso,
agradeça.
Pior seria ser vazio.
Às vezes eu sinto que eu sou um morto-vivo, um vivo que não consegue mais ter sentimentos, principalmente de felicidade, um vivo que já está morto.
Já não sou quem eu era,
e o que fui não me define.
Sou o eco das escolhas feitas,
e também das que deixei partir.
Carrego no presente
as marcas do passado,
não como peso,
mas como aprendizado.
Quem me tornei nasceu
das quedas que enfrentei,
das dores que entendi
que não precisavam ficar.
Mudanças não chegam como fim,
elas vestem a alma de coragem.
São portas que se abrem
quando o coração decide recomeçar.
E assim sigo,
não negando quem fui,
mas honrando cada passo
que me trouxe até aqui.
Estou mal: Será que eu sou feliz e não tô vendo?
Estou bem: Será que tô escondendo a dor ou realmente tô sentindo essa alegria?
A gente chega num ponto, que não consegue entender nem o que sente. Parece que não sabemos mais quem somos.
Um dia estamos mto tristes, com mto medo, apavorada com as "vontades de Deus", se machucando com as lembranças do passado, lamentando o que poderia ter feito ou dito de diferente, culpando pessoas que deveriam ter te protegido, condenando os covardes, que nunca vão deixar vc saber, se sua vida, seus erros, se suas escolhas, poderiam ter sido diferentes.
No outro dia, acontece algo bom, alguma coisa dá certo, aí os medos passam, a esperança aparece (é só uma visita?), a gente faz planos, começa até a acreditar que pode ser feliz sim, começamos a combinar de cuidar da beleza, da mente, do espírito, cuidas das pessoas. Até o perdão visita nosso coração, tudo tá fluindo..
Mas vem o outro dia, "ah não" ou "ainda bem", tem o outro dia, e outro, e outro... e cada dia de um jeito, cada dia um medo desbloqueado, e cada dia uma esperança linda..
Quem sou eu, pra desprezar o outro,
quando a hora de partir chega e a alma sente?
Não queremos deixar tocar o coração,
mas toca, e sentimos em cada pedaço de nós.
É horrível querer prender o que já se foi,
repetir velhas emoções é se punir,
é negar a partida e voltar à mesma ferida,
buscando tocar o que já não volta.
Quem sou eu pra indagar palavras?
Pra dizer que o outro não vale nada?
Que nunca me serviu? Que já não é o outro?
Talvez só nossos olhos tenham visto
o que ele nunca foi,
e nunca vai ser.
É uma dimensão complexa querendo amar: a solidão.
Quem sou eu pra falar quando o outro grita?
Quem sou eu pra dizer o nome do outro?
Quanto mais falo, mais vejo minha incapacidade
de virar a página.
Que possamos virar páginas, mudar discursos,
aceitar o que se foi,
e viver o novo que a vida traz.
Enquanto nos agarrarmos ao velho,
nunca sentiremos o novo.
Não vou te provar quem és,
mas jamais me peça que eu escolha
entre o que sou
e o que você espera que eu seja.
Cada qual vive a sua realidade,
buscando a própria verdade.
Eu fui feita para o mundo,
você, para ser quem almeja se tornar.
Cada um com suas escolhas,
seus motivos,
sem padrões impostos.
Idealizações não são iguais
— e acreditar que todos chegam ao mesmo lugar no fim
é um mito perigoso.
Vamos exatamente
para onde nossas escolhas nos levam.
Mesmo que o dia escureça
Eu sou tua clareza
O peso é do mundo, não teu
Descansa em mim — sou céu - Frase da música Não é só seu do dj gato amarelo
“Eu não bebo para esquecer quem sou, mas para lembrar que ainda preciso encontrar um jeito de viver sem fugir da minha dor.”
Eu não sou igual a você.
E você não é igual a mim,
porque cada um carrega sua própria história.
Não é a comparação que nos define,
é a singularidade.
Cada qual com sua inteligência,
sua força,
sua forma de ser independente.
Você me ensina pelo que é,
sem precisar explicar.
Eu te ensino pelo que sou,
sem precisar competir.
Aprendemos um com o outro
quando entendemos que igualdade não é cópia,
é respeito.
E diferença não é distância,
é riqueza.
Eu já sou dado à coragem e ao sentimento que rege meu coração, fazendo-me não ter o entendimento.
Não sou um pensamento que não possa ver, temo de não ter motivos ou não lembrar-me do que não vivi.
Eu canto de alegria pelo instante que me completa, não sou feliz também triste eu não sou.
Sou um poeta em tormento com meu coração devido ao ato dos meus sentimentos.
Atravesso um caminho de obstáculos e desmorono-me em lagrimas pensando em você.
Se eu saio com muitas mulheres sou garanhão e muita das vezes safado, se não sou gay;
Se não dou confiança sou cheio de marra, se sou popular sou bandido;
Se eu Crio versos pelo que penso sou louco por demonstrar tanto talento jogado fora, se não escrevo sou insensível;
Se eu falo da minha vida, no que vivi eu sou dramático, se não sou misterioso;
Se lamento sou fraco, se sou confiante sou arrogante;
Se eu estou forte bem malhado uso bomba, se estou magro estou aidético;
Enfim, tudo que eu sou ou faça incomoda, então me leve para dormir do seu lado de conchinha com você para que você possa me sentir de verdade;
Não me vitimizo perante as minhas dificuldades
porque eu sou o autor da minha história
e faço o meu final quantas vezes forem necessárias;
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