Nao quero Viver na Ilusao

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​Viver é vagar por um inverno sem margens, onde os pés descalços tateiam o abismo sob o manto de uma chuva que não lava, mas petrifica. Sob o negrume de noites sem fim e dias de um cinza estéril, o horizonte se dissolve, e a jornada deixa de ser sobre o destino para se tornar a pura resistência da matéria contra o nada.


- Tiago Scheimann

Viver é equilibrar-se no fio da navalha entre a memória que nos prende e a esperança que nos puxa, tentando não cortar os pés enquanto caminhamos em direção a um futuro que nunca promete nada, mas que nos seduz com a possibilidade de um novo amanhecer.

Sobreviver me ensinou mais do que viver. Porque viver é leve quando tudo está em ordem. Mas sobreviver exige luz onde há escuro, fé onde já não sobra certeza, e coragem onde a alma já teria desistido.

Saber que meu nome repousa no Livro da Salvação me impulsiona a viver com fé ardente e inabalável.

A escrita é um rascunho do próprio viver, com pequenos fragmentos de pensamentos que se esvaem com o mais sútil sopro de vento, por vezes ocultos em nosso subconsciente. Cada palavra é como um vestígio do que fomos em determinado instante, um eco daquilo que não quis se perder no silêncio. Escrever é capturar o efêmero, transformar o intangível em forma, dar corpo ao que, de outra maneira, se dissolveria no tempo. Assim, cada linha é memória e invenção, confissão e mistério, como se a própria alma buscasse se perpetuar no papel.

Ser cristão é viver disposto a morrer por aquilo que se sente e se crê, mesmo sabendo que jamais será totalmente compreendido.

O verdadeiro amor é luz que ilumina, mas aprisionar-se a ele é viver na sombra da própria entrega.

Ser cristão é viver o amor em sua forma mais pura, em Jesus Cristo, o amor que perdoa, acolhe e renasce.

Tudo o que vivi foi para aprender a viver de verdade.

Viver com fibromialgia é aprender a sorrir enquanto o corpo grita em silêncio.

Eu decidi viver o presente que Deus me deu. O amanhã? A gente resolve amanhã. Hoje eu prefiro rir, simplificar e continuar acreditando que algo melhor sempre pode vir.⁠

Penso sozinho para viver melhor com todos.

CRÔNICA: esse é o mundo que temos.

Viver no mundo, onde todo mundo deseja chegar ao cume, indubitavelmente alguém ficará para trás. É uma corrida insana, uma terra arrasada, Estado sem lei de uma nação anárquica, na qual são usadas todas as formas para alcançar o apogeu. Todos os tipos de tortura: a força física, o controle emocional e a habilidade de persuasão, são meios de atropelos, cuja a única meta, é ser o melhor, o senhor onipotente, oniciente e onipresente, que não ver nada à sua frente, a não ser galgar de todo o tesouro que acumulado, e consequentemente, fortalece a miséria, propicia a escassez da solidariedade e tonifica a desigualdade social.

Qual a vantagem de viver muito tempo e nunca descobrir quem somos? Passamos tempo de mais querendo ganhar o mundo, que acabamos perdido naquilo que tanto sonhamos em conquistar.
Desejamos tanto isso que abandonamos oque realmente importa.
Esquecemos o criador da vida, nosso próximo e nossos familiares. Tudo isso por um desejo egocêntrico, que nem percebemos que mesmo dando tudo que temos, não conseguiremos alcançar o mundo

Aprender a esperar o tempo de Deus é essencial para viver com alegria e paz interior.

A consciência de que toda semeadura produz uma colheita nos leva a viver com mais prudência e responsabilidade.

Eu acredito que um dos maiores desafios de viver seja ficar cada vez mais forte sem perder a leveza.

Olho o mundo com os olhos da inocência,
Onde cada detalhe vira poesia.
Viver é um presente sagrado e bonito,
E amar é transbordar essa doce energia.
Sou loba, sou rastro de luz no caminho,
Sou o afeto que acolhe e que abraça o irmão.
Seja bem-vindo ao meu mundo de paz,
Onde a vida pulsa na alma e no coração.⁠




---------- Eliana Angel Wolf

⁠É muito estranho parte do povo viver na — e da — internet ignorando que o ruído seja a maior moeda de troca da espetacularização que retroalimenta os algoritmos.


Como se o excesso de vozes, opiniões e julgamentos não fosse, na verdade, o combustível de uma engrenagem invisível que transforma qualquer acontecimento em palco e qualquer pessoa em personagem.


Nesse ambiente, o silêncio perdeu valor, a pausa virou fraqueza e a reflexão parece um luxo dispensável.


A pressa em reagir substituiu o cuidado em compreender.


E quanto mais barulho se faz, mais visibilidade se conquista — não necessariamente pela relevância, mas pela intensidade.


É um jogo onde vencer significa aparecer, ainda que à custa da verdade, da empatia ou da responsabilidade.


O curioso — e talvez o mais inquietante — é perceber que muitos participam dessa dinâmica acreditando estar fora dela.


Criticam o espetáculo enquanto alimentam seus bastidores.


Compartilham indignações que, no fundo, servem mais ao alcance do que à mudança.


Viver na internet, hoje, exige mais do que presença: exige consciência.


Porque nem todo espaço precisa ser ocupado, nem toda opinião precisa ser dita, nem todo acontecimento precisa ser transformado em vitrine.


Talvez o maior gesto de resistência, nesse cenário, seja aprender a diminuir o volume.


Escolher o que ecoar, o que silenciar e, principalmente, o que merece, de fato, ser sentido antes de ser exposto.


No fim, a pergunta que fica não é sobre o que estamos consumindo — mas sobre o que estamos ajudando a amplificar.

Apesar do livre-arbítrio, Deus nos permitiu viver rodeados de anjos e demônios só para facilitar a nossa escolha.

Talvez não como seres alados ou criaturas sombrias que habitam cantos invisíveis, mas como presenças sutis que se manifestam nas pequenas decisões do cotidiano.

Eles não sussurram necessariamente em nossos ouvidos — muitas vezes falam através das nossas próprias justificativas, dos impulsos que acolhemos sem questionar, das escolhas que fazemos quando ninguém está olhando.

Os “anjos” aparecem quando sentimos o incômodo da consciência, quando hesitamos antes de ferir alguém, quando escolhemos o caminho mais difícil por saber que é o mais justo.

Já os “demônios” se revelam nas racionalizações convenientes, na pressa em culpar o outro, na facilidade com que cedemos ao ego, ao orgulho, à indiferença.

O livre-arbítrio, então, talvez não seja apenas a liberdade de escolher, mas o peso inevitável de conviver com essas duas forças em permanente disputa em nós.

Não somos necessariamente vítimas delas — somos o campo onde elas se encontram.

E, no silêncio de cada decisão, somos também o juiz.

O curioso é que raramente percebemos o que escolhemos.

Preferimos acreditar que fomos levados pelas circunstâncias, pelo momento, pelo cansaço ou pela emoção.

Mas a verdade é mais desconfortável: quase sempre sabemos.

Sabemos quando poderíamos ter sido melhores…

Sabemos quando optamos pelo mais fácil em vez do mais certo.

Se Deus nos cercou de “anjos e demônios”, talvez não tenha sido para facilitar a escolha no sentido de torná-la óbvia, mas para torná-la inevitável.

Para que, em cada gesto, por menor que seja, sejamos obrigados a nos revelar.

No fim, não é sobre quem está ao nosso redor — é sobre quem permitimos que fale mais alto dentro de nós.