Não se Pede Ninguém em Amizade
Ninguém te explicou
a diferença entre
o Samba e o Pagode,
O Pagode é a festa,
o grupo ou encontro,
O Samba é para sempre
o gênero musical,
nascido raiz,
no terreiro, no meio do Jongo,
e na batucada em roda,
O Samba fez
e tem a sua escola,
Depois o Pagode
acabou virando moda,
e nasceu como um
outro gênero diferente,
Antes e depois
inventaram muitos
outros jeitos do Samba
tocar a nossa gente.
Dizem que quando uma coisa
pode dar certo feito a gente,
vai dar Samba certamente.
Porque quando se ouve um
Samba não há quem
não fique parado ou contente,
mesmo o mais resistente,
que não consegue dar o braço a torcer,
Só sei que o Samba
já passou por tudo na vida
e ninguém conseguiu até hoje o vencer.
A glória do café brasileiro
ninguém apaga da História,
Dos acordos de paz,
Das canções e do elogio
de quando uma menina
se tornava moça era
chamada de flor do cafezal,
O café brasileiro sempre
será a inabalável paixão nacional.
Você é bem-vindo
com o seu passado,
Você não deve
satisfação para mim
e para ninguém.
Se porventura você
deseja contar,
eu vou te escutar
sem te criticar.
A sua paz deve guardar,
e você não deve abalar.
Porque no final cada
um tem uma vida
e a sua própria conta.
Seguem o baile,
o fluxo, a vida e o limite.
O ditado "Ninguém é
melhor do que ninguém"
continua atualizado.
(Não existe ninguém perfeito
e cada um tem o seu pecado).
Ninguém nesta vida
é obrigado a nada
entre os nossos
e os considerados
por nós diferentes,
Conviver em harmonia
com as gentes te faz
uma pessoa querida
neste mundo que um
acha que o outro
não tem valor nenhum,
Pedir por favor
não te faz inferior,
Pedir por favor é usar
uma das expressões
mágicas que mostra
que você é uma pessoa educada.
Você não precisa depender de ninguém para ser poeta ou artista. Você precisa de você mesmo, do material que você pode conseguir e da sua criatividade.
Durante o período
da infância no interior
não existe ninguém que
foi criança feliz ou triste
que não tenha ouvido
alguma lenda ao redor
de um Mussum num rio,
Eis a nostalgia de uma Pátria
ingênua de um destino
que não volta nunca mais:
(Uma memória de quem viveu
na roça para que também
não seja apagada esta singela
história de um tempo que
éramos felizes e não sabíamos).
20/06
Se for falar,
mergulhe as suas
palavras num pote
de mel para ninguém
obter sucesso em te calar,
E lembre-se de que o seu
objetivo é não parar de falar.
Balainha
Lutam comigo
e eu nem sei porquê,
Não me meto
na vida de ninguém,
Já que com você
não posso dançar
a Balainha,
Resolvi escrever
poesia porque arcos
de flores não posso fazer.
Todos os dias tentam matar o país dentro dos corações uns dos outros. Isso não é bom para ninguém. Isso é péssimo. Sagrada é a hora de parar.
07/08
Não permita que ninguém
se sinta confortável
quando forem te intimidar,
Coloque com delicadeza
quem quer que seja no lugar,
Não dê sucesso para quem
que não deseja argumentar.
Ponte
Na Cuia faço do meu
Mate a famosa Ponte,
Ninguém pode ficar
o tempo todo sozinho,
Caso não compensar
o caminho de volta
está bem preparado,
porque para tudo
na vida requer cuidado.
Se eu saí ou fiquei
ninguém tem
nada haver com isso,
O meu país está
a cada dia mais
vivo no coração,
Da Independência
não esqueci do Hino,
Eu nasci brasileira,
filha da gloriosa terra
do Sabiá-Laranjeira,
E para este Brasil
nascido libertado
entrego o meu amor
sempre declarado
num novo poema.
Mesmo a pessoa venha se frustrar lá
na frente, ninguém pode ser desestimulado de tentar em nome
da resolução de um sentimento.
A rejeição dói, mas ser mal resolvido no amor dói eternamente.
Uma cruel
emboscada
aos guajajara
na santa terra
de araribóia
matou um líder;
se ninguém
nada fizer
a brutal roda
da morte
não vai parar.
Sem nos dar
conta somos
todos índios,
prendam antes
que seja tarde
os assassinos,
até a audaz
voz global
querem censurar.
O mapa já está
demarcado
pelo veneno
da tua língua,
o fogo da tua
maldade
e a lama
do teu coração,
Não pararei
de pedir por aí
a libertação
da tropa,
de um General
e por todos
os Homens
bons de coração.
A Epifanía
que jamais
ninguém
na vida apaga,
É sinal que
nos impele
por quem sofre
nos sótãos,
calabouços
e com a privação
vivenciada
pela periferia.
O Império não
obterá vitória
seja por fogo
ou discórdia.
A minh'alma
poética como
um luciérnaga
insiste e busca
por notícias
dos Generais
que estão presos
injustamente
em Fuerte Tiuna.
Enquanto uns
desfilam egos
e afastando
a verdadeira paz.
Não ignorem
a juventude
e a infância
adoçadas
pela guerrilha
na fronteira,
se ninguém fizer
nada a tempo
em boa coisa
isso não vai dar,
os filhos do povo
não podem servir
de diversão
em parque eleno.
Tudo anda a cada
dia neste mundo
anda mais insólito
como o estranho
mistério de Anabel,
como deputado
fugindo de fininho
depois ter aceso
o pavio do bloqueio;
quem faz isso
cedo ou tarde
a História irá cobrar,
porque se ela
assim não fizer,
eu é que vou recordar.
Insisto que ele
e os outros salvem
a vida do General
que nem deveria
ter sido preso,
só de saber que ainda
segue desassistido
tem me causado
um confesso tormento.
Algo me diz que
os olhos de azabache
inabaláveis do General
observam cada
verso de insistência
que pedem
a reconciliação nacional.
Versejar feito
de lama,
água, fogo
e luto,
tentando
entender
porque
nessa vida
ninguém
se previne.
Centenas
de almas
sacrificadas,
para lágrimas
ainda não
inventaram
barragens
de contenção.
Só sei que
dez estrelas
escapuliram
de várias
mãos;
dobraram
os sinos,
caiu a noite
e já não sei
mais o quê
escrever,
só sei que
o meu peito
não para de doer.
Não
convivo
bem com
propaganda
do medo,
Não
entendo
como
ninguém
viu isso
antes,
A vida
está
difícil e das
armas eles
são amantes.
Não
convivo
com
falta de
esclarecimento,
Por parte
de quem
quer que
seja não
aturo algo
semelhante,
Me prendo
ao que
me solta,
sou aquilo
que penso
e a livre
convicção é
o meu cimento.
Não
convivo
com aquilo
que duvido,
Ou é ou
não é,
e que
preste
explicações
ao fisco;
Sendo
assim
quando
não dá
para mudar
os fatos,
Apenas
finjo
que não
existo,
para
não me
perder,
afetar
ou falar
demais,
esperando
sem me
curvar a
tempestade
passar.
