Nao sou a Mulher Perfeita sou eu

Cerca de 807088 frases e pensamentos: Nao sou a Mulher Perfeita sou eu

Sonhador


Os meus sonhos valem mais que qualquer coisa que eu tenha vivido. A imaginação cria um mundo mais completo do que aquele que eu nunca vou conhecer. A minha arte sou eu, vivo. A arte de me construir é maior do que se chama de realidade.

O sedutor ama o mundo. Ao procurar o amor eu descobri a mim mesmo.

Combatente


A Maya quer me enganar. Por que permite que eu saiba que ela existe? Será mais um dos seus truques? Somos pequenos bonecos diante das ilusões. Para mim a realidade foi construir ilusões. Por isso eu me importo com o pote cheio de canetas e presto atenção em cada taco do parquê. Entre os objetos existe algo. Não é o ar. Existe uma ligação que faz com que brilhem na luz amarela. Eu posso tocá-los com os olhos, posso cheirar uma história. A medida em que eu vou escrevendo os meus órgãos internos se agitam, as vozes agridem os meus ouvidos, a sede repuxa os meus nervos. Alguém que morreu há algum tempo teima em aparecer. Sou eu que estou morto porque vivo de lembranças. E enquanto eu estou aqui teimo em perceber o mundo profundamente, dum jeito que cansa, me faz um soldado, do batalhão da mente, do exército dos insatisfeitos.

Nostálgico


Nesta manhã, eu encontrei uma bergamota bem doce e sumarenta
Arauto do outono, filha de uma árvore perdida na planície
Quem me dera voltar, e depois acordar no que já era
Fazendo disso a atualização da saudade

Eu, que detestava a chatice, me descobri sendo um chato.

Tudo o que eu fizer hoje, ecoará pelo infinito.

Passeio


Lá estava eu, entre os meus coleguinhas, pensando em como passá-los para trás. O que eu podia fazer com o que tinha era fingir que era muito inteligente. Isso não podia funcionar e não era muito inteligente. Mas continuei com a minha farsa, na qual só eu acreditava. A única maneira daquilo dar certo era estudar muito, dedicar a vida ao estudo, mas eu não era idiota o suficiente para fazer isso. Eu não estudava, apenas ouvia o que os mestres falavam. Depois me tornei um cético e um descrente. A ciência tinha argumentos fortes, mas dava para sentir a farsa pela constante e onipresente afirmação dos seus princípios. Eu não ia cair nessa. A ciência e a religião procuravam ovelhas crédulas para vender o seu produto. Em ambos os casos se serviam da ignorância para criar a sua mágica. Um rebanho indefeso para lideranças sedentas de poder. Isso me afastou de todo mundo. O isolamento ajudou a desenvolver a minha criatividade, pois eu acabei tendo só a mim para conversar. Nos momentos de desespero, eu me lamentava por ser um nada, e estava certo! Como nada, eu fui me esvaziando ainda mais e ao mesmo tempo me completando. E fui ficando tão diferente que deixei de ser humano. Na minha ignorância, eu achava que estava doente, quando eu não podia ter mais saúde. Assim, fui tentando me adaptar a um mundo de loucos. Mas não tinha vocação para pirado e fracassei redondamente. Os loucos veem o mundo, mas não enxergam a sua visão, portanto são cegos. Não podem ver que eles são o mundo e o mundo que enxergam são eles. Conversei muito com os médicos, mas também eram doentes, como padres querendo me reformar para que eu coubesse nos seus preconceitos. E ainda demorei para compreender que o médico sou eu. Os meus amiguinhos cresceram e se tornaram peças da engrenagem. Parece que lá atrás eu já tinha a intuição de que ser inteligente não dá certo.

Ao ouvir benevolentemente os meus pensamentos, eu crio um além homem, expandindo as fronteiras do possível.

O que eu gosto em mim, eu projeto nos outros.

Quando o Texto Me Lê

Eu pensei que escrevia
para dizer ao mundo.
Mas escrevo
para escutar
o que ainda não sei.

A palavra sai achando
que sabe o caminho,
desfila segura,
convencida.

Até que eu volto.
Leio.
E o texto me olha de volta.

Ler o que escrevi
é chegar atrasado
a mim mesmo.
Um espelho sem rosto,
só gesto,
só intenção escancarada.

O medo se esconde
em frases longas,
cheias de vírgulas,
com medo do fim.

A coragem aparece
sem alarde,
num verbo simples
que não pede desculpa.

Enquanto escrevo,
defendo ideias.
Quando leio,
negocio com elas.

Descubro palavras
que não eram minhas
apenas passaram.
E verdades pequenas
que se sentaram
e ficaram.

O texto pergunta,
com ironia mansa:
Era isso mesmo?

Às vezes dói reler.
A genialidade de ontem
vira eco vazio hoje.
Outras vezes assusta:
fui eu
que escrevi isso?

Sim.
Fui eu.
Naquele dia.
Com aquele peso.
Com aquela lucidez possível.

O texto não mente:
ele registra o movimento.

Escrever não acaba
no ponto final.
Começa
quando o autor
vira leitor.

Ali,
o texto também escreve.
Aponta.
Ensina.
Cutuca.

Não grita.
Mas fica.

Quem não relê
perde metade da aula.
Porque escrever é falar.
E reler
é escutar.

E quase sempre
é na escuta
que a gente aprende.

No fim,
eu queria ensinar alguém.
Mas o papel, paciente,
me mostrou:

o aluno
era eu.

Você é a poesia que eu leria o dia inteiro

Você é uma poesia
que eu adoraria ler durante todo o dia,
sem pressa de chegar ao último verso.

Gostaria de descobrir suas entrelinhas,
decifrar seus silêncios,
conhecer os desejos que você nunca revelou
e os sonhos que ainda guarda em segredo.

Queria aprender a linguagem do seu olhar,
a delicadeza dos seus gestos,
e encontrar, pouco a pouco,
tudo aquilo que faz seu coração estremecer.

Porque amar você seria assim:
uma descoberta sem fim,
uma poesia que não se lê apenas com os olhos,
mas com a alma, com o coração
e com todos os sentidos.

E quanto mais eu descobrisse você,
mais desejaria permanecer em suas páginas,
inventando novas maneiras de fazê-la feliz
e despertando prazeres
que talvez nem você soubesse que existiam.

E se um dia teu toque me matasse
Então eu amarei você
mesmo assim, pois eu quero procuro em você não é só físico


— Patrick Wallace

O eu lírico está morto...
Suas frases se foram feita as pétalas murchas...
As velas consumidas pelo fogo em lágrimas se acabou...
Ironia torna-se evidência dos fatos mortos.
Ninguém ousa falar pois silêncio grita.

Fechei os olhos eu vi você...
Acordei de madrugada senti sua presença serena...clamei ao luar
E o dia amanheceu...
Era meus olhos abertos dentro de um sonho e voce estava ali...
O vento levou tantos sentimentos para seu coração..
Me recordei da chuva que tomamos juntos corremos para um ônibus...
Os momentos a neblina cobria a cidade.

Deformação no profundo do ser político e sua determinação para ser um bot.




As vezes eu penso para que carro elétrico se tem carregar em carregador movido a gasolina.
Outra coisa vejo a tantos robôs humanoides vão subsistituir os trabalhadores?
Os imigrantes dos Estados Unidos foram realocados para seus respectivos países de origem.
Quem irá substituir a classe trabalhadora imigrante?
* Robôs programados * para trabalhar,
Poliformismo na atuação mais profunda conexão da alienação da gaiola.
Aonde novos escravos apareceram?
Robôs para servi o trabalho e sexualmente.
Robôs para sermos seus donos,
E isso engloba o caminho para servo global,
A descoberta da Deformação o que fardo carregara o desemprego neste momento que gaiola está vazia so robo trabalhando.
A guerra entre o terceiro mundo recursos naturais e pirataria nos estreito da um novo cenário.

Dentro da decepção eu vejo a oportunidade, dentro das mentiras vejo a verdade..

Quer eu escreva ou desenhe...
Pois escrita são fonemas
O dito é parte da prosa...
Bem como os dizeres são expostos o desenho causa indignação...
Ou...
É uma expressão de irá e ironia
Num fato fatídico a irônica resenha.
No fardo ser rejeito ou expurgo.
Diante das letras a desatino.
A soberba falácia torna se ato de arte...
O artísta é um ator deu uma história dramática.

Eu assistia à reprise da história dos outros porque, no fundo, tinha pavor de criar a minha.

Eu sofria por um futuro que nem existia, congelada em um presente que eu me recusava a viver.

Quando percebi que o tempo gasto odiando o outro era o tempo que eu deixava de investir em mim, a chave virou.