Nao quero Viver na Ilusao

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⁠Não dá pra reclamar de violência, deslizando os dedos sobre a Morte ou os Traumas Iluminados de alguém.






Porque, nessa claridade azul, há mais que uma morte à mesa.






A primeira é a visível — os corpos entregues ao espetáculo.






A segunda, a sensível — a alma dos que assistem, lentamente embotada.






A terceira, a coletiva — o apodrecimento ético de uma sociedade que transforma tragédia em passatempo.






E a quarta… a mais cruel — a que quase sempre se esconde no brilho da própria tela, comprada às vezes no mercado negro, com o preço invisível da dor de quem a perdeu.






Há quem, sem perceber, alise o sangue seco nesses vidros, julgando a partir da zona confortável de sua poltrona, o mesmo crime que alimenta.






Banquete farto, servido à luz fria do progresso —
onde cada toque é um gole de conforto e uma migalha de culpa.






É o Banquete das Mortes Iluminadas!

O fato de ninguém ser obrigado a fazer companhia para ninguém não é licença poética para abandonar na solidão quem estava na solitude.

Há uma diferença deveras silenciosa, mas profunda, entre estar só e sentir-se sozinho.

A solitude é uma escolha, um espaço de encontro consigo mesmo, onde o silêncio não pesa e a ausência de vozes não se transforma em vazio.

A solidão, por outro lado, muitas vezes surge quando aquilo que era abrigo se torna isolamento, quando a liberdade de estar consigo cede lugar à sensação de ter sido deixado para trás.

É verdade que ninguém tem o dever de permanecer onde não deseja estar.

Relações não podem ser sustentadas por obrigação, e afeto não floresce sob imposição.

Mas reconhecer essa liberdade não significa ignorar o impacto que nossas ausências produzem na vida de quem caminhava ao nosso lado.

A maturidade das relações não está apenas no direito de partir, mas também na responsabilidade de compreender o que a partida representa.

Muitas vezes, a pessoa que parecia bastar-se não era alguém que dispensava vínculos; apenas havia aprendido a conviver bem consigo mesma.

Confundimos independência com invulnerabilidade e acabamos acreditando que quem aprecia a própria companhia não sente a falta da companhia alheia.

Sentir falta, entretanto, é parte inerente da experiência humana.

Nem mesmo os mais autossuficientes são imunes ao afeto, ao pertencimento ou à dor das rupturas.

Existe uma delicadeza que deveria acompanhar os encontros e desencontros da vida: a consciência de que passamos pela história dos outros deixando marcas.

Algumas são lembranças leves; outras, cicatrizes profundas.

Não se trata de permanecer por pena, nem de carregar responsabilidades que não nos cabem.

Trata-se de agir com humanidade suficiente para não transformar nossa liberdade em descuido e nossa escolha em negligência emocional.

Porque, no fim das contas, a verdadeira consideração não está em nunca partir.

Está em não esquecer que, enquanto estivemos presentes, ocupamos um espaço real na vida de alguém.

E que a forma como saímos desse espaço pode determinar se aquela pessoa continuará habitando sua própria solitude ou será empurrada para uma solidão que nunca escolheu.

Sonhos não prescrevem, adormecem à espera de manifestação, disse o Poeta.
sfj,citações⁠

Se não houver algo que nos inspire, algo que torne a luta digna, nossa vida não passa de um sopro efêmero, uma passagem vazia pelo tempo.

O trabalho fundamentado na dedicação e integridade, quando valorizado de forma autêntica, não apenas entrega resultados consistentes, mas fortalece a colaboração mútua, cada membro da equipe se torna peça-chave, e juntos convertem desafios em soluções, construindo um futuro sustentável e de excelência.

Minhas certezas vieram de provações, não procuro garantias, só preparo caminhos, o preparo é minha religião cívica.

Venci sem aplausos e descobri meu valor, o reconhecimento do mundo não me define, no silêncio da vitória encontrei medida, minha força veio de dentro, não do som.

O artista é o espelho que a sociedade quebra para não ver a própria feiura.

A simplicidade de uma canção pode curar feridas que a ciência não alcança.

A dor não me define, mas me educa, ela me mostra caminhos que a alegria disfarça, aprendi a respeitar o que me feriu, porque foi através disso que ganhei força, e agora carrego orgulho das cicatrizes que tenho.

A fé não é um paliativo para os fracos, é a declaração de guerra mais audaciosa contra o domínio do medo, é o ponto final irrefutável que se coloca onde a dúvida tenta iniciar uma nova frase de derrota, e a única arma que realmente nos protege é a oração, um escudo de invisível poder. Não importa a tempestade, se a sua âncora estiver firmemente lançada no amor de Deus, você encontrará a paz que excede o entendimento, um porto seguro que não se abala, e a certeza de que a bondade infinita sempre oferece uma nova chance, mesmo aos indignos.

As lágrimas que vertemos não são meros rastros de tristeza, mas o sal que tempera a nossa gratidão futura, pois a profundidade do nosso apreço pela luz só é medida pela escuridão que ousamos suportar, e a alegria desinteressada de um novo amanhecer é o prêmio pela coragem de ter sobrevivido à noite. Não se envergonhe da sua sensibilidade, ela é a bússola que aponta para o caminho da sua cura, e a prova irrefutável de que o seu coração, apesar de tudo que enfrentou, recusa-se obstinadamente a endurecer ou a desistir da beleza da esperança.

Não aceite a versão simplificada da sua história que a superficialidade do mundo tenta te impor, aquela que reduz a sua complexidade a um erro isolado ou a um único momento de glória passageira, pois a sua vida é um romance de múltiplas camadas, recheado de contradições e de redenções não contadas. Ouse narrar a si mesmo a sua própria verdade, sem cortes ou maquiagens, reivindicando o direito de ser o autor e o protagonista da sua saga, e assim, encontrará o poder de fechar os capítulos que doeram e de iniciar as páginas mais vibrantes.

Aprendi que o perdão cresce em terreno pedregoso. Não é flor que se planta em rega fácil, é erva resistente. Cresce entre rachaduras, na margem dos dias amargos. Quem perdoa carrega uma pedra a menos no peito. E o corpo, mais leve, volta a ouvir sua própria respiração.

Recomeçar é um pacto íntimo com a coragem,
não tem banda, não tem plateia, não tem glamour, é só você recolhendo os pedaços que sobraram, montando-se de novo como um quebra-cabeça cansado, mas sempre funcionando, sempre indo adiante.

A fé me segurou quando minhas pernas já não respondiam, e eu entendi que milagres não são barulhentos, eles acontecem dentro do peito, sem testemunhas, são costuras invisíveis que impedem o colapso, e hoje sou feito delas, firme, mas delicado.

Nem todo sorriso é leve, alguns carregam tempestades, mas mesmo assim eu sorrio, não para enganar o mundo, mas para lembrar a mim mesmo que ainda há luz, mesmo se pequena, mesmo se fraca, luz é luz, basta um fio para mudar tudo.

A fé não me prometeu facilidade, me prometeu companhia, e isso é suficiente para continuar, o caminho ainda é duro, mas nunca é solitário, caminho com Deus e isso muda tudo.

A vida me moldou com martelos invisíveis, e cada pancada foi lição disfarçada, não guardo rancor, guardo sabedoria, quem atravessa tempestades vira abrigo, hoje abrigo quem amo com firmeza.

A vida me ensinou a ser seletivo, não dou meu coração a quem não sabe segurar, minha alma não é brinquedo, ela é templo, é história, é renascimento, e merece mãos que saibam cuidar.