Nao sou a Mulher Perfeita sou eu
É então um mundo de fórmulas a que eu obedeço e tu obedeces? Sem ele não poderíamos existir. Se víssemos o que está por trás não podíamos existir. O nosso mundo não é real: vivemos num mundo como eu o compreendo e o explico. Não temos outro. É a voz dos mortos insistente que teima e se nos impõe. Mais fundo: não existem senão sons repercutidos. Decerto não passamos de ecos.
Você não precisa de muito para ser feliz.
Você não precisa ter uma vida 'perfeita' para ser realizado, você não precisa ter tudo para se sentir completo.
Você não precisa ganhar na loteria, não precisa morar em uma mansão, possuir o melhor carro, ter a mulher mais linda e atraente ou o homem mais forte e inteligente. Você não precisa ser a mais magra e/ou ter o corpo (esteriótipo) ditado pelas revistas de beleza e pelas modelos dos comerciais. Você não precisa ser o mais bonito e/ou o mais rico.
Você não precisa ser um super-homem ou mulher maravilha; ser humano já é o suficiente, mesmo fardado a erros, limitações e fracassos.
Você não precisa ser infalível, poderoso e insubstituível.
Você não precisa ser perfeito o tempo inteiro e ter sucesso em tudo que faz; até porque isso é desnecessário, mesmo não sendo impossível.
Você precisa desacelerar um pouco; se cobre menos, cuide mais de você, se ame em primeiro lugar, gaste mais tempo com você, com aquilo que te dá prazer (ler um livro, assisti uma peça, escrever um poema, ver um álbum de fotos da sua infância, tomar um sorvete, ouvi a sua música favorita, ficar quietinha no teu quanto, se desligar das redes sociais por um tempo, olhar para o céu, contemplar as estrelas, e ouvi o teu interior, sentisse viva novamente, dançar na chuva, ter paz de espírito, fazer uma viagem, etc), o que te deixa feliz.
A vida é rápida demais, o tempo voa, os filhos crescem, quem amamos envelhecem, adoecem, se vão; a juventude, a mocidade, a força e o vigor passa; a beleza exterior, os amigos, amores se vão; comer, beber, viver; sorrisos, lágrimas, tristezas, alegrias, mortes, nascimentos, festas, velórios; noites e dias, meses e anos, e quando menos se ver, a vida que é um sopro já foi; tudo passa.
Ansiedade, pensamento acelerado, multi-tarefas, fadigas, stress, cobranças exacerbadas, pressões externa, conflitos interno, síndrome do pânico, angústia, lacuna, tristeza, incertezas, medo, desespero, aflição, emoções doentias, transtorno psíquicos, mente em colapso, doenças psicossomáticas, desesperança, depressão?
Pra quê? Se Deus te ama incondicionalmente e, Jesus Cristo, já sofreu e tudo venceu por você.
"Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputamos por aflito, ferido de Deus e oprimido.
Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados." (Isaías 53.4-5)
Faça as pazes com Deus e consigo mesmo; escolha a vida, decida viver.
Você é melhor do que isso...
LUIZ SOUZA TNT
Ela é perfeita, mas não sabe. O pouco que conheço já me deixa completamente fascinado, e nem sequer sei seu sobrenome ou seu ator predileto. Esse teu sorriso pra mim e como olhar o Sol nascendo, esses teus olhos negros são pérolas perdidas no meio desse oceano de ternura chamado você. Esses seus cabelos ao vento, tua cara de menina e teu jeito simples de ser e de conversar comigo. Você ri de minhas piadas sem graça e consegue me aturar mesmo quando sou inconveniente. Esse mistério que deixa no ar quando vai embora, me devora, tenho vontade de conhecer seus medos, suas angústias, suas alegrias, ou simplesmente passar um fim de tarde contigo. Estamos tão perto e ao mesmo tempo tão longe! Se pelo menos eu soubesse como te dizer que você é perfeita, se pelo menos eu fosse bom o suficiente pra você, mas eu entendo, alguém como você merece coisa bem melhor. Eu só queria que você soubesse que a minha vida já valeu a pena só de ter te conhecido, e mesmo que você me esqueça daqui uma semana ou um mês, que encontre outros caminhos, uma vida melhor, eu quero que saiba que eu sempre estarei a te esperar caso precise, estarei disposto a olhar no fundo destes teus lindos olhos e dizer que realmente eu te amo...
- Quem és tu?
- Não interessa quem eu sou. Não interessa, porque me amas.
De facto, Martin amava-a. Mas como podemos amar alguém em quem não confiamos?
(Martin/Claire/narrador)
Abril
Não sei bem porque sou triste..não há um motivo ou há mil
sempre gostei da tristeza, a que começa em Abril..
é o frio chegando, a chuva, fumacinha do café,
a voz da mãe me dizendo: - bota chinelo no pé!
não é bem tristeza eu diria,
quem sabe é só romantismo,
por que até a solidão é boa
quando se sai de um abismo.
Ouvi dizer que o tempo não volta atrás
Já tentei de tudo, mas no fundo sei que não sou capaz É tão difícil aceitar esta visão
Estou tão cego não consigo achar a solução Acordar do sonho Olhar pro futuro
Acordar e esticar a corda
Não me diga que não está na hora
Não sei se fico ou se vou embora
Só quero um rumo para esta história
Mãe, quando eu comecei a escrever esta carta, usei a pena do carinho, molhada na tinta rubra do coração ferido pela saudade.
As notícias, arrumadas como perólas em um fio precioso, começaram a saltar de lugar, atropelando o ritmo das minhas lembranças.
Vi-me criança orientada pela sua paciência. As suas mãos seguras, que me ajudaram a caminhar.
E todas as recordações, como um caleidoscópio mental, umedeceram com as lágrimas que verteram dos meus olhos tristes.
Assumiu forma, no pensamento voador, a irmã que implicava comigo.
Quantas teimas com ela. Pelo mesmo brinquedo, pelo lugar na balança, por quem entraria primeiro na piscina.
Parece-me ouvir o riso dela, infantil, estridente. E você, lecionando calma, tolerância.
Na hora do lanche, para a lição da honestidade, você dava a faca ora a um, ora a outro, para repartir o pão e o bolo.
Quantas vezes seu olhar me alcançou, dizendo-me, sem palavras, da fatia em excesso para mim escolhida.
As lições da escola, feitas sob sua supervisão, as idas ao cinema, a pipoca, o refrigerante.
Quantas lembranças, mãe querida!
Dos dias da adolescência, do desejar alçar vôos de liberdade antes de ter asas emplumadas.
Dos dias da juventude que idealizavam anseios muito além do que você, lutadora solitária poderia me oferecer.
Lágrimas de frustração que você enxugou. Lágrimas de dor, de mágoa que você limpou, alisando-me as faces.
Quantas vezes ouço sua voz repetindo, uma vez mais: “tudo tem seu tempo, sua hora! Aguarde! Treine paciência!”
E de outras vezes: “cada dia é oportunidade diferente. Tudo que você tem é dádiva de Deus, que não deve desprezar.
A migalha que você despreza pode ser riqueza em prato alheio. O dia que você perde na ociosidade é tesouro jogado fora, que não retorna.”
Lições e lições.
A casa formosa, entre os tamarindeiros assomou na minha emoção.
Voltei aos caminhos percorridos para invadi-la novamente, como se eu fosse alguém expulso do paraíso, retornando de repente.
Mãe, chegou um momento em que a carta me penetrou de tal forma, que eu já não sabia se a escrevera.
E porque ela falava no meu coração dorido, voei, vencendo a distância.
E vim, eu mesmo, a fim de que você veja e ouça as notícias vibrando em mim.
Mãe, aqui estou. Eu sou a carta viva que ia escrever e remeter a você.
Entre as quadras da vida e as atividades que o mundo o envolve, reserve um tempo para essa especial criatura chamada mãe.
Não a esqueça. Escreva, telefone, mande uma flor, um mimo.
Pense quantas vezes, em sua vida, ela o surpreendeu dessa forma.
E não deixe de abraçá-la, acarinhá-la, confortar-lhe o coração.
Você, com certeza, será sempre para ela, o melhor e mais caro presente.
Sabe, Maria. Eu queria ter forças, queria saber fingir que está tudo bem, queria por um sorriso no rosto e não demonstrar que estou desmoronando por dentro. Eu queria ser forte e conseguir segurar o choro durante o dia, e só desabar em meu quarto, a noite. Eu queria uma máscara do sorriso, para usá-la o dia todo, para esconder minha tristeza, meu cansaço, minha falta de forças e esperanças. Eu choro em todos os lugares, e o tempo todo perto das pessoas, mas não deixo as lágrimas escorrerem pelo rosto, e elas acabam escorrendo pela alma. Eu queria ser forte e sorrir o tempo todo, evitaria perguntas que eu não sei dar as respostas, evitaria olhares feios e tortos. Eu só queria aprender isso, só queria aprender a sorrir sem motivos e porquês. Por favor, me ensina, Maria, logo você que faz isso todo dia.
Sabe, Maria. Eu não quero perdê-la, entende? Não quero que ela vá embora e me deixe para trás. Eu sei que está sendo difícil para ela, eu sei que ela diz que não me quer por perto, mas eu não consigo recuar, eu não consigo abrir mão, eu não consigo ver o meu amor dentro de uma escuridão sem fim, e se entregando ao vazio, sabendo que ela é a minha luz no fim do túnel. Eu não vou deixá-la ir, não vou deixá-la sozinha, não vou permitir que ela se perca, e se vier a se perder, eu enfrento as feras e as coisas que existem na escuridão, só para salvá-la e trazê-la para a luz. Ela não tem mais vontade de lutar contra isso, mas eu tenho em dobro. Eu tenho fé, esperança, coragem, força, e vontade, por nós dois. Eu lutarei ao lado dela, e por ela, Maria. Daqui até a eternidade, até o meu último sopro de vida.
Eu tinha uma sensação muito interessante na água.
E de alguma forma podia fazer uma correlação
com a carreira com
a qual sonhava: eu podia
senti-la, mergulhar nela,
flutuar sobre ela,
mas não podia retê-la
nas minhas mãos...
Ou talvez a água seja o símbolo de mim mesma.
Nada pode me deter, me reter,
transformar ou moldar.
Posso ficar em qualquer
recipiente
por algum tempo,
depois viro onda,
transbordo
como enxurrada
ou rodopio e caio como
a chuva de verão,
que às vezes
pode virar tempestade tropical,
carregada de raios e trovões.
"Eu sou budista por que creio em minha fraqueza. Eu sou cristão por que confesso minha fraqueza. Eu sou judeu porque rio da minha fraqueza. Eu sou muçulmano porque combato minha fraqueza. E sou ateu se Deus é todo-poderoso."
